O Cristalino

Não temos a pretensão de inspirar uma nova teoria para a Física. Afinal, para que uma nova teoria? Como fica estabelecido neste estudo, a Física é uma ciência da matéria e forças que atuam sobre esta. Sendo assim, uma teoria da Física impõe a necessidade de um rigoroso formalismo matemático que possibilite, em primeiro lugar, fazer predições sobre o desconhecido; em segundo lugar, comprovar resultados de experimentos da Física clássica, relativista e quântica; em terceiro lugar, geometrizar o fenômeno e suas interações com o “mundo” exterior. Isto significa que uma teoria da Física destina-se a avançar e aprofundar no conhecimento sobre um universo constituído por matéria sujeita a forças, seja no mundo das partículas elementares, seja no macrocosmo.

Do nosso ponto de vista, isto não invalida ou compromete os enormes avanços desta ciência ao descrever a fenomenologia do universo em que vivemos, mas relativiza-os, uma vez que acreditamos no universo como um meio em que matéria e forças se manifestam em “pequenas” regiões do espaço-tempo, onde atuam tensões devidas a descontinuidades ou quebras de simetria; regiões de alta concentração de energia; e fluxos impostos pela simetria da região do espaço-tempo do fenômeno observado. Neste nosso conceito, fazemos a analogia do espaço-tempo com um meio Cristalino Perfeito; e de matéria e forças com defeitos e suas interações com o meio Cristalino, respectivamente. Indo um pouco além, acreditamos num universo cuja percepção esteja potencialmente ao alcance de qualquer pessoa. Enfim, não acreditamos num universo que só possa ser percebido, compreendido e compartilhado entre Físicos e Matemáticos. Todavia, o caminho da análise e posterior síntese das teorias, ainda que consuma muitos milhares de anos, deve conduzir à simplicidade necessária para a compreensão daqueles que, de fato, são os olhos da criação, ou seja, as pessoas comuns. Para essas pessoas, e também para os Físicos, há uma enorme dificuldade para lidar com conceitos como o “vácuo”, tão necessário para sustentar as mais avançadas teorias da Física. Isto significa “impor” aos leigos a idéia de que por trás de toda fenomenologia que observamos há o nada absoluto. Isto é um absurdo! Há algo lá sim, porém, que não pode ser medido pelos métodos da Física que se baseiam na interferência. Mas, “aquilo” está manifesto na simples constatação inicial que aqui fizemos, de que a matéria, rigorosamente, é um imenso vazio; quer pensemos do ponto de vista clássico, e muito mais quando do ponto de vista quântico que introduz as incertezas de encontrar-se algo no lugar onde ele deveria estar. “Aquilo” está manifesto na simetria das zonas de influência dos campos das interações físicas, do mais forte até o mais fraco, o campo gravitacional. Se o campo gravitacional dos corpos estelares é um elipsóide, então, existe uma “ordenação” do espaço circunvizinho cuja simetria é romboédrica? “Aquilo” está manifesto no fenômeno de difusão observado nos corpos do macrocosmo: fluxos de gases e matérias, aglomerações de estrelas, gravitação de galáxias. Em torno de quê? Na direção de quê? Por que, “preferencialmente”, em certas regiões do espaço? Não podemos mais ignorar a existência “Daquilo”. Confessadamente, temos uma grande dificuldade para lidar com o aspecto não-substancial dos fenômenos, e a Física não se propõe a tratá-lo como parte integrante, diríamos essencial, da realidade. Os Físicos chamam de “vácuo” o não substancial extrínseco dos fenômenos, e o definem como “nada absoluto”. Não bastasse chamar algo que sabemos existir de “nada”, não tratam do não-substancial intrínseco a todos os fenômenos de uma forma completa. Por essa razão, quase sabemos o que é uma partícula elementar, mas não sabemos por que ela se manifesta do jeito que se manifesta.

Então, por que não buscarmos compreender esse “vácuo” de uma vez? Mas de que maneira, se como postulado ele é insondável? Não pode ser visto nem ponderado e, o que é pior, ao aceitá-lo como parte integrante e indissociável da realidade, temos que aceitar a existência de uma Lei oculta em suas profundezas, a qual não podemos compreender. Isto não poderia mais chamar “Ciência”, mas “Fé”.

Por que não? Em termos da ciência contemporânea, já não há tanta dificuldade em aceitar que existe algo por trás da fenomenologia observável. Se o Universo tem uma origem, este “algo” já estava aí para sustentá-lo. Não é? E mais, é participante, perfeitamente dotado e parece ser o destino de todas as coisas que transitam pelo Universo observável. E esse destino não é final, pois, extinguindo-se aqui, o fenômeno ressurge ali, num fluxo interminável regido por uma lei oculta. Seu meio de propagação é o Cristalino, um Cristal Perfeito, que também traduzimos como Dharma Correto, ou Sadharma, ou Lei Maravilhosa.

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 1)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 2)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 3)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 4)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 5)


O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 6)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 7)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 8 )

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 9)

O Universo de Defeitos em Cristais (Parte 10)

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