O Ato Derradeiro do Honrado pelo Mundo

“Manjushri, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa é supremo dentre os ensinamentos do Tathagata. Em meio a todos os ensinamentos ele é o mais profundo, e somente é concedido em última instância, como é o caso daquela pérola brilhante que o poderoso rei há muito a detém e finalmente a concede. Manjushri, o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa é o tesouro secreto de todos os Budas, Tathagatas. Dentre todos os Sutras ele é o mais elevado. Na longa noite do tempo ele foi guardado e nunca descuidadamente exposto. Hoje, pela primeira vez, eu o estou pregando para você”.

Naquela ocasião, o Honrado pelo Mundo desejando enfatizar este significado, falou versos, dizendo:

“Sempre praticando a paciência e sendo misericordioso com todos,
então estará apto a proclamar este Sutra elogiado pelos Budas.
Na futura Era dos Últimos Dias,
aquele que ostentar este Sutra,
deverá estar imbuído da benevolência e compaixão,
tanto por aqueles que residem em seus lares,
como para com aqueles que deixaram seus lares,
e aqueles que não são Bodhisattvas,
pensando: ‘aqueles que não ouvem ou compreendem este Sutra
sofrem uma grande perda.
Quando eu tiver obtido a Via do Buda,
usarei de meios hábeis para pregar esta Lei para eles,
de tal forma que permaneçam dentro dela’.

É como um poderoso rei girador-de-roda que concede recompensas aos soldados bem-sucedidos na batalha:
elefantes, cavalos, carruagens, ornamentos pessoais,
bem como terras, cavalos, vilas, cidades e países;
ou pode dar roupas,
ou vários tipos de tesouros raros,
servos e outros bens valorosos,
dando-lhes alegria.
Se houver um herói digno,
que seja capaz de empreender missões difíceis,
o rei pegará do seu turbante sua pérola brilhante e lhe concederá.

O Tathagata também é assim.
Como rei de todas as Leis,
com paciência, com grande poder,
e com o precioso repositório da sabedoria,
com grande benevolência e compaixão,
ele transforma o mundo de acordo com a Lei.
Ele vê todas as pessoas sofrendo pela dor e pela agonia,
buscando a libertação,
e travando batalhas com demônios.
Para esses seres viventes ele prega várias Doutrinas.
Usando grandes meios hábeis,
ele ensina-lhes os Sutras.

Quando ele sabe que aqueles seres viventes tornaram-se fortes,
Então, como num ato derradeiro,
ele prega-lhes o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.
Isto é como o rei que desata seu turbante e concede finalmente sua pérola brilhante.
Sendo o mais elevado dentre as multidões de Sutras,
este Sutra é venerável.
Eu sempre o guardo e o protejo,
nunca o pregando descuidadamente.
Mas agora o tempo é exatamente correto para pregá-lo para todos os seres.

Excerto do CAP. 14: Conduta Para a Prática Bem Sucedida, pág. 265.

Kumarajiva, O Grande Tradutor do Sutra de Lótus

Kumarajiva (344-409), menos freqüentemente chamado Kamarajiva, foi um monge Budista Indiano e um dos maiores tradutores do mundo. Ele foi o provedor de competentes traduções de importantes escrituras Budistas para o Chinês, até então proferidas em Chinês a partir de traduções grosseiras ou versões até incoerentes. Da sua condição de Monge e de grande estudioso do Budismo, tornou-se, além de renomado tradutor, um dos maiores precursores do ensino Mahayana, cristalizado no Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Kumarajiva nasceu na cidade de Kucha, na Ásia Central, filho de um Brahman Indiano e uma Princesa de Kucha. Quando ele tinha 7 anos, sua mãe tornou-se uma Monja Budista, e ele passou os próximos anos da sua vida seguindo-a e estudando a doutrina Budista em Kucha, em Kashmir e em Kashgar. Ele foi ordenado Monge no palácio real de Kucha aos 20 anos de idade. Em Kashgar ele converteu-se do Budismo Hinayana para o Mahayana. Tornou-se conhecido como um Monge brilhante e parece ter sido muito bem versado nos ensinamentos Budistas das escolas então em vigor no Norte da India.

