Pérolas do Universo – Fascículo 6

E para o benefício de Kashyapa, ele disse num gatha:

“Se não se sente a ira,
mesmo contra um simples ser,
e roga-se para dar felicidade a esses seres,
isto é Amor-Benevolente.

Se sente-se compaixão
por todos os seres,
isto é a semente sagrada.

Interminável é a recompensa.

Mesmo que os Rishis (Grandes Sábios) dos cinco-poderes preenchessem essa terra
e dessem a Mahesvara (Grande Lorde) elefantes, cavalos
e suas várias posses,
a recompensa ganha não seria igual
a uma décima-sexta parte de um [impulso de] amor-benevolente
que seja praticado.”

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Perolas do Universo VI

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Conteúdo deste Fascículo:

O Conhecimento do Tempo   3

O Respeitável e o Desprezível (As Sete Boas Leis)  3

A Sabedoria da Mente Ilimitada  5

Amor-Benevolente e Compaixão   6

O Grande Amor-Benevolente  7

A Prática do Amor-Benevolente  10

O Coração do Bodhisattva 13

O Voto do Bodhisattva em Doação de Comidas  14

O Voto do Bodhisattva em Doação de Bebidas  14

O Voto do Bodhisattva em Doação de Veículos  16

O Voto do Bodhisattva em Doação de Roupas  16

O Voto do Bodhisattva em Doação de Flores e Incenso   17

O Voto do Bodhisattva em Doação de Roupas de Cama  18

O Voto do Bodhisattva em Doação de Casas  20

O Voto do Bodhisattva em Doação de Lâmpadas (Velas)  21

O Medo e a Felicidade  22

Elefantes Enfurecidos  23

A Espera do Shramana Gautama  24

A Criança de Vasistha  26

Namo Buddhaya! Benefícios Equânimes  27

A Prática dos Paramitas  28

Doce Chuva do Dharma

“Como uma ilustração: todas as árvores medicinais, todas as florestas, cereais, cana-de-açúcar, flores e frutos da grande terra estão prestes a morrer ao deparar com uma longa estiagem, até que os reis naga, Nanda e Upananda, sentindo piedade das pessoas, saiam do grande mar e concedam a doce chuva. E todas as florestas e matas, centenas de cereais, gramas e árvores recebem a umidade e voltam a viver. Com todos os seres é a mesma situação. Quando as raízes da bondade estão prestes a desaparecer, todos os Budas e Bodhisattvas promulgam o amor-benevolente e fazem com que a chuva do amrta [ambrosia – imortalidade] caia do oceano da Sabedoria e permita que todos os seres se aperfeiçoem nas dez boas ações. Por essa razão, chamamos todos os Budas e Bodhisattvas de Bons Mestres da Via.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 31, Sobre o Bodhisattva Rei Altamente-Virtuoso 5.

Namo Buddhaya! Benefícios Equânimes

“Também, além disso, oh bom homem! No castelo de Varanasi, existia uma Monja chamada Mahasenadatta, que já havia feito antes várias boas ações no lugar (função) de inumeráveis Budas. Essa Monja convidou a Sangha [para serem seus hóspedes] por 90 dias no verão, e ofereceu remédios à Sangha. Naquela ocasião, havia um Monge que estava seriamente adoecido. Um bom médico o viu e prescreveu carne humana. Se a carne fosse dada, a doença seria imediatamente afastada. Se não o fosse, sua vida estaria em jogo. Ouvindo as palavras do doutor, a Monja pegou uma quantidade de ouro e foi cidade afora, dizendo: ‘Quem pode me vender carne humana? Eu quero comprar alguma (carne humana). Darei em ouro a quantidade de carne’. Ela foi cidade afora, mas ninguém lhe deu qualquer atenção. Então a Monja cortou uma parte da sua própria coxa. Ela preparou um cozido, temperou-o, e deu-lhe ao Monge. Após ele tê-lo comido, a sua doença foi curada. [Mas,] a dor que a Monja sentia da sua ferida era tão grande que ela não a suportava e gritava: ‘Namo Buddhaya, namo buddhaya!’ Eu estava em Sravasti naquela ocasião e ouvi sua voz. Uma grande piedade tomou conta de mim por essa Monja. A mulher, recebendo de mim um bom remédio, aplicou-o em sua ferida. Procedeu-se a cura, e tudo voltou a ser como antes. Disse-lhe coisas maravilhosas sobre a Via. Ouvindo-as, ela ficou enlevada e aspirou ao supremo Bodhi. Oh bom homem! Eu, naquela ocasião, não fui ao Castelo de Varanasi, ou levei o remédio comigo e o passei sobre o corpo da Monja. Oh bom homem! Saiba que tudo isto veio do poder inerente às boas ações de amor-benevolente, que permitiu à Monja experimentar essas coisas.

