A Fugacidade dos Pensamentos

Sutra:

“Subhuti, o que você pensa? Se todos os grãos de areia em um Rio Ganges se transformassem em igual número de Rios Ganges, e todos os grãos de areia em todos aqueles Rios Ganges se transformassem em igual número de Terras Búdicas, elas seriam muitas?”

“Muitas, Honrado pelo Mundo”.

O Buda disse a Subhuti: “Todos os muitos pensamentos que ocorrem em todos os seres viventes em todas aquelas Terras Búdicas são completamente conhecidos pelo Tathagata. E por quê? Todos os pensamentos são pregados pelo Tathagata como nenhum pensamento, porquanto eles são chamados pensamentos. Por que razão? Subhuti, o pensamento passado não pode ser alcançado (capturado), o pensamento presente não pode ser alcançado, e o pensamento futuro não pode ser alcançado.”

Comentário:

O Buda então empregou uma analogia na qual cada grão de areia no Rio Ganges fosse transformado em um Rio Ganges, e cada grão de areia em cada um daqueles Rios Granges fosse transformado em uma Terra Búdica. Então ele afirmou que o Tathagata conhece o que está acontecendo nas mentes de todos os seres viventes em todas aquelas Terras Búdicas.

Por quê?

Todos os pensamentos são pregados pelo Tathagata como nenhum pensamento. Todos os pensamentos refere-se ao que está ocorrendo nas mentes de todos os seres viventes. Nenhum pensamento significa que eles não são o verdadeiro coração. Porquanto eles são chamados pensamentos significa que eles são apenas os pensamentos comuns que ocorrem nas mentes das pessoas, nada mais.

Por quê? “Subhuti”, disse o Buda, “estabelecerei isto mais simplesmente. O que você chama de passado já passou. O passado não permanece. Tão logo você fale do presente ele já passou, dessa forma ele também não permanece. O que você se refere como futuro ainda não chegou, e assim ele também não pode ser alcançado. Aqueles três tipos de pensamentos nas mentes dos seres viventes são em última instância inalcançáveis. O Tathagata conhece completamente os pensamentos nas mentes de todos os seres viventes. Se você não se apoiar em condições, então os três tipos de pensamento não podem ser alcançados”.

Sutra Diamante – Capítulo 18 – Uma Substância Considerada como Idêntica.

Original

Meu Pobre Facebook

Esta simples frase travou meu Facebook:

Numa verdadeira democracia, o Mais Profundo ‘Eu’ (dos que governam) Somos Nós! Simbora rapaziada“!

Lamentável!

Os Olhos Búdicos

Sutra:

Subhuti, o que você pensa? O Tathagata possui o olho carnal?”

“Assim é, Honrado pelo Mundo. O Tathagata possui o olho carnal.”

“Subhuti, o que você pensa? O Tathagata possui o olho celestial?”

“Assim é, Honrado pelo Mundo. O Tathagata possui o olho celestial.”

“Subhuti, o que você pensa? O Tathagata possui o olho da sabedoria?”

“Assim é, Honrado pelo Mundo. O Tathagata possui o olho da sabedoria.”

“Subhuti, o que você pensa? O Tathagata possui o olho do dharma?”

“Assim é, Honrado pelo Mundo. O Tathagata possui o olho do dharma.”

“Subhuti, o que você pensa? O Tathagata possui o olho do Buda?”

“Assim é, Honrado pelo Mundo. O Tathagata possui o olho do Buda.”

“Subhuti, o que você pensa? O Tathagata falou dos grãos de areia no Rio Ganges?”

“Assim é, Honrado pelo Mundo. O Tathagata falou daquela areia.”

Comentário:

O Buda Shakyamuni novamente chamou Subhuti e indagou: “O Tathagata possui o olho carnal?” O olho carnal referido não é o olho ordinário das pessoas comuns, mas sim um dos cinco olhos. Por que lhe é dado o nome de olho carnal?