Tradutor e Professor

As traduções de Kumarajiva em Ch’ang-an, na China, foram feitas a partir de um esforço coletivo. Ele comandou uma equipe de especialistas Chineses diante de uma audiência de centenas de Monges. Enquanto ia sendo traduzido, ele respondia questões acerca do texto, e algumas de suas respostas foram incluídas, provavelmente por acidente, na tradução Chinesa. Evidentemente, há incorreções e omissões, mas, no geral, Kumarajiva e seus auxiliares produziram traduções muito confiáveis de textos muito difíceis de uma lingua (sânscrito) para a outra (chinês), as quais diferiam entre si de todas as formas linguísticas imagináveis.

Uma das razões para esse sucesso talvez tenha sido o vasto conhecimento de Kumarajiva: sua visão filosófica incluia toda a doutrina Mahayana, e ele não tinha qualquer interesse em distorcer o texto para ajustá-lo à alguma escola sectária. Trabalhos de sua própria autoria são raros, sendo que o mais importante para a compreensão do seu pensamento é o seu comentário ao Vimalakirtinirdesasutra; suas cartas para Hui-yüan, escritas talvez após 405, também são interessantes.

Fonte: Answer.com

O Legado do Sutra de Lótus

Na grande assembléia, vendo os dois Tathagatas sentados na posição do lótus aberto sobre o trono de leão no interior da Torre de Tesouro, todos tiveram esse pensamento: “Os Budas encontram-se sentados tão altos e distantes. Gostaríamos que o Tathagata usasse o poder das suas penetrações espirituais e permitisse-nos a todos residir no espaço vazio[1]”.

O Buda Shakyamuni então, usou seus poderes espirituais e alçou toda a assembléia no espaço vazio. Com uma poderosa voz ele dirigiu-se à Assembléia dos Quatro Tipos de Crentes, dizendo: “Quem, neste mundo Saha, poderá amplamente expor este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa? Agora é o tempo apropriado, porque o Tathagata em breve entrará no Nirvana. O Buda deseja legar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa”.


[1] O Buda diz em sua preleção sobre “entrar no quarto do Tathagata, vestir o robe do Tathagata e tomar o assento do Tathagata”, que essa última condição (tomar o assento do Tathagata) significa residir no espaço vazio.

Excerto do CAP. 11: O Aparecimento da Torre de Tesouro, pág. 223.

A Abertura da Torre de Tesouro

Então, o Buda Shakyamuni, vendo que em suas emanações estavam todos reunidos ali, cada qual sentado num trono de leão, e ouvindo que todos os Budas juntos desejavam que a Torre de Tesouro fosse aberta, imediatamente alçou-se do seu assento ao espaço vazio. Todos os presentes na Assembléia dos Quatro Tipos de Crentes levantaram-se, juntaram as palmas das suas mãos e em pensamento único contemplaram o Buda.

Então, o Buda Shakyamuni, usando o seu indicador direito, abriu a porta da Torre dos sete tesouros, emitindo um grande som como o de uma tranca sendo removida de um grande portão de uma cidade. Dessa forma, todos os presentes na assembléia puderam ver o Tathagata Muitos Tesouros sentado sobre o trono de leão dentro da Torre de Tesouros, seu corpo íntegro e incorruptível como se estivesse em meditação (Samadhi) Dhyana. Eles também lhe ouviram dizer: “Excelente! Excelente! Buda Shakyamuni! Pregue logo o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa! Eu vim aqui para ouvir este Sutra”!

Excerto do CAP. 11: O Aparecimento da Torre de Tesouro, pág. 222.