Também, além disso, oh bom homem! Devadatta, o malvado, era ganancioso para além das medidas. Ele comeu uma quantidade de manteiga, teve uma dor de cabeça, um inchaço da barriga e a dor era tão grande que ele não podia suportá-la. Ele dizia: ‘Namo Buddhaya, namo buddhaya!’ Naquela ocasião, eu estava vivendo na cidade-castelo de Ujjaini. Ouvindo a sua voz, a piedade tomou conta de mim. Então Devadatta viu-me chegar até ele, esfregar a sua cabeça e barriga, lhe dar salmoura quente e fazer-lhe tomá-la. Tendo tomado-a, ele recuperou a sua saúde. Oh bom homem! Eu não fui para onde Devadatta estava, esfreguei a sua cabeça e barriga, ou dei-lhe salmoura quente. Oh bom homem! Tudo isto surgiu do poder da virtude inerente às boas ações de amor-benevolente, de tal forma que Devadatta foi capaz de ver tudo isto.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

A Criança de Vasistha

“Também, além disso, oh bom homem! Havia no castelo de Sravasti uma mulher chamada Vasistha. Ela tinha um filho a quem amava demais. Seu filho morreu de uma doença. Então, a tristeza envenenou seu [coração] e ela tornou-se má. Ela despojou-se de todas as suas roupas e não sentia vergonha. Ela vagueava pelos caminhos, soluçava e chorava: ‘Oh minha criança, minha criança! Para onde foi?’ Ela andava [incansavelmente] ao redor do castelo-cidade e não havia parada para ela. Mas antes, essa mulher já havia acumulado virtudes no lugar (função) do Buda. Oh bom homem! Eu não podia ajudar, mas simpatizei com ela. Ela me viu e pensou sobre o seu filho [isto é, pensou que eu fosse seu filho] e voltou a si. Ela veio a mim e abraçou-me como se eu fosse o seu próprio filho. Eu então disse para o meu seguidor, Ananda: ‘Vá, consiga alguma roupa e dê a ela’. Após ter-lhe dado alguma roupa, eu disse-lhe várias coisas sobre a Via. Tendo ouvido sobre a Via, a mulher ficou enlevada e aspirou à Iluminação Insuperável. Oh bom homem! Eu, naquela ocasião, não era seu filho; ela não era minha mãe. Também, não houve abraço. Oh bom homem! Saiba que isso foi nada mais que o poder da boa ação do amor-benevolente, através do qual aquela mulher viu tais coisas.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

