O Mestre do Dharma

“Oh bom homem! O que é pensamento do Buda? Isto está dizendo que o Buda, que é o Tathagata, Merecedor de Ofertas, Todo Iluminado (de lucidez e conduta perfeitas), Todo Realizado, Bem Aventurado, de Conhecimento e Compreensão do Mundo, Melhor Treinador (Herói que subjuga e doma), um Mestre de Seres Celestiais e de Pessoas, Buda, Honrado pelo Mundo é eterno e imutável, dotado dos dez poderes, dos quatro destemores, do proferir o rugido do leão, e é um grande Shramana e um grande Brahmin. Sua grande pureza finalmente conduz uma pessoa à outra margem. Ninguém o supera, e ninguém pode ver o topo da sua cabeça. Não há medo, nem temor, e nem movimento [com ele]. Único e só, ninguém para acompanhá-lo, e ninguém para ensiná-lo, ele é perfeitamente desperto em todos os tesouros do conhecimento como o conhecimento da ação-rápida, o grande conhecimento, o conhecimento brilhante, o conhecimento profundo, o conhecimento da emancipação, o conhecimento não-compartilhado, o conhecimento amplamente disseminado, e o conhecimento final. Ele é, dos humanos, o elefante rei, a vaca rei, a naga rei, o macho mais forte, o lótus branco, e o melhor domador. Ele é o grande doador, o grande Mestre do Dharma. Como ele conhece o Dharma, é chamado ‘Mestre do Dharma’. Ele é chamado de Mestre do Dharma porque ele conhece o significado, porque ele conhece o tempo, porque ele sabe como estar satisfeito, porque ele sabe por si mesmo, porque ele conhece as massas [dos seres], porque ele conhece as várias naturezas dos seres, porque ele conhece todas as naturezas, a aguçada, a deficiente e a mediana, e porque ele fala do Caminho Médio.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

4 Comentários

  1. Mauricio Rubio said,

    12/01/2010 às 21:31

    Olá Marcos, venho acompanhando seu trabalho a algum tempo e fico feliz de parabeniza-lo pelas traduções que vêm fazendo, comecei a estudar o budismo theravada a alguns anos atrás e sempre os sutras bastante claros e lógicos, porém também comecei a me interessar pelo mahayana quando li o sutra do coração e o sutra do diamante, então comecei a ler o sutra de lotus e mais recentemente o sutra do nirvana, porém ainda não entendo porque esses sutras são tão largamente exagerados, principalmente em números e nas descrições de objetos e adornos feitos com materiais rarissímos.

    Em escalas de tempo temos coisas como “limitados milhares de miríades de milhões de asamkhyas de kalpas”, e o mesmo se valendo para o números de bodhisattvas presentes em algumas situações. Então gostaria que você me esclarecesse o porque dos sutras mahayana serem tão exagerados em descrições enquanto os sutras theravada ao meu ver são mais lógicos e objetivos?

    Um abraço.

    • muccamargo said,

      13/01/2010 às 10:01

      Olá Mauricio! Bom dia!

      Os Sutras Mahayana falam do Supramundano, falam daquilo que não encontra correspondência em nossa realidade objetiva próxima. Por exemplo, a estrela mais próxima ao nosso sol está a 4,2 anos-luz de distância. Isto corresponde a uma viagem de 4,2 anos de duração na velocidade da luz que é de 300.000 km/segundo. Tente traduzir isto em números. Agora, com os grandes telescópios, temos sondado sistemas extragaláticos que ficam a milhares, milhões de anos-luz de distância. A nossa própria galáxia, a Via Láctea, mede 100.000 anos-luz na sua extensão maior. Ora, não há exagero nenhum nas expressões dos sutras quando se fala do Supramundano, entendendo-se apenas do ponto de vista do Universo que vemos. Imagine, então, quando se extrapola esse Universo Objetivo (que vemos)?

      O Mahayana fala do mundo de todos os Budas, muito além do Mundo Tríplice (da matéria, do espírito e do desejo) ao qual a nossa lógica se prende. Seus ensinos estabelecem como passo primordial o rompimento dessas amarras do não-Eterno, não-Êxtase, não-Eu e não-Puro. Mergulhe nas profundezas do Mahayana e as suas dúvidas se dissiparão completamente.

      Um grande e fraterno abraço.

      Marcos Ubirajara.

      • Mauricio Rubio said,

        13/01/2010 às 21:03

        Obrigado, assim como parece ser o seu caso, antes de me interessar pelo budismo eu já era fascinado pelo Universo e seus mistérios, realmente a vastidão do infinito vai muito além da nossa compreensão, é uma pena que, ao menos por enquanto, eu só consiga enchergar uma pequena parte do que esta sendo expressado tanto nos sutras mahayana quanto nos theravada, afinal sou um ser humano completamente limitado pelo condicionamento do corpo e da mente, mas é bom ter a oportunidade de ouvir e pelo menos vislumbrar na imaginação essas outras realidades.

        Outro abraço.

  2. Jucelio said,

    27/02/2012 às 8:03

    eu ja falei com o mestre! no corpo de uma pessoa ele ajudamuito as pessoas!


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