Manjushri, o Príncipe do Dharma

Quando o Buda projeta esse raio de luz,

eu e os outros nesta assembléia vemos,

dentro daqueles reinos e terras[1],

as muitas maravilhas especiais.

O poder espiritual dos Budas e a sua sabedoria são muito raros,

emitindo uma única e pura luz,

eles podem iluminar ilimitadas terras.

Vendo isto, todos têm obtido aquilo que nunca tivéramos antes.

Discípulo do Buda, Manju,

por favor, elimine as dúvidas da assembléia.

 

A multidão dos quatro tipos de crentes, com alegria,

olha para você, humano, e para mim.

Por que o Honrado pelo Mundo emitiu tal resplandecente luz?

Discípulo do Buda, responda agora,

elimine nossas dúvidas, para que possamos exultar.

Que benefício está para ser ganho a partir da emissão dessa luz brilhante?

Que Lei maravilhosa o Buda alcançou quando ele tomou o assento do Dharma?

Ele deseja pregá-la agora?

Ou ele fará profecias?

As manifestações das terras Búdicas,

adornadas com muitas jóias e purificadas,

bem como a visão dos Budas não prenuncia pequenas coisas.

Manju, como seria de se esperar,

a assembléia dos quatro tipos de crentes, dragões e espíritos,

olha para você, humano, com esperança;

o que está para ser pregado?”

 

Naquele momento, Manjushri dirigiu-se ao Bodhisattva e Mahasattva Maitreya e a todos os grandes senhores, dizendo: “Bons homens, em minha opinião, o Buda, o Honrado pelo Mundo, agora deseja pregar a grande Lei, fazer cair a grande chuva da Lei, tocar a grande concha da Lei, bater o grande tambor da Lei, e proclamar a grande doutrina da Lei”.

CAP. 01 – Introdução, pag. 16

O Buda Shakyamuni disse a Sabedoria Acumulada: “Bom homem, espere mais um momento. Há um Bodhisattva chamado Manjushri com o qual você deve reunir-se e discutir a Lei Maravilhosa. Então, você poderá retornar à sua terra”.

CAP. 12 – Devadatta, p. 235

O Príncipe do Dharma Manjushri, vendo as flores de lótus, perguntou ao Buda: “Honrado pelo Mundo, qual é a razão deste presságio, esses muitos milhares de miríades de flores de lótus, suas hastes de ouro de Jambunada, suas folhas de prata, seus pistilos de diamante e seus cálices de kumshuka”?

CAP. 24 – O Bodhisattva Som Maravilhoso, p. 377


[1] Tornam-se igualmente iluminados. Adquirem a mesma iluminação do Buda ou visão do Buda. Nesta visão, o Bodhisattva Maitreya do presente revela-se ser o discípulo Ávido da Fama do passado, e o Bodhisattva Manjushri era então o Mestre da Lei Luz Maravilhosa como será visto adiante.

Manjushri
Manjushri em escultura japonesa em bronze.

Sanskrito:  Mañjuśrī
Chinês:
  文殊, 文殊師利
Japonês:
  Monju, Monjushuri
Tibetano:
  Jampelyang
Coreano:
  Munsu
Vietnamita:
  Văn-thù-sư-lợi

Imagem obtida de Wikipedia, a enciclopédia liver.

A Parábola da Pessoa Sedenta

Naquela ocasião, o Honrado pelo Mundo, desejando enfatizar o significado das suas palavras, falou em versos, dizendo:

“Se alguém deseja livrar-se da preguiça e da lassidão,
deveria ouvir este Sutra.
Este Sutra é difícil de ouvir,
e aqueles que o compreendem e aceitam-no também são raros.

É como uma pessoa sedenta e necessitada de água,
que procura por ela em terras altas,
e encontrando somente terra ressequida,
sabe que a água ainda está longe dela.
Em seus esforços, gradualmente,
aquela pessoa vai encontrando terra úmida e depois barro,
certificando-se de que a água está próxima.

