Julius Robert Oppenheimer

Robert Oppenheimer

Julius Robert Oppenheimer. Click na imagem para site de origem.

Julius Robert Oppenheimer nasceu em Nova York a 22 de abril de 1904. Seu pai, Julius Oppenheimer, era um imigrante Judeu-Alemão que fez fortuna na confecção de roupas.

Oppenheimer estudou química na Universidade de Harvard, mas revelou-se três anos mais tarde como um físico experimental. Mudou-se para a Universidade de Cambridge, onde trabalhou com Ernest Rutherford. Durante esse período, ele encontrou-se com Nils Bohr na Suécia. Oppenheimer completou o seu Ph.D. em Göttingen, onde ele trabalhou sob orientação de Max Born.

Oppenheimer retornou aos Estados Unidos em 1929 e, durante os próximos anos, trabalhou na Universidade da California. Em 1936, ele iniciou um relacionamento com Jean Tatlock, uma ativista do Partido Comunista Americano. Mais tarde ele relembraria: “Eu comecei a cortejá-la, e crescemos juntos um do outro. Estávamos muito mais propensos a casar do que pensarmos como engajados.”

Embora ele nunca tenha se juntado oficialmente ao partido, ele apoio alguns dos seus políticos. Ele desenvolveu um forte interesse pela política e militou ativamente contra o crescimento do fascismo na Alemanha Nazista. Mais tarde, em 1936, ele explicaria: “Despertei para o reconhecimento de que a política era uma parte da vida. Tornei-me um real extremista de esquerda, juntei-me à União dos Professores, tinha multidões de amigos comunistas… Não me envergonho disso; sinto-me mais envergonhado do atraso.”

Com a morte de seu pai em 1937, ele herdou US $ 300.000. Parte desse dinheiro foi doada em prol de causas liberais. Oppenheimer foi um forte apoiador das Brigadas Internacionais durante a Guerra Civil Espanhola.

Influenciado pela pesquisa conduzida por Nils Bohr, Lise Meitner e Leo Szilard, Oppenheimer começou a buscar um processo (de enriquecimento) para a separação do Urânio-235 do Urânio natural, e para determinar a massa crítica necessária do Urânio para fazer uma bomba atômica. Algis Valiunas assinalou: “O estilo da inteligência de Oppenheimer era perfeitamente adequado para a sala de seminário: ele possuía um raciocínio tão rápido quanto uma serpente no ataque, capaz de penetrar e assimilar a essência de uma nova descoberta, enquanto homens menores estavam ofuscados pelos detalhes, reconhecendo imediatamente as implicações práticas de uma teoria obscura. Era tão profundamente versado em diversos campos relevantes (do conhecimento), que a concisão e exatidão nas explanações vinham tão naturalmente quanto o ato de respirar; e era agraciado com um charme que cativava pessoas sérias, e tirava o melhor proveito delas.”

Em 1939 Oppenheimer encontrou Katherine Harrison, ex-esposa de Joe Dallet, uma figura de liderança no Partido Comunista Americano, que foi morto em Fuentes de Ebro durante a Guerra Civil Espanhola. Ele terminou o seu relacionamento com Jean Tatlock, e depois que Katherine Harrison obteve o seu divórcio de seu terceiro marido, eles casaram-se em 1940. Essa união teve dois filhos: Peter (1941) e Katharine (1943).

De acordo com um artigo na Time Magazine: “A Sra. Oppenheimer o fez usar seus ternos apenas ocasionalmente, e o persuadiu a vestir jaquetas de tweed, e até mesmo esportivas, numa variedade de cores além do seu tradicional azul-cinza. Ela convenceu Robert a cortar o seu cabelo mais e mais curto (quase à moda recruta). Ele passou a fazer três refeições ao dia e parou de passar a noite toda acordado, exceto em raras ocasiões.”

Em 1943 Oppenheimer foi indicado diretor do Projeto Manhattan onde trabalhou com Edward Teller, Enrico Fermi, David Bohm, James Franck, Emilio Segre, Felix Bloch, Rudolf Peierls, James Chadwick, Otto Frisch, Eugene Wigner, Leo Szilard e Klaus Fuchs no desenvolvimento das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

Em agosto de 1945 Oppenheimer declarou que seu único arrependimento fora não fazer a bomba a tempo de usá-la contra a Alemanha Nazista. Todavia, logo depois, Oppenheimer disse em uma reunião da Sociedade Filosófica Americana: “Fizemos uma coisa, a mais terrível arma, que alterou abrupta e profundamente a natureza do mundo… uma coisa que por todos os padrões do mundo em que nos criamos, é algo diabólico. E ao fazê-lo… temos levantado novamente a questão de se a ciência é boa para a humanidade.” Ele também relatou a Harry S. Truman: “Senhor Presidente, sinto que tenho sangue em minhas mãos.”

Oppenheimer foi indicado como presidente do Comitê de Assessoria Geral da Comissão de Energia Atômica. Ele agora estava plenamente consciente dos perigos da radioatividade causada pelas explosões nucleares e, em outubro de 1949, ele opôs-se frontalmente ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio. Oppenheimer a considerou uma arma genocida e arguiu que sua única finalidade concebível seria a destruição de populações civis em número de dezenas ou centenas de milhões.

Sua oposição ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio o colocou em conflito com Edward Teller que acreditava que a arma era importante na contenção do avanço do comunismo. Ele juntou-se a Enrico Fermi e outros renomados físicos no lobby político para deter o desenvolvimento da bomba-H, “principalmente porque deveríamos preferir a derrota na guerra à vitória obtida à custa da enorme catástrofe humanitária que seria causada pela decisão do seu uso.”

