Buda, Por que não o vemos?

“Assim, desde que atingi o Estado de Buda num muito remoto passado, a duração da minha vida foi de asamkhyas de kalpas, eterna e nunca se extinguiu. Bons homens, a duração de vida que adquiri quando originalmente pratiquei a Via do Bodhisattva ainda não se exauriu, e é o dobro daquele número acima”.

“Como agora proclamo que estou prestes a entrar em extinção, realmente não estou passando à extinção. O Tathagata usa esta passagem apenas como um meio hábil para ensinar e converter os seres viventes”.

“Por que razão? Se o Buda permanecesse no mundo um longo tempo, aqueles de escassas virtudes que não plantam boas raízes, que são pobres e humildes, que cobiçam os objetos dos cinco desejos, e que estão presos na malha das ilusões e das visões distorcidas; vendo o Tathagata constantemente presente e nunca extinguindo-se, tornar-se-iam arrogantes, preguiçosos e irreverentes. Eles não considerariam o quão difícil é encontrá-lo, nem seriam respeitosos e reverentes em seus pensamentos”.

“Por estas razões, o Tathagata através de um meio hábil diz: ‘Monges, devem saber que é difícil reunir-se com um Buda que aparece no mundo’. Qual é a razão? Aqueles de escassas virtudes podem passar através de ilimitadas centenas de milhares de miríades de kotis de kalpas, durante cujo tempo eles podem ou não ver um Buda. O porquê disto, eu digo-lhes: ‘Monges, o Tathagata é difícil de conseguir ver’. Esses seres viventes, ouvindo tais palavras, necessariamente compreenderão quão difícil é encontrar um Buda e alimentarão um desejo por ele. Eles então plantarão boas raízes. Este é o porquê do Tathagata, embora nunca entre em extinção, pregar sobre a extinção”.

Excerto do CAP. 16: A Duração da Vida do Tathagata, pág. 291.

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