Rei da Medicina, saiba que, da mesma forma,
aquelas pessoas que não ouviram o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa estão muito longe da sabedoria do Buda.
Aqueles que ouvem este profundo Sutra,
compreenderão completamente as Leis do Ouvinte.
Este é o Rei dos Sutras e,
se houver aqueles que, ao ouvirem-no, ponderem sobre ele,
saiba que tais pessoas estão próximas da sabedoria do Buda.

Excerto do CAP. 10: Os Mestres da Lei, pág. 210.

O Rei dos Sutras
Foto de Marcos Ubirajara. Local: sítio da Dôra em 17/05/2008.

Os Enviados do Buda

“Aqueles que desejam residir na Via do Buda,
e atingir a sabedoria que vem por si mesma,
deveriam diligentemente fazer oferecimentos àqueles que recebem e ostentam o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.
Aqueles que desejam ganhar rapidamente a sabedoria que abarca todos os fenômenos,
deveriam receber e ostentar este Sutra,
e fazer oferecimentos àqueles que o ostentam.

Aqueles que podem receber e ostentar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa,
saiba que o Buda os enviou por piedade aos seres viventes.
Aqueles que podem receber e ostentar o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa,
renunciaram às suas terras puras e,
por piedade aos seres viventes,
renasceram aqui.
Saiba que tais pessoas são livres para nascer onde quer que desejem,
e podem, neste mundo de maldade,
ensinar amplamente a Lei suprema.

Todos deveriam fazer oferecimentos de flores celestiais,
de incenso e de roupas bordadas com jóias celestiais,
e das mais finas e maravilhosas jóias celestes para os Mestres desta Lei.

Aqueles que puderem ostentar este Sutra,
após a minha extinção, numa era de maldade,
serão reverenciados com as palmas das mãos unidas,
como se estivessem fazendo oferecimentos ao Honrado pelo Mundo.
Comidas finas, delicados doces,
e muitos tipos de indumentárias serão oferecidas a esse discípulo do Buda,
na esperança de ouvi-lo pregar mesmo que por um momento.
Aqueles que puderem, numa era posterior,
receber e ostentar este Sutra,
foram enviados por mim para o reino humano,
para levar a cabo o trabalho do Tathagata.”

Excerto do CAP. 10: Os Mestres da Lei, pág. 204.

Veja em Cristal Perfeito: O Mensageiro do Tathagata

A Pregação Original do Sutra de Lótus

“Quanto às minhas próprias e vossas causas e condições anteriores,
eu agora direi: todos vocês, ouçam bem!”.

(CAP. 06: Concessão de Profecias)

“Naquela ocasião, os dezesseis príncipes que tinham deixado o lar, todos como jovens virgens, tornaram-se Shramaneras. Todos passaram a possuir aguçadas faculdades e uma clara sabedoria. Eles já haviam feito oferecimentos a centenas de milhares de miríades de milhões de Budas, cultivando puramente a conduta Brahman, à busca do Anuttara-Samyak-Sambodhi. Todos eles falaram ao Buda, dizendo: ‘Honrado pelo Mundo, todos esses ilimitados milhares de miríades de milhões de Ouvintes de grandes virtudes já encontraram a realização. O Honrado pelo Mundo poderia, em nosso benefício, também pregar a Lei do Anuttara-Samyak-Sambodhi? Ouvindo-a, todos nós a cultivaremos e a estudaremos. Honrado pelo Mundo, nós aspiramos à sabedoria e visão do Tathagata nos mais profundos dos pensamentos que temos na mente, como o Buda bem o sabe’. Então, as multidões levadas pelo Rei Sábio Girador de Roda, dezoito bilhões deles, vendo os dezesseis príncipes deixarem o lar, também decidiram deixar o lar, e o rei permitiu-lhes fazê-lo”.