A Espera do Shramana Gautama

“Também, além disso, oh bom homem! Aqui no Sul da India, existe um grande castelo chamado Surparaka. Nesse castelo viveu um homem rico cujo nome era Ruci. Ele conduziu o povo. Ele já havia feito muitas boas ações no passado no lugar (função) de inumeráveis Budas. Oh bom homem! Todos os habitantes daquele castelo estavam professando crenças errôneas, servindo a Nirgranthas. Como eu desejava ensinar esse homem rico, viajei para essa cidade do castelo. A distância era de 65 yojanas [yojana = 15-20 kilometros]. O Buda cobriu essa distância a pé, seguido pelo seu séquito. Isto foi para ensinar o povo. Os Nirgranthas, ao ouvirem que eu estava chegando à cidade-castelo, pensaram: ‘Se o Shramana Gautama chegar aqui, todos nos abandonarão e não mais farão quaisquer oferecimentos para nós. Seremos duramente pressionados. Como sustentaremos nossas vidas?’ Todos os Nirgranthas foram aqui e ali, e disseram às pessoas da cidade-castelo: ‘O Shramana Gautama está para chegar aqui. Mas todos os Shramanas são pessoas que abandonaram seus pais e se foram para o leste e oeste. Onde quer que vão, faltam cereais, o povo sofre de fome e muitos têm morrido. As doenças prevalecem e não há meios de salvar as pessoas. Gautama é um vagabundo e é seguido por rakshasas e demais demônios. Todos são solitários, sem pai ou mãe. Eles vêm, reverenciam-no e seguem-no. Ele ensina a vacuidade. Onde quer que ele vá, não há paz’. As pessoas, ouvindo isto, ficavam assustadas e tocavam os pés do Nirgrantha, dizendo: ‘Oh grande! O que fazemos?’ O Nirgrantha respondia: ‘O Shramana Gautama, por natureza, ama florestas, rios, lagos, e água pura. Se existirem tais coisas, destruam-nas. Saiam todos da cidade juntos, derrubem as árvores, não deixem uma sequer. Encham os rios, lagos e nascentes com coisas sujas (lixo). Fechem os portões do castelo. Tragam soldados, bastões para os baluartes e mantenham uma vigilância implacável! Ele pode vir, mas não lhe permitam entrar. Se ele não vir, vocês estarão seguros. Nós, também, pensaremos em alguns meios e o faremos voltar’. Todas as pessoas ouviram isto e, respeitosamente, fizeram como lhes foi dito. Eles derrubaram todas as árvores, sujaram todas as águas, e armaram-se fortemente para proteção. Oh bom homem! Quando eu cheguei lá, não podia ver qualquer árvore ou floresta; tudo o que eu podia ver eram pessoas empunhando armas espalhadas pelas muralhas do castelo em guarda. Vendo isto, a compaixão emergiu de dentro de mim, e com o coração cheio de amor-benevolente eu dei um passo à frente. Então todas as árvores voltaram e pareciam exatamente como eram antes. E todas as árvores, cujo número estava para além do cômputo, cresceram novamente. As águas dos rios, lagos, nascentes e fontes eram todas puras e abundantes, como a vaidurya azul. Todos os tipos de flores espalharam-se em profusão. Os baluartes pareciam vaidurya azul-escuro. Todas as pessoas podiam ver-me facilmente e ao meu séquito. Os portões abriram-se sozinhos, nada lhes detendo. Todas as armas transformaram-se em várias flores. Guiadas por Ruci, todas as pessoas vieram ver-me. Então falei sobre muitas coisas relativas ao Dharma e fiz a todos aspirarem à Iluminação Insuperável. Oh bom homem! Eu, naquela ocasião, evoquei todas aquelas árvores artificialmente e enchi os córregos, rios e lagos com água pura. Fiz o castelo principal transformar-se e se tornar parecido com a vaidurya azul-escuro. Permiti a todas as pessoas verem através de mim. Fiz os portões se abrirem e com que as armas se transformassem em flores. Oh bom homem! Saiba que o poder da bondade do amor-benevolente permitiu àquelas pessoas verem tais coisas.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

N.T: Qualquer semelhança com o que fazemos com as nossas cidades e o meio ambiente será mera coincidência?

Elefantes Enfurecidos

“Oh bom homem! Existem inumeráveis portais para o amor-benevolente sobre o qual eu falei. Esses são os poderes divinos. É como no caso de Devadatta, que instigou (o Rei) Ajatasatru [a matar o seu próprio pai] e que tentou ferir o Tathagata. Naquela ocasião, eu estava em Rajagriha, mendigando esmolas de casa em casa. O Rei Ajatasatru soltou um elefante demente e enlouquecido que ele usava para proteger as suas possessões e patrimônio familiar, e tentou ferir a mim e aos meus discípulos. Naquela ocasião, o elefante pisoteou e matou uma boa centena de milhares de pessoas. Conforme as pessoas foram sendo mortas, o sangue fluiu. O elefante o cheirou e a sua fúria aumentou. Eu, ao ver a cor vermelha na roupa dos seguidores, disse: ‘Sangue!’ E vi meus discípulos correrem. Aqueles que ainda não haviam eliminado a idéia de desejo correram em todas as direções, exceto Ananda. Então as pessoas de Rajagriha choravam e soluçavam ruidosamente e diziam: ‘É muito provável que a vida do Tathagata tenha chegado a um fim hoje. Como pode o Verdadeiramente Iluminado morrer em apenas um dia?’ Então Devadatta regozijou: ‘É muito bom que o Shramana Gautama esteja morrendo. De agora em diante, realmente, não haverá mais aquilo que ocorria antes. Quão bom é que as coisas fiquem assim! Alcancei o meu objetivo!’ Oh bom homem! Com a intenção de subjugar o elefante doméstico, eu entrei no Samadhi do amor-benevolente. Fechei minha mão e abri, soltando cinco leões dos meus cinco dedos. O elefante, ao ver isto, soltou a sua urina e excrementos, prostrou seu corpo ao chão e reverenciou-me. Oh bom homem! Não tenho [de fato] quaisquer leões em meus dedos. Devido ao poder do bem da prática do amor-benevolente, o elefante foi assim subjugado.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