É chamado olho carnal porque ele pode ver objetos tangíveis e também objetos que são destituídos de forma ou marcas. Os olhos comuns podem ver pessoas, mas eles não podem ver fantasmas e espíritos. Todavia, com o poder do olho carnal, pode-se fechar os olhos comuns e continuar a ver pessoas. Ainda mais, o olho carnal pode examinar pessoas nos mínimos detalhes, tomando nota de quaisquer marcas distintivas como manchas ou marcas de nascência. O alcance do olho carnal é muito maior que aquele dos olhos comuns. Ele pode ver qualquer objeto dentro de um raio de cinco milhas sem qualquer obstrução.

O olho celestial, por outro lado, pode ver claramente através dos céus. Deuses podem ser vistos a jantar ou sentados em meditação, e pode-se observar outros eventos que ocorrem nos céus. O olho celestial não percebe objetos materiais (tangíveis) tais como pessoas, mesas, flores e similares.

O olho carnal, o olho celestial, o olho do Buda, o olho da sabedoria, e o olho do dharma estão localizados em sua cabeça. O olho carnal e o olho celestial encontram-se em lados opostos de sua testa. Quando os seus cinco olhos estiverem abertos e você puder utilizá-los, você mesmo conhecerá as suas posições.

“Já podemos ver todo o trajeto da lua através do uso de telescópios”, dirão alguns.

Com o uso do olho celestial você não necessita de um telescópio. Todas as coisas nos céus, todas as coisas na lua, e todas as coisas nas estrelas podem ser vistas diretamente de onde você estiver. Os cientistas agora realizam experiências no sentido de expandir os seus poderes de observação. Nós não fazemos experiências. Apenas aprendemos a entrar em Samadhi e então todas as coisas podem ser vistas muito claramente. O poder do olho celestial é muito útil no estudo da astronomia. Mas você não pode capitalizar (obter ganhos sobre) aquela habilidade se você adquirir o seu uso. Embora o olho celestial seja uma gema preciosa, ele não pode ser vendido. Se você vê algo com o olho celestial e tentar divulgar as suas descobertas, seu olho celestial automaticamente desaparecerá. É simplesmente maravilhoso. O olho celestial não pode ser usado para obter lucros, nem pode ser usado para adquirir poder sobre as pessoas. Se você disser coisas como: “Você tem que prestar mais atenção em mim. Eu conheço coisas que você não conhece”, você tem um defeito, e seu olho celestial rapidamente desaparecerá.

“Por quê”, você pergunta, “o olho celestial funciona dessa maneira?”

Arrogância é apego ao ‘eu’. A razão de um Bodhisattva ser capaz de conduzir seres viventes à travessia sem que haja uma marca dos seres viventes, ou marca de conduzi-los à travessia, é porque ele não tem apego ao ‘eu’. Se você obtém o poder de qualquer dos cinco olhos e então se gaba sobre aquela conquista dizendo: “eu tenho o olho celestial, você não tem”; então você não tem a estatura devida. Se originalmente você podia ver claramente com o olho celestial, você (agora) verá um pouco menos claramente como resultado do seu apego ao ‘eu’. Se você não vê claramente mas ainda é arrogante sobre a pouca realização que obteve, então você perderá totalmente qualquer poder que tenha alcançado. Há exatamente essa razão direta entre o poder dos cinco olhos e o apego ao ‘eu’. Portanto, é essencial compreender o Budadharma, pois se você não o faz, é possível cometer graves enganos.

Subhuti, o que você pensa? O Tathagata possui o olho da sabedoria?” O olho da sabedoria permite que se saiba em um piscar de olhos se algo está correto ou errado, se é verdadeiro ou falso. Uma pessoa estúpida confunde o que é falso com o que é verdadeiro, e o que é verdadeiro com o que é falso. Uma pessoa sábia sabe o que é verdadeiro e o que é falso, e não se engana. Todos precisam estudar o Budadharma a fim de desenvolver o olho da sabedoria.

Sutra Diamante – Capítulo 18 – Uma Substância Considerada como Idêntica.