“Naquela ocasião, o Buda então, tendo recebido as súplicas dos dezesseis Shramaneras, após vinte mil kalpas, finalmente, em meio à assembléia dos quatro tipos de crentes, pregou o Sutra do Grande Veículo chamado Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, uma Lei para instruir Bodhisattvas da qual os Budas são guardiões e mentores. Após o Buda ter pregado este Sutra, todos os dezesseis Shramaneras, em prol do Anuttara-Samyak-Sambodhi, receberam-no, aceitaram-no, recitaram-no e penetraram profundamente seu significado”.

“Quando o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa foi pregado, todos os dezesseis Bodhisattvas Shramaneras receberam-no com fé. Em meio à multidão de Ouvintes, também, houve aqueles que tiveram fé no Sutra e compreenderam-no. Os remanescentes milhares de miríades de milhões de seres viventes, todavia, caíram todos em dúvida”.

“O Buda pregou este Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa ao longo de oitenta mil kalpas sem cessar. Quando ele encerrou a pregação do Sutra, ele adentrou um quarto silencioso onde permaneceu em Samadhi Dhyana por oitenta e quatro mil kalpas. Então, os dezesseis Bodhisattvas Shramaneras, sabendo que o Buda havia entrado nos seus aposentos e encontrava-se silenciosamente absorvido em Samadhi Dhyana, ascenderam cada um ao assento da Lei. Por um período de oitenta e quatro mil kalpas, em prol da assembléia dos quatro tipos de crentes, eles pregaram o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa extensivamente e em detalhes. Cada um deles salvou seres viventes em número igual a seiscentas miríades de milhões de Nayutas de grãos de areia do rio Ganges, instruindo-os com o ensino, beneficiando-os, fazendo-os alegrar e concentrar o pensamento no Anuttara-Samyak-Sambodhi”.

Excerto do CAP. 07: A Parábola da Cidade Fantasma, pág. 164.

Fato Relevante

Hoje, 12 de Março de 2008, vendi o mais importante exemplar do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa: para meu filho André Felipe, o que se deu de maneira espontânea, exclusivamente em razão do seu espírito de procura. Torno-me, assim, o pai mais feliz!

A Verdadeira Conversão ao Lótus da Lei Maravilhosa

Quando pela primeira vez ouvi o Buda pregar,
minha mente encheu-se de grande temor.
Não será Mara (um demônio) disfarçado de Buda,
a perturbar e confundir minha mente? – pensei.

O Buda, através de várias condições,
analogias e palavras engenhosamente articuladas,
tornou a minha mente calma como o oceano.
Ao ouvir-lhe, a malha de minhas dúvidas se desfez.

O Buda disse que no passado,
cada um dos incontáveis Budas, agora extintos,
utilizaram-se serenamente dos meios hábeis,
e também pregaram esta Lei.
Os Budas do presente e do futuro,
em número sem limites,
também se utilizarão dos meios hábeis para proclamar uma Lei como esta,
da mesma forma como agora o Honrado pelo Mundo,
desde o seu nascimento até deixar seu lar,
tendo atingido a Via e girado a Roda da Lei,
também pregou através dos meios hábeis.
O Honrado pelo Mundo prega o verdadeiro caminho.
Demônios não fazem tal coisa;
portanto, eu agora estou certo de que este não é um demônio posando como um Buda.

Em razão de ter caído numa malha de dúvidas,
disse que aquilo que o Buda pregava eram coisas de um demônio.
Ouvindo do Buda a voz complacente,
profunda, de longo alcance, sutil e terna,
proclamando a ampla, clara e pura Lei,
minha mente se enche de grande alegria.
Minhas dúvidas estão eliminadas para sempre,
assim como permaneço resoluto na verdadeira sabedoria.

Estou certo de tornar-me um Buda,
reverenciado por seres celestiais e humanos.
Girarei a insuperável roda da Lei,
para ensinar e converter Bodhisattvas”.

Excerto do CAP. 03 – A Parábola, pág. 64.

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