O Medo e a Felicidade

O Bodhisattva Kashyapa disse ao Buda: “Todos os pensamentos do Bodhisattva são verdadeiros e dos Sravakas e Pratyekabudas não são verdadeiros. Por que todos os seres não são abençoados com alegria e felicidade através dos poderes divinos dos Bodhisattvas? Se todos os seres não alcançam a felicidade, podemos pensar que o amor-benevolente praticado pelo Bodhisattva é infrutífero.”

O Buda disse: “Oh bom homem! Não é o caso que o amor-benevolente do Bodhisattva não produza benefícios. Oh bom homem! Os seres podem ser aqueles que infalivelmente sofrerão ou (aqueles) que não (sofrerão). Para aqueles seres que, sem falha, tenham que sofrer, o amor-benevolente do Bodhisattva não tem qualquer benefício para outorgar. Isto refere-se ao icchantika. Para aqueles a quem o sofrimento não é infalivelmente o seu destino, o amor-benevolente do Bodhisattva gera benefícios e todos os seres desfrutam da felicidade. Oh bom homem! Por exemplo, é como no caso de uma pessoa que vê à distância um leão, tigre, leopardo, chacal, lobo, rakshasa [demônio devorador de carne] ou outra criatura, e o medo surge dela mesma; ou uma pessoa que caminhando à noite vê um marco fincado no chão, e o medo surge. Oh bom homem! Todas essas pessoas sentem medo espontaneamente. Quando os seres vêem uma pessoa praticando amor-benevolente, a felicidade surge espontaneamente. Por essa razão, podemos dizer que a prática do amor-benevolente do Bodhisattva é pensamento verdadeiro e não é sem benefícios.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

O Voto do Bodhisattva em Doação de Lâmpadas (Velas)

“Também, além disso, oh bom homem! Quando o Bodhisattva-Mahasattva, do seu coração de amor-benevolente, oferece uma lâmpada, ele deveria sempre rogar: ‘Compartilharei o que ofereço agora com todos os seres e, através disto, permitirei aos seres serem abençoados com luz ilimitada e residirem nos ensinamentos Budistas. Rogo para que todos os seres ganhem a luz da lâmpada. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com a luz toda-maravilhosa e suprema. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com olhos que sejam claros, brilhantes e límpidos. Rogo para que todos os seres ganhem a grande Luz da Sabedoria e compreendam o fato de que eles não possuem um eu, e nem representam a fase de um ser humano ou da vida. Rogo para que todos os seres vejam a Natureza-de-Buda inata, que é como a do espaço. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com olhos carnais puros, tal que sejam capazes de ver as profundezas dos mundos das dez direções, que são tão numerosos quanto às areias do Ganges. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com a luz do Buda e resplandeçam sobre todas as dez direções. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com a introspecção (discernimento) sem obstruções, tal que sejam capazes de ver a Natureza-de-Buda inata. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com a luz da grande Sabedoria e destruam toda a escuridão e o [estado mental do] icchantika. Rogo para que a (i)limitada luz de todos os seres resplandeça sobre todas as inumeráveis Terras Búdicas. Rogo para que todos os seres acendam a lâmpada do Mahayana e sejam libertos da prisão dos dois veículos. Rogo para que a luz com a qual todos os seres serão abençoados destrua a escuridão da ignorância por mais de mil dias. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com a luz de uma bola-de-fogo e acabem com as trevas dos três mil grandes sistemas de mil mundos. Rogo para que todos os seres alcancem as Cinco Visões [isto é, o olho físico, o celestial, o da Sabedoria, o do Dharma, e o Olho do Buda] e despertem para o Verdadeiro Aspecto de Todos os Fenômenos, e atinjam a luz do mestre. Rogo para que todos os seres não tenham visão apegada (distorcida) ou ignorância. Rogo para que todos os seres sejam abençoados com a luz maravilhosa do Grande Nirvana do Mahayana e mostrem a todos os seres a (sua) Natureza-de-Buda’. Oh bom homem! Quando o Bodhisattva-Mahasattva, do seu coração de amor-benevolente, oferece uma lâmpada (vela), ele deveria fazer votos assim.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

