O Sutra de Lótus Conduz ao Nirvana

Titulo Lotus Sutra

Título do Sutra de Lótus

 

Myo-Ho Ren-Gue Kyo

“Shariputra,
saiba que as palavras dos Budas nunca diferem.
Com relação às Leis pregadas pelos Budas,
deve-se dar lugar ao grande poder de fé.
Quando essas Leis do Honrado pelo Mundo expirarem,
a verdade e a realidade devem ser pregadas.
Digo à assembleia de Ouvintes e àqueles
que buscam o Veículo da Iluminação Provisória,
que Eu os levarei a libertarem-se dos sofrimentos
e a atingirem o Nirvana.
O Buda usa o poder dos meios hábeis,
demonstrando a doutrina dos Três Veículos,
de tal maneira que os seres viventes,
aprisionados em muitas situações,
possam delas se libertar.”

Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa,

Capítulo 2, Meios Hábeis.

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Sutra de Lotus em 1636

Sutra de Lotus

 

Lotus Sutra 1636

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Titulo Lotus Sutra 1636Titulo: Myo-ho Ren-gue Kyo

Data: 1636

Descrição: Esse manuscrito ricamente decorado do oitavo capítulo do ‘Sutra de Lotus’, escrito em ouro sobre papel tingido-de-indigo, fez parte originalmente de um conjunto encomendado pelo Imperador Japonês, Go-Mizunoo (1596-1680) para comemorar o vigésimo aniversário da morte do seu avô, o Shogun Tokugawa Ieyasu (1542-1616). Após a conclusão em 1636, o conjunto formado por vinte e oito manuscritos foi presenteado ao Santuário de Toshogu in Nikko, lugar onde ficava o mausoléu de Ieyasu.

Fonte: The British Library

Direitos: Copyright © British Library Board

Provedor: The British Library ;  Uk

URL: Site de Origem

A Flor do Lótus

Myoho-Rengue-Kyo é comparada ao lótus. A flor de mahamandarava no céu e a flor de cerejeira no mundo humano são celebradas, mas o Buda não escolheu nenhuma delas para ser equiparada ao Sutra de Lótus. De todas as flores, ele selecionou a Flor de Lótus para simbolizar o Sutra de Lótus. Há uma razão para isto. Algumas plantas primeiro florescem e depois produzem frutos, ao passo que em outras os frutos aparecem antes das flores. Algumas geram somente uma flor, mas muitos frutos; outras lançam frutos sem florirem. Deste modo, há várias espécies de plantas, mas o lótus é o único que produz flores e frutos simultaneamente. Os benefícios de todos os outros sutras são incertos, pois ensinam que a pessoa deve primeiro fazer boas causas e, só então, poderá tornar-se um Buda em algum tempo a seguir. O Sutra de Lótus é completamente diferente. Uma mão que o segura imediatamente atinge a iluminação, e uma boca que o recita instantaneamente entra no Estado de Buda, assim como a lua é refletida na água no momento em que se eleva por detrás das montanhas do leste, ou como o som e seu eco surgem concomitantemente.”

Nitiren Daishonin em Wu-Lung e I-Lung, em 1281.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

O Preceito do Cálice de Diamante

“Os cinco caracteres do Myoho-Rengue-Kyo, o âmago do ensino essencial do Sutra de Lótus, contém todos os benefícios acumulados pelas práticas benéficas e atos meritórios de todos os Budas por todo o passado, presente e futuro. Deste modo, como que esta frase não incluiria os benefícios obtidos através da observação de todos os preceitos do Buda? Uma vez que o praticante abrace este preceito perfeitamente dotado, ele não pode quebrá-lo mesmo que tente. É, portanto, denominado Preceito do Cálice de Diamante.”

Nitiren Daishonin, em Ensino, Prática e Prova, em 1275.

As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. IV.

Interessante ler O Sutra do Cálice Vazio de Cristal Perfeito.

A Herança da Lei Última da Vida

“Em seu ‘Maka Shikan’, Tien-tai diz: “O surgimento de todas as coisas é a manifestação da sua natureza intrínseca, e a sua extinção, a retirada dessa natureza (ao estado de latência).”

Os Budas Shakyamuni e Muitos Tesouros, também, são as duas fases da vida e da morte. Ao recitar o Myoho-Rengue-Kyo, portanto, com a compreensão de que o Buda Shakyamuni que alcançou a iluminação há incontáveis eternidades, o Sutra de Lótus que leva todas as pessoas ao Estado de Buda e nós, seres humanos comuns, que não somos de modo nenhum diferentes ou separados entre si, herdamos a lei última da vida e da morte.”