Original

Chicago, Illinois, Estados Unidos

Nesses lugares estão pessoas que visitam Cristal Perfeito. Faça-lhes uma visita de cortesia!

Click na imagem e arraste.

Se for da sua vontade, click no botão abaixo e diga:

.

A Semeadura de um Bodhisattva

Um Bodhisattva que se compromete a empreender práticas que sejam meritórias e virtuosas deve proceder sem hesitação para fazer aquilo. Sementes plantadas no campo proverão no futuro uma colheita. Não há benefício na especulação sobre o tamanho da safra. A atenção deve somente estar voltada para o plantio e cultivação do campo. Se cuidados forem tomados e as condições da terra, água e vento forem favoráveis, então as plantas crescerão. Se o campo nunca for plantado, porém, nenhuma produção poderá ser esperada. Apenas daquela maneira um Bodhisattva conduz seres viventes à travessia para a outra margem, sem realmente conduzir qualquer ser vivente à travessia. Um Bodhisattva não despende energia preocupando-se com o resultado, ele apenas faz seu trabalho.

Sutra Diamante – Capítulo 18 – Uma Substância Considerada como Idêntica.

Original

O Grande Corpo de uma Pessoa

Sutra:

“Subhuti, é como o grande corpo de uma pessoa”.

Subhuti disse: Honrado pelo Mundo, o grande corpo de uma pessoa é pregado pelo Tathagata como nenhum grande corpo, porquanto é chamado um grande corpo”.

“Subhuti, um Bodhisattva também é assim. Se ele dissesse: ‘Eu devo conduzir inumeráveis seres viventes à travessia para a extinção’, então ele não seria chamado um Bodhisattva. E por quê? Subhuti, não há realmente um dharma chamado Bodhisattva. Por essa razão o Buda pregou todos os dharmas como destituídos do ‘eu’, destituídos dos outros, destituídos dos seres viventes, e destituídos de uma vida”.

“Subhuti, se um Bodhisattva dissesse: ‘Eu adornarei as Terras Búdicas’, ele não seria chamado um Bodhisattva. E por quê? O adorno das Terras Búdicas é pregado pelo Tathagata como nenhum adorno. Porquanto é chamado adorno. Subhuti, se um Bodhisattva compreende que todos os dharmas são destituídos do ‘eu’, o Tathagata o chama de um verdadeiro Bodhisattva.

Comentário:

“Agora, Subhuti, por que eu disse que todos os dharmas são não dharmas, mas são apenas chamados dharmas? Eu lhe darei um exemplo: é como o grande corpo de uma pessoa”.

Subhuti ouviu o Buda dizer essas palavras e compreendeu que o Tathagata estava falando do corpo do dharma. Ele respondeu: “O grande corpo pregado pelo Tathagata é nenhum grande corpo”. O corpo do dharma é destituído de marcas, e desde que ele não possui marcas, não se pode chamá-lo de grande corpo. Porquanto é chamado um grande corpo. Se utiliza-se de um falso nome, pode-se chamá-lo de um grande corpo, e isso é tudo.

O Buda Shakyamuni novamente chamou Subhuti e disse: “Um Bodhisattva também é assim”. Se ele possui um eu e depende da palavra ‘Eu’ tal que diga: “Eu levarei os seres viventes à travessia e libertá-los-ei”, então ele não é um Bodhisattva.

“Subhuti, se um Bodhisattva diz: ‘Eu adornarei as Terras Búdicas’, então ele não é chamado Bodhisattva. Por quê? Ele ainda tem um apego ao eu, e ao adorno: ‘Eu sou alguém que pode adornar. A Terra Búdica é aquilo que eu adorno’. Na medida em que ele se apega ao sujeito e ao objeto, ele não realiza a vacuidade da marca do eu”.

