A Parábola da Água-Marinha

“Sei que tudo aquilo que vocês aprenderam até agora sobre não-eterno e sofrimento não é verdadeiro. Na primavera, por exemplo, as pessoas vão banhar-se numa grande lagoa. Elas estão se divertindo, velejando num barco, quando deixam cair uma gema de água-marinha nas profundezas da água, após o que ela não pode mais ser vista. Então todos eles pularam na água à procura desta gema. Eles, competitivamente, encontraram todo tipo de entulho como telhas, pedras, pedaços de madeira, cascalhos, e pensaram que tinham a água-marinha. Eles ficaram felizes e, levando todas essas coisas para fora (da água), viram que aquilo que eles detinham em suas mãos não era verdadeiro. A gema ainda estava na água. Através do poder da gema em si, a água tornou-se clara e transparente. Como resultado, as pessoas viram que a gema ainda estava na água, tão claramente como quando se olha para cima e se vê a forma da lua no céu. Naquela ocasião, lá estava um homem sábio que, exercitando um poder, mansamente entrou na água e obteve a gema. Oh vocês Monges! Não permaneçam pensando sobre o não-Eterno, o Sofrimento, o não-Eu, e o não-Puro; ficando na situação daquelas pessoas que pegaram pedras, pedaços de madeira, e cascalhos como se fosse a verdadeira gema. Vocês devem estudar profundamente a Via, o modo de agir, onde quer que vá, e ‘meditar sobre o Eu, o Eterno, a Felicidade, e a Pureza’. Sei que os aspectos dos quatro itens que vocês aprenderam até agora são inversões e que qualquer pessoa que desejasse praticar a Via deveria agir como o homem sábio que espertamente obteve a gema”.

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 03: Sobre Ofensas.

Para compreender o Eu, o Eterno, a Felicidade, e a Pureza; indispensável ler Ler As Quatro Inversões do Dahrma.

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