Nitiren Daishonin em “A Herança da Lei Última da Vida“, em 1272.
As Escrituras de Nitiren Daishonin, Vol. I.

O Samadhi do Daimoku do Sutra de Lótus

Naquela ocasião, o Bodhisattva Virtude da Flor disse ao Buda: “Honrado pelo Mundo, o Bodhisattva Som Maravilhoso possui raízes de benevolência profundamente plantadas. Honrado pelo Mundo, em qual samadhi reside este Bodhisattva, que o torna capaz de transformar-se e salvar os seres viventes”?

O Buda disse ao Bodhisattva Virtude da Flor: “Bom homem, este samadhi é chamado Manifestação de Todas as Formas Físicas. O Bodhisattva Som Maravilhoso, residindo neste samadhi, pode beneficiar incontáveis seres viventes”.

Quando este capítulo sobre o Bodhisattva Som Maravilhoso foi pregado, todos aqueles que tinham acompanhado o Bodhisattva Som Maravilhoso, oitenta e quatro mil ao todo, obtiveram o Samadhi da Manifestação de Todas as Formas Físicas. Incontáveis Bodhisattvas no mundo Saha também obtiveram este samadhi, bem como o dharani[1].

Naquela ocasião o Bodhisattva Mahasattva Som Maravilhoso, tendo feito oferecimentos ao Buda Shakyamuni e à torre do Buda Muitos Tesouros, retornou para a sua própria terra. As terras por onde ele passou tremeram de seis formas diferentes, preciosas flores de lótus choveram dos céus, e centenas de milhares de miríades de kotis de músicas tocaram.

Quando ele chegou à sua terra, cercado pelos oitenta e quatro mil Bodhisattvas, ele apresentou-se ao Buda Sabedoria do Rei da Constelação Pura Flor e disse: “Honrado pelo Mundo, estive no mundo Saha onde beneficiei os seres viventes. Eu vi o Buda Shakyamuni e a torre do Buda Muitos Tesouros, saudei-os, e fiz-lhes oferecimentos. Eu também vi o Bodhisattva Manjushri, o Príncipe do Dharma, bem como o Bodhisattva Rei da Medicina, o Bodhisattva que Adquiriu o Poder do Esforço Diligente, o Bodhisattva Doador Intrépido, e outros, e possibilitei a oitenta e quatro mil Bodhisattvas obterem o Samadhi da Manifestação de Todas as Formas Físicas”.

Quando este capítulo sobre o trânsito do Bodhisattva Som Maravilhoso foi pregado, quarenta e dois mil seres celestiais obtiveram a compreensão da verdade do não-nascimento e não-extinção de todos os fenômenos. O Bodhisattva Virtude da Flor obteve o Samadhi da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa[2].


[1] Este samadhi também chamado Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, e que permite manifestar todos os tipos de corpos, é o mesmo que no passado permitiu ao Bodhisattva Alegremente Visto Por Todos os Seres manifestar quaisquer formas físicas, após a exposição do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa pelo Buda Pura Virtude e Brilhante como o Sol e a Lua. Este Bodhisattva Virtude da Flor do presente Capítulo 24, foi no passado o Buda Pura Virtude e Brilhante como o Sol e a Lua do Capítulo 23, e será o Buda Pura Virtude e Brilhante como o Sol e a Lua do Capítulo 23 do futuro e que retransmitirá esse samadhi para o Bodhisattva Alegremente Visto por Todos os Seres do futuro, hoje Bodhisattva Rei da Medicina. Este Bodhisattva Som Maravilhoso, transposto do remoto passado graças aos poderes transcendentais do Buda, que já serviu e fez oferendas a um imensurável número de Budas e que há muito plantou raízes de virtude e encontrou centenas, milhares, dezenas de milhares, milhões de nayutas de Budas iguais em número às areias do rio Ganges; é o próprio Buda Shakyamuni do presente, dando consistência do princípio ao fim. Este poder manifestado pelo Buda Shakyamuni é a Verdadeira Possessão Mútua, e este samadhi e dharani chamado Flor de Lótus da Lei Maravilhosa – Myoho-Rengue-Kyo – é a Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos. Os oitenta e quatro mil Bodhisattvas que acompanham o Bodhisattva Som Maravilhoso são os oitenta e quatro mil caracteres do Sutra Lótus. Cada um desses caracteres, sendo um Bodhisattva, possui a natureza inerente de Buda, significando que o samadhi desse Bodhisattva Som Maravilhoso abrange todo o sutra. Mais ainda, a entonação do mantra-dharani chamado Flor de Lótus da Lei Maravilhosa (Myoho-Rengue-Kyo) corresponde a entoar o Sutra de Lótus em sua íntegra.

