O Outro Lado

ORROZ

Quando ORROZ dobrou o cabo das tormentas, e se voltou para leste, aqueles que estavam atentos naquele país a oeste puderam ver o que estava por trás. E pela primeira vez, desde a sua inesperada aparição, via-se claramente que ORROZ era uma pessoa comum, quando visto por detrás. Percebia-se no detalhe um ser cabisbaixo seguido por milhares e milhares de moscas de variadas matizes rondando a sua mente, a confundir seus próprios pensamentos. Moscas, como as mentiras, vivem pouco, mas surgem em sucessão como se fossem eternas. Roubam seu alimento, o contaminam, e seguem para a extinção deixando milhares de sucessoras. O alimento sobre o qual falamos aqui é o Maná do Dharma da Equanimidade. Assim, cabisbaixo, ORROZ ainda não via a perspectiva adiante em que seu caminho também se fechava, como ocorre para todos os mortais. Estes, quando se vão, deixam apenas um rastro atrás de si, ninguém se atreve a falar sobre o que lhes espera, exceto suas ações que bem o dizem. Mas, naquele país do ‘tanto faz’, o desinteresse pela justiça é confesso no seu caso, não é ORROZ? “Der o que der, para mim tanto faz!”, dizem os desinteressados pela justiça nas mais cruciais situações, quando se voltam para leste, dão as costas para a realidade que criaram e não conseguem enfrentar. Mas, livre dos oito ventos[1], ORROZ se pôs a cavalgar naquela direção.

 


 

[1] Oito ventos: prosperidade, declínio, honra, desgraça, elogio, calúnia, felicidade e sofrimento.

 

 

 

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