Bodhisattvas conduzem seres viventes à travessia e não se apegam à marca dos seres viventes. Não somente eles não se apegam à marca dos seres viventes, como eles também não se apegam à marca de um Bodhisattva. O Bodhisattva em si é também a marca dos seres viventes. Assim, não se apegar ao eu é também não se apegar aos seres viventes. Quando um Bodhisattva adorna as Terras Búdicas, não há nem quem possa adornar e nem aquilo que é adornado. Quando for feito, estará feito. Não é necessário nutrir pensamentos do mérito obtido.

Quando uma pessoa comum realiza ações meritórias ela torna-se apegada ao sujeito e objeto: “Eu realizei aquelas ações meritórias. Ele é o beneficiário das minhas boas ações”. Essa é a maneira como as pessoas comuns pensam.

Bodhisattvas devem adornar as Terras Búdicas sem o pensamento de adorná-las. Isto não quer dizer que eles não devam adornar as Terras Búdicas. Significa que eles devem adorná-las como se eles nada tivessem feito.

Adornar uma Terra Búdica é fazer com que o país de um Buda seja especialmente belo. Nossos oferecimentos de flores, frutos e incenso aos Três Tesouros são adornos das Terras Búdicas. Isto não quer dizer que você não deva adornar as Terras Búdicas. Significa que você deve adorná-las, e no entanto não adorná-las. Oferecimentos aos Três Tesouros de flores, frutos e incenso também servem como adornos para as Terras Búdicas.

Do ponto de vista da verdade comum, existe o adorno da Terra Búdica. Do ponto de vista da verdade real, não existe adorno. Se visto da doutrina que é perfeitamente una e sem obstrução, o adorno é meramente um nome e nada mais. Assim é dito:

Dentro dos portais da obra do Buda

nenhum dharma é rejeitado.

Na natureza da verdadeira talidade

não há um único grão de pó.

Dentro dos portais do Estado de Buda não há dharma que não seja Budadharma. Cada dharma que se considera é Budadharma. No entanto, na natureza da verdadeira talidade nem mesmo o menor grão de pó está estabelecido. Se um Bodhisattva pode compreender o estado no qual todos os dharmas não possuem um eu, então o Tathagata o chama de um autêntico Bodhisattva.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

Todos os Ensinamentos Retornam ao Budismo

Portanto, o Tathagata diz que embora não haja um dharma que possa ser atingido, todos os dharmas são Budadharmas. Não há nada fora do Budadharma. Portanto, todos os ensinamentos são Budistas. Eles não vão além dos ensinamentos do Buda, porque o ensinamento do Buda contém todas as coisas. Budadharma é a totalidade de todos os dharmas (fenômenos). O Budismo é a totalidade de todos os outros ensinamentos. Todas as escolas e ensinamentos emergem de dentro do ensino do Buda. Uma vez que são nascidos do Budismo, no futuro eles retornarão ao Budismo. Portanto, é desnecessário perguntar a qual religião uma pessoa pertence. Não importa a escola, seita, ou ensinamento, ou religião à qual se pertença – nenhuma vai além do Budismo. O ponto essencial é ter fé em algo. Então, embora você possa acreditar em vários ensinamentos, mudando e trocando um pelo outro, no final você certamente retornará ao Budismo. O Budadharma é assim tão grande. Embora ele diga que não há um dharma que possa ser atingido, no entanto, não há um dharma que não seja o Budadharma. E uma vez que o Budadharma afinal é inatingível, como poderia um simples dharma ser atingido?

Subhuti, todos os dharmas são pregados como não dharmas. Quando pregados do ponto de vista da verdade comum, os dharmas existem. Se pregados do ponto de vista da verdade real, nenhum dharma existe. Porquanto eles são chamados dharmas. Quando pregados do ponto de vista do Caminho Médio, dharmas são falsos nomes e nada mais, e dessa maneira eles são o significado ultimado do Caminho Médio.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

A Qualidade Intrínseca de Todos os Fenômenos

Sutra:

“E por quê? ‘Tathagata’ significa a qualidade intrínseca (talidade – por exemplo, a qualidade intrínseca de todos os fenômenos é o vazio, sua verdadeira