[2] “Flor de Lótus da Lei Maravilhosa” é o próprio título deste sutra que em sânscrito se denota por ‘Saddharma-Pundarîka’. Quando acrescido da palavra “(Sutra) da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa”, torna-se ‘Saddharma-Pundarîka Sotaram’, que em caracteres chineses se traduz por ‘Myoho-Rengue-Kyo’.

Extraído do CAP. 24: O Bodhisattva Som Maravilhoso.

O Daimoku do Sutra de Lótus

A Manifestação do Som Maravilhoso do Daimoku do Sutra de Lótus

A Revelação do Corpo Incorruptível do Daimoku do Sutra de Lótus

Myoho Rengue Kyo

Naquela ocasião, emergiu diante do Buda uma Torre feita das sete jóias. Ela media quinhentas Yojanas na altura e duzentas e cinqüenta Yojanas na largura. Ela elevou-se da terra e permaneceu suspensa no espaço vazio, adornada com todos os tipos de objetos preciosos. Possuía cinco mil parapeitos e milhares de miríades de aposentos. Incontáveis estandartes e flâmulas também lhe serviam de adorno. Colares de jóias pediam-lhe enquanto miríades de milhões de sinos cravejados de jóias ficavam suspensos em seu topo. A essência de Tamalapatrachandana exalava por todos os seus quatro lados, perfumando o mundo inteiro. Todos os seus estandartes e dosséis eram feitos das sete jóias: ouro, prata, lápis-lazúli, madrepérola, carnelian, pérolas verdadeiras e ágata; alcançando ao alto o palácio dos quatro reis celestes.

Do Céu Trayastrimsha choveram flores celestiais de Mandarava como um oferecimento à Torre de Tesouro. Todos os seres celestiais, dragões, Yakshas, Gandharvas, Asuras, Garudas, Kinnaras, Mahoragas, humanos, não-humanos e assim por diante, milhares de miríades de milhões deles, fizeram oferecimentos à Torre de Tesouro de todos os tipos de flores, incenso, contas, estandartes, dosséis e música instrumental, honrando-a e louvando-a reverentemente.

Naquela ocasião, uma voz estrondosa foi emitida da Torre dizendo palavras elogiosas: “Excelente! excelente! Shakyamuni, Honrado pelo Mundo, que você seja capaz de, por meio da sua grande sabedoria da não-distinção, pregar para a grande assembléia o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa[1], uma Lei para instruir Bodhisattvas da qual os Budas são os guardiões e mentores. É como disseste, é como disseste, Shakyamuni, Honrado pelo Mundo, tudo o que disseste é verdadeiro e real”.


[1] Na tradução de Kamarajiva para o chinês, este título é MYOHO-RENGUE-KYO, “… uma Lei para instruir Bodhisattvas da qual os Budas são os guardiões e mentores”. 

Extraído do CAP. 11: O Aparecimento da Torre de Tesouro

O Objeto de Adoração

Naquela ocasião, o Honrado pelo Mundo, através do Bodhisattva Rei da Medicina, falou aos oitenta mil grandes senhores, dizendo: “Rei da Medicina, você vê dentro desta assembléia os ilimitados Seres Celestiais, Reis Dragões, Yakshas, Gandharvas, Asuras, Garudas, Kinnaras, Mahoragas, seres humanos e não-humanos; bem como Monges, Monjas, Leigos, Leigas, aqueles que estão procurando tornarem-se Ouvintes, aqueles que estão procurando tornarem-se Pratyekabudas, e aqueles que estão buscando a Via do Buda? Com respeito a esses vários tipos de seres, todos que na presença do Buda ouvirem não mais que um verso ou uma sentença do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, ou que tenham mesmo que um único pensamento de alegria sobre ele, eu concedo profecias da sua futura consecução do Anuttara-Samyak-Sambodhi”.

O Buda disse ao Rei da Medicina: “Além disso, após a extinção do Tathagata, se houver alguém que ouça mesmo que um simples verso ou uma simples sentença do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, ou que tenha mesmo que um único pensamento de alegria sobre ele, eu concedo-lhe igualmente uma profecia de consecução do Anuttara-Samyak-Sambodhi”.

