As Perambulações de Um Aprendiz

Trabalhei a noite inteira num hospital. Estava trajado de branco. O local era um centro cirúrgico.

Via a tudo e a todos, mas como se o fizesse interpenetrando-os. Um amigo, dos tempos do ginasial, o Silvio, me relatava um caso de insucesso no uso de terapias alternativas[1].

Terminei a longa jornada de trabalho. Tudo estava em paz. Hora de ir embora, desci as escadas até o estacionamento.

– Ora, onde coloquei o carro? Esforçava-me para lembrar.

Usando um elevador, subia e descia os muitos níveis do estacionamento, e nada. Diante disso, resolvi concentrar-me refazendo o meu trajeto. Lembrava-me até o ponto de ter chegado à minha casa, e ter guardado o carro, antes de ir para o hospital.

Esforcei-me um pouco mais na concentração e ouvi: “Você não necessitava do carro. Para quê o carro?”

Acordei em 14/01/2008. às 01:00 hs.

 


[1] Entenda-se, aqui, do ponto de vista da prática da fé.

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