Oppenheimer foi vítima do McCarthyismo e, em 1953, ele foi acusado de estar estreitamente associado com comunistas nos anos 30 e 40. Isto incluía o seu relacionamento com Jean Tatlock e também sua esposa, Katherine Oppenheimer. Um conselho de segurança decidiu que ele não era culpado de traição, mas determinou que ele não deveria ter acesso aos segredos militares. Como resultado, ele foi removido da Comissão de Energia Atômica. Isto criou uma grande controvérsia, e 493 cientistas que trabalharam no Projeto Manhattan assinaram um protesto contra aquele veredito.

Em 1959, a Universidade do Colorado deu-lhe um trabalho de ensino de física. Depois, ele projetou o Exploratorium Science Museum em São Francisco. Em 1963 Oppenheimer foi perdoado pelo seu passado como ativista de esquerda quando Lyndon B. Johnson concedeu-lhe o Prêmio Enrico Fermi.

Julius Robert Oppenheimer morreu de câncer na garganta em 18 de fevereiro de 1967, aos 63 anos.

Fonte: Spartacus Educational

Tradução livre por Marcos Ubirajara.

Werner Karl Heisenberg

Left to right: Max Planck, Albert Einstein, Ni...

Da esquerda para a direita: Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Louis de Broglie, Max Born, Paul Dirac, Werner Karl Heisenberg, Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger, and Richard Feynman. Image via Wikipedia

O Princípio da Incerteza no Budismo: “Quando você se preocupa unicamente em estabelecer o “eu samsarico”, a sua existência individual, nada mais saberá sobre o “Eu cósmico”, o “Ser totalizante”, ou sobre o sentido da sua existência que é um caminho-médio entre o Ser e o nada-Ser (o vazio dentro do seu próprio fenômeno existencial)”. Marcos Ubirajara em 12 de dezembro de 2008.

Werner Karl Heisenberg

Werner Karl Heisenberg

Werner K. Heisenberg nasceu em Würzburg, em 1901. Sua educação inicial e seus estudos universitários foram realizados em Munique, na Baviera. Iniciou o curso de física em 1920. Um de seus professores foi Arnold Sommerfeld, que além de famoso físico era um extraordinário professor. Muitos de seus alunos se tornaram grandes cientistas.

Após se formar, Heisenberg foi realizar seus estudos de pós-graduação em Göttingen. Seu orientador foi Max Born, que anunciara a necessidade de se formular a mecânica quântica, fundamentalmente diferente da mecânica clássica, para a explicação dos fenômenos atômicos. Em 1925, Heisenberg imaginou que era preciso alterar a própria cinemática, isto é, a própria maneira de descrever os movimentos em nível atômico.

Heisenberg desenvolveu em 1927 um trabalho em que dava ênfase à relação entre o resultado de uma medição e a perturbação causada sobre ele (o resultado) pelo observador. Conforme Heisenberg mostrou com um enorme número de exemplos, as perturbações introduzidas no processo de medição não podem ser calculadas no campo microscópico. Por isto, ao se fazer uma medição, perturba-se de tal forma o sistema que se torna impossível fazer uma previsão exata sobre seu comportamento futuro. Ao se medir precisamente a posição de uma partícula, por exemplo, haverá uma perturbação de sua quantidade de movimento, e ao se medir o instante preciso em que ocorre um fenômeno, haverá uma perturbação da energia do sistema. A formulação mais completa desta idéia é denominada Princípio das Incertezas: se não é possível determinar exatamente todas as condições iniciais de um sistema, então também não é possível prever seu comportamento futuro. Em 1932, a teoria de Heisenberg foi definitivamente consagrada, e seu autor recebeu o prêmio Nobel.

Heisenberg, apoiando o governo de Hitler, foi nomeado diretor científico das pesquisas nucleares alemãs. Nos Estados Unidos, não se suspeitava da verdadeira posição de Heisenberg: ele queria manter-se na direção das pesquisas apenas para impedir que cientistas menos escrupulosos utilizassem a energia nuclear para fins bélicos. E de fato o conseguiu. Graças à sua autoridade, convenceu os governantes da inviabilidade econômica da construção de bombas atômicas. Por isso, as pesquisas realizadas na Alemanha durante a guerra, foram apenas relacionadas com a utilização da energia nuclear em reatores atômicos.

Heisenberg tentou comunicar-se, sem sucesso, com seus colegas do exterior, para que eles também não usassem seus conhecimentos a fim de submeter a energia nuclear a finalidades bélicas. Mas nem o próprio Bohr acreditava mais nele; imaginaram que seu intuito era construir a bomba em segredo e utilizá-la de surpresa. Só após o fim da guerra, ficou sabido que a Alemanha não tentara construir armas atômicas. Mas já era muito tarde para voltar atrás. O grupo Americano de Los Alamos, dirigido por Oppenheimer, já tinha conseguido o artefato.

Um pouco antes da rendição japonesa, uma bomba atômica foi lançada sobre Hiroxima, e outra sobre Nagasaki. Por não acreditarem na palavra de Heisenberg, os físicos dos Estados Unidos tinham feito exatamente aquilo que ele tentara evitar.

Após uma curta estada na América, Heisenberg retornou à Alemanha, onde continuou a realizar pesquisas sobre reatores, tendo mais tarde sido nomeado diretor científico do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), instalado em Genebra. Por meio de vários livros e artigos, procurou sempre mostrar que a ciência deve ser colocada a serviço do homem, e não de sua destruição. Faleceu em 1976.

Dados biográficos obtidos do site Sala de Física – Biografias

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