 “E ainda mais, se houver alguém que receba e ostente, leia e recite, exponha e ensine, ou faça cópias do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, mesmo que seja um único verso, olhando para o texto do sutra com reverência como se ele fosse o próprio Buda[1], fazendo vários tipos de oferecimentos como flores, incenso, contas, incenso em pó, incenso em pasta, incenso para queimar, pálios de seda, estandartes, vestimentas e música, ou que simplesmente una as palmas das suas mãos em reverência; oh! Rei da Medicina, saiba que tal pessoa já fez no passado oferecimentos a dezenas de miríades de milhões de Budas, e na presença daqueles Budas, cumpriu seus grandes votos. É apenas por piedade aos seres viventes que esta pessoa nasceu em meio aos seres humanos”.

 


[1] Eis o que podemos entender como o Verdadeiro Objeto de Adoração para a era após a extinção do Buda. Esse Objeto é o próprio Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, “ainda que apenas um verso”. Na Nitiren Shoshu, esse Objeto na sua forma mais concisa é o título do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, que em caracteres chineses é Myoho-Rengue-Kyo.

Extraído do CAP. 10: Os Mestres da Lei.

O Daimoku do Sutra de Lótus

Sutra de Lótus

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Eis o Daimoku do Sutra de Lótus.

“O Grande Sábio, o Honrado pelo Mundo,

em meio às multidões de seres celestiais e humanos,

proclama essas palavras dizendo:

‘Eu sou o Tathagata,

o Honrado e Duplamente Realizado.

Apareço neste mundo como uma grande nuvem,

humidificando a todos os ressequidos seres viventes,

de tal forma a que todos se libertem dos sofrimentos,

obtendo a paz, a felicidade e a alegria mundanas,

e também a alegria do Nirvana.

Todos os seres celestiais e humanos aqui reunidos,

ouçam atentamente em pensamento único.

Todos deveriam vir aqui para contemplar aquele de Honradez Insuperável.

Eu sou o Honrado pelo Mundo,

aquele que está além das comparações.

Para trazer a paz e a tranqüilidade aos seres viventes,

manifesto-me neste mundo e,

em prol da assembléia,

eu prego o doce orvalho da pura Lei.

A Lei de um único sabor,

o sabor da libertação e do Nirvana.

Usando um singelo e maravilhoso som,

eu proclamo este princípio[1] constantemente criando as causas e condições para o Grande Veículo.

Eu contemplo a tudo e a todos como sendo iguais,

sem ‘este’ ou ‘aquele’ e sem sentimentos de amor ou ódio.

Eu não tenho a ganância ou o apego,

e não tenho limites ou obstáculos.

Constantemente, para cada um,

eu prego o Dharma igualmente,

pregando para uma única pessoa como o faria para as multidões.

Eu constantemente exponho e proclamo a Lei,

e não tenho outro trabalho.

Indo, vindo, sentado ou em pé,

eu nunca me torno fatigado,

preenchendo todo o mundo como a umidade da chuva universal”.


[1] Creio que esta passagem nos proporcione um mergulho nas profundezas deste ensino. “Usando um singelo e maravilhoso som, eu proclamo este princípio (da Lei de um único sabor)”. No Capítulo 24, o Bodhisattva Som Maravilhoso ao chegar ao mundo Saha de uma terra distante chamada Adornada com Pura Luz, revela seu corpo: “Os (Grandes) Olhos do Bodhisattva eram como as imensas pétalas de um lótus azul”. Esse Bodhisattva possuía o samadhi do Lótus da Lei Maravilhosa, dentre outros inúmeros samadhis, e foi instruído pelo Buda Sabedoria do Rei da Constelação Pura Flor para não menosprezar pelo pequeno tamanho o Buda e os Bodhisattvas que ele encontraria no mundo Saha, tal como neste capítulo o Buda faz chover igualmente para todos os seres, grandes ou pequenos, vendo a todos como universalmente iguais. Daimoku (que se traduz como Grande Olho) quer dizer título. Este Bodhisattva, com seus Grandes Olhos, representa o Título do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa; e o seu séqüito de 84.000 (oitenta e quatro mil) Bodhisattvas, que o acompanhavam, representa o conjunto dos 84.000 caracteres do Sutra de Lótus. Este Som Maravilhoso através do qual o Buda expõe a Lei de um único sabor e proclama o seu princípio é a entoação do título do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa: “Sadharma Pundarika Sotaram” ou “Myoho-Rengue-Kyo”. Este samadhi e dharani têm o poder de beneficiar igualmente a todos os seres, assim como a chuva do Dharma tem um único sabor e cai igualmente para todas as plantas.

Extraído do CAP. 05: Ervas Medicinais.

Sutra de Lotus
Foto de Marcos Ubirajara. Local: Sítio da Dôra em 20/05/2007.

