Georg Simon Ohm

Georg Ohm

Georg Simon Ohm. Imagem via Wikipedia.

Georg Simon Ohm nasceu na Bavária, Alemanha. Trabalhava como professor secundário de Matemática no Colégio dos Jesuítas, em Colônia, mas desejava lecionar na universidade. Para tanto, foi-lhe exigido, como prova de admissão, que realizasse um trabalho de pesquisa inédito. Optou por fazer experiências com a eletricidade, e para isso construiu seu próprio equipamento, incluindo os fios.

Equipamento de Ohm

Equipamento utilizado por Ohm.

Experimentando diferentes espessuras e comprimentos de fios, acabou descobrindo relações matemáticas extremamente simples envolvendo essas dimensões e as grandezas elétricas. Inicialmente, verificou que a intensidade da corrente era diretamente proporcional à área da seção do fio e inversamente proporcional ao seu comprimento. Com isso, Ohm pôde definir um novo conceito: o de resistência elétrica.

O que significa resistência elétrica? De maneira simplificada, poderíamos dizer que os elétrons livres que fluem ao longo do fio ou cabo elétrico têm de passar por entre os átomos que o compõe, chocando-se constantemente com eles. Desse modo, o fluxo de elétrons é brecado pela resistência que os átomos opõem à sua passagem.

Em 1827, Ohm conseguiu formular um enunciado que envolvia, além dessas grandezas, a diferença de potencial: “A intensidade da corrente elétrica que percorre um condutor é diretamente proporcional à diferença de potencial e inversamente proporcional à resistência do circuito”. Tal enunciado é até hoje conhecido como Lei de Ohm. Tais relações haviam também sido apontadas, meio século antes, pelo inglês Cavendish, que, no entanto, não as divulgou.

Circuito de Ohm

Circuito de Ohm

Embora estes estudos tenham sido uma colaboração importante na teoria dos circuitos elétricos e suas aplicações, o cargo universitário almejado por Ohm lhe foi negado. Suas conclusões receberam críticas negativas, em parte porque ele tentou explicar esses fenômenos com base numa teoria sobre o fluxo de calor. Ohm precisou até mesmo se demitir do seu emprego de professor secundário em Colônia, e viveu na pobreza durante os seis anos seguintes. Em 1833, entretanto, ele se reintegrou nas atividades cientificas aceitando um cargo na Escola Politécnica de Nuremberg.

Como ocorreu (e ocorre) com tantos outros pesquisadores, seu trabalho começou a ser reconhecido primeiramente no exterior. Em 1841, ele receberia uma medalha da Royal Society, de Londres. Só em 1849 Ohm conseguiria tornar-se professor da Universidade de Munique, cargo no qual permaneceria por apenas cinco anos, os últimos de sua vida.

Informações obtidas em http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica9/. Por razões que desconheço, esse site não está mais disponível.

Julius Robert Oppenheimer

Robert Oppenheimer

Julius Robert Oppenheimer. Click na imagem para site de origem.

Julius Robert Oppenheimer nasceu em Nova York a 22 de abril de 1904. Seu pai, Julius Oppenheimer, era um imigrante Judeu-Alemão que fez fortuna na confecção de roupas.

Oppenheimer estudou química na Universidade de Harvard, mas revelou-se três anos mais tarde como um físico experimental. Mudou-se para a Universidade de Cambridge, onde trabalhou com Ernest Rutherford. Durante esse período, ele encontrou-se com Nils Bohr na Suécia. Oppenheimer completou o seu Ph.D. em Göttingen, onde ele trabalhou sob orientação de Max Born.

Oppenheimer retornou aos Estados Unidos em 1929 e, durante os próximos anos, trabalhou na Universidade da California. Em 1936, ele iniciou um relacionamento com Jean Tatlock, uma ativista do Partido Comunista Americano. Mais tarde ele relembraria: “Eu comecei a cortejá-la, e crescemos juntos um do outro. Estávamos muito mais propensos a casar do que pensarmos como engajados.”

Embora ele nunca tenha se juntado oficialmente ao partido, ele apoio alguns dos seus políticos. Ele desenvolveu um forte interesse pela política e militou ativamente contra o crescimento do fascismo na Alemanha Nazista. Mais tarde, em 1936, ele explicaria: “Despertei para o reconhecimento de que a política era uma parte da vida. Tornei-me um real extremista de esquerda, juntei-me à União dos Professores, tinha multidões de amigos comunistas… Não me envergonho disso; sinto-me mais envergonhado do atraso.”

Com a morte de seu pai em 1937, ele herdou US $ 300.000. Parte desse dinheiro foi doada em prol de causas liberais. Oppenheimer foi um forte apoiador das Brigadas Internacionais durante a Guerra Civil Espanhola.

Influenciado pela pesquisa conduzida por Nils Bohr, Lise Meitner e Leo Szilard, Oppenheimer começou a buscar um processo (de enriquecimento) para a separação do Urânio-235 do Urânio natural, e para determinar a massa crítica necessária do Urânio para fazer uma bomba atômica. Algis Valiunas assinalou: “O estilo da inteligência de Oppenheimer era perfeitamente adequado para a sala de seminário: ele possuía um raciocínio tão rápido quanto uma serpente no ataque, capaz de penetrar e assimilar a essência de uma nova descoberta, enquanto homens menores estavam ofuscados pelos detalhes, reconhecendo imediatamente as implicações práticas de uma teoria obscura. Era tão profundamente versado em diversos campos relevantes (do conhecimento), que a concisão e exatidão nas explanações vinham tão naturalmente quanto o ato de respirar; e era agraciado com um charme que cativava pessoas sérias, e tirava o melhor proveito delas.”

Em 1939 Oppenheimer encontrou Katherine Harrison, ex-esposa de Joe Dallet, uma figura de liderança no Partido Comunista Americano, que foi morto em Fuentes de Ebro durante a Guerra Civil Espanhola. Ele terminou o seu relacionamento com Jean Tatlock, e depois que Katherine Harrison obteve o seu divórcio de seu terceiro marido, eles casaram-se em 1940. Essa união teve dois filhos: Peter (1941) e Katharine (1943).

De acordo com um artigo na Time Magazine: “A Sra. Oppenheimer o fez usar seus ternos apenas ocasionalmente, e o persuadiu a vestir jaquetas de tweed, e até mesmo esportivas, numa variedade de cores além do seu tradicional azul-cinza. Ela convenceu Robert a cortar o seu cabelo mais e mais curto (quase à moda recruta). Ele passou a fazer três refeições ao dia e parou de passar a noite toda acordado, exceto em raras ocasiões.”

Em 1943 Oppenheimer foi indicado diretor do Projeto Manhattan onde trabalhou com Edward Teller, Enrico Fermi, David Bohm, James Franck, Emilio Segre, Felix Bloch, Rudolf Peierls, James Chadwick, Otto Frisch, Eugene Wigner, Leo Szilard e Klaus Fuchs no desenvolvimento das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Em agosto de 1945 Oppenheimer declarou que seu único arrependimento fora não fazer a bomba a tempo de usá-la contra a Alemanha Nazista. Todavia, logo depois, Oppenheimer disse em uma reunião da Sociedade Filosófica Americana: “Fizemos uma coisa, a mais terrível arma, que alterou abrupta e profundamente a natureza do mundo… uma coisa que por todos os padrões do mundo em que nos criamos, é algo diabólico. E ao fazê-lo… temos levantado novamente a questão de se a ciência é boa para a humanidade.” Ele também relatou a Harry S. Truman: “Senhor Presidente, sinto que tenho sangue em minhas mãos.”

Oppenheimer foi indicado como presidente do Comitê de Assessoria Geral da Comissão de Energia Atômica. Ele agora estava plenamente consciente dos perigos da radioatividade causada pelas explosões nucleares e, em outubro de 1949, ele opôs-se frontalmente ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio. Oppenheimer a considerou uma arma genocida e arguiu que sua única finalidade concebível seria a destruição de populações civis em número de dezenas ou centenas de milhões.

Sua oposição ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio o colocou em conflito com Edward Teller que acreditava que a arma era importante na contenção do avanço do comunismo. Ele juntou-se a Enrico Fermi e outros renomados físicos no lobby político para deter o desenvolvimento da bomba-H, “principalmente porque deveríamos preferir a derrota na guerra à vitória obtida à custa da enorme catástrofe humanitária que seria causada pela decisão do seu uso.”

Oppenheimer foi vítima do McCarthyismo e, em 1953, ele foi acusado de estar estreitamente associado com comunistas nos anos 30 e 40. Isto incluía o seu relacionamento com Jean Tatlock e também sua esposa, Katherine Oppenheimer. Um conselho de segurança decidiu que ele não era culpado de traição, mas determinou que ele não deveria ter acesso aos segredos militares. Como resultado, ele foi removido da Comissão de Energia Atômica. Isto criou uma grande controvérsia, e 493 cientistas que trabalharam no Projeto Manhattan assinaram um protesto contra aquele veredito.

Em 1959, a Universidade do Colorado deu-lhe um trabalho de ensino de física. Depois, ele projetou o Exploratorium Science Museum em São Francisco. Em 1963 Oppenheimer foi perdoado pelo seu passado como ativista de esquerda quando Lyndon B. Johnson concedeu-lhe o Prêmio Enrico Fermi.

Julius Robert Oppenheimer morreu de câncer na garganta em 18 de fevereiro de 1967, aos 63 anos.

Fonte: Spartacus Educational

Tradução livre por Marcos Ubirajara.

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