O Voto do Bodhisattva em Doação de Casas

“Também, além disso, oh bom homem! Quando o Bodhisattva-Mahasattva, residindo no seu coração de amor-benevolente, oferece uma casa para alguém viver nela, ele deveria fazer o voto: ‘Compartilharei o que agora ofereço com todos os seres e, através disto, pretendo que todos os seres residam na casa do Mahayana e pratiquem a Via como praticada pelos bons amigos da Via, tal que sejam capazes de praticá-la com grande compaixão, os seis paramitas, a grande (busca) pela verdadeira Iluminação, os caminhos e práticas que todos os Bodhisattvas seguem, os ilimitados e vastos caminhos que são como o espaço em si. Rogo para que todos os seres atinjam o [estado de] pensamento correto e afastem-se de todos os maus pensamentos. Rogo para que todos os seres residam pacificamente naquilo que é Eterno, Êxtase, Eu, e Pureza; afastando-se das quatro inversões [da Verdade]. Rogo para que todos os seres aprendam o que está escrito sobre o supramundano. Rogo para que todos os seres infalivelmente se tornem receptáculos da Sabedoria Insuperável. Rogo para que todos os seres entrem na casa da amrta [imortalidade]. Rogo para que todos os seres entrem na casa do Nirvana do Mahayana em seu primeiro pensamento, segundo pensamento e último pensamento. Rogo para que todos os seres, nos dias a vir, residam no lugar onde os Bodhisattvas vivem’. Oh bom homem! Quando o Bodhisattva-Mahasattva, com seu coração de amor-benevolente, oferece casas, ele deveria definitivamente fazer esses votos.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

O Voto do Bodhisattva em Doação de Roupas de Cama

“Também, além disso, oh bom homem! Quando o Bodhisatta-Mahasattva, com um coração de amor-benevolente, oferece roupas de cama, ele deveria sempre fazer esse voto: ‘Compartilharei com todos os seres e, através disto, todos os seres obterão a cama que se vê na Terra Búdica, atingirão a grande Sabedoria e residirão nos quatro dhyanas [profundo estado meditativo]; [Rogo para] que eles durmam na cama que os Bodhisattvas usam, não durmam naquelas (camas) dos Sravakas e Pratyekabudas. Rogo para que todos os seres durmam em camas pacíficas, abandonando a cama do nascimento e da morte, e durmam na cama do Leão do Grande Nirvana. Rogo para que todos os seres ganhem essa cama, e depois, para o benefício de inumeráveis outros seres, se movam de um lugar para outro e manifestem a conduta do leão de todos os poderes divinos. Rogo para que todos os seres vivam no grande palácio do Mahayana e preguem a Natureza-de-Buda para o benefício de todos os seres. Rogo para que todos os seres durmam na cama insuperável, e não subordinados aos dharmas mundanos. Rogo para que todos os seres ganhem a cama da paciência, afastando-se dessa forma do nascimento e da morte, da fome, do frio, e do desejo. Rogo para que todos os seres atinjam a cama do destemor e afastem-se de todas as preocupações com a retaliação das impurezas. Rogo para que todos os seres ganhem a cama imaculada e olhem para a insuperável Via correta. Rogo para que todos os seres ganhem a cama do Dharma Maravilhoso e sempre estejam sob a proteção de bons amigos (mestres) do ensino. Rogo para que todos os seres sejam capazes de dormir sobre o seu lado direito e residam no Dharma de todos os Budas’. Oh bom homem! Quando o Bodhisattva-Mahasattva, com o coração de amor-benevolente, oferece roupas de cama, ele deveria rogar assim.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 21 – Sobre Ações Puras 1.

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