A Manifestação do Som Maravilhoso do Daimoku do Sutra de Lótus

A Revelação do Corpo Incorruptível do Daimoku do Sutra de Lótus

O Samadhi do Daimoku do Sutra de Lótus

Sutra de Lótus Download da 2a. Edição

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CAPITULO 1

O Mais Profundo Eu Somos Nós – 2a. Parte

A Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos – 2ª. Parte

Assim é o Sutra de Lótus. O Sutra de Lótus é extenso e engloba todos os ensinamentos do Buda, reunidos na forma de princípios perfeitos executando a função de exprimir e revelar a Verdade. Podendo ser considerado o “corpo” dos ensinos Budistas, o Sutra de Lótus tem uma identidade: ele é a própria e Verdadeira Entidade de Todos os Fenômenos. O Sutra de Lótus também tem um nome: Saddharma-Pundarika-Sotaram, ou Myoho-Rengue-Kyo, ou Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Analogamente ao exemplo do corpo humano, ao pronunciar-se o nome do Sutra de Lótus precedido de dois caracteres cuja contração NAMU significa devotar a vida; ou seja, Nam-Myoho-Rengue-Kyo, todas as células (ou caracteres) daquele extenso ensinamento são penetradas e passam a executar a função de revelar a vida do Buda. É como ler o Sutra todo, fazendo vibrar harmonicamente todos os seus caracteres e os seus profundos significados. Isto não é natural? Por que não? Os caracteres do Sutra de Lótus são sons que harmonicamente formam expressões sonoras (idéias e princípios) que, como as células, as moléculas de um gás ou as sílabas de um poema perfeito; se estruturam e se arranjam na composição do Sutra. Esse conjunto de sons e significados, por mais heterogêneo que possa parecer (tal como o conjunto de materiais que forma a estrutura de uma ponte), poderá possuir uma freqüência de ressonância? O Mestre da Lei Nitiren Daishonin afirma que sim, e muito mais. Em sua escritura intitulada “Abrindo os Olhos de Imagens de Madeira ou Pintadas”, Nitiren Daishonin afirma: “Desde o falecimento do Buda, têm sido feitas duas espécies de imagens suas: de madeira e pintadas. Elas possuem trinta e uma características, mas falta-lhes a voz pura e de longo alcance. Portanto, não se igualam ao Buda. Elas estão também desprovidas do aspecto espiritual”(5).

Voltando ao exemplo, o nome e a identidade de uma pessoa neste mundo são provisórios. Conforme Nitiren Daishonin revela em seus ensinamentos, a realidade última do âmago da vida de uma pessoa é o próprio Myoho-Rengue-Kyo. Este, portanto, é o verdadeiro nome de todas as pessoas e sua identidade é o Sutra de Lótus.

Ao recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, a pessoa não somente está estimulando cada célula do seu próprio corpo para harmoniosamente executarem suas funções, como também está estimulando cada entidade do mundo exterior a executar suas funções em harmonia consigo própria. Esta é uma descrição simples do fenômeno da fusão entre pessoa (sujeito (TI)) e o mundo objetivo (KYO), ou a incorporação da verdadeira doutrina de ITINEN SANZEN. Naquele momento da fusão, a determinação de uma única pessoa permeia todo o seu mundo interior como também seu mundo exterior, ou o próprio universo.

Ao aceitar a identidade do Sutra de Lótus como sendo o repositório da vida do Buda e recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo evocando a si próprio, uma pessoa está na verdade transpondo sua identidade provisória para assumir a sua natureza da Buda. São inimagináveis os benefícios que uma pessoa poderá desfrutar quando todas as funções do universo passarem a funcionar em sua proteção de maneira harmoniosa e coordenada. Creio ser esta a essência da prática do Budismo.

Quando uma pessoa ouve o seu nome, as células que compõem seu cérebro operam de maneira coordenada modulando a voz através do sentido da audição para identificar a origem do chamado ou quem o faz. O mecanismo da visão, composto por inúmeras outras células, busca a direção do chamado. Os membros e todos os outros órgãos esforçam-se fazendo o corpo voltar-se para quem o chama. Assim como a identidade e o nome nesta vida, o corpo também é provisório.

Ao recitar Nam-Myoho-Rengue-Kyo, a pessoa estimula a mente do Buda. Da mesma maneira, a visão mística do Buda é ativada desenvolvendo e aguçando a percepção do indivíduo e; assim, a vida do Buda que é a causa fundamental da nossa existência, emerge das profundezas de nossas vidas, iluminando-a.

O Mais Profundo Eu Somos Nós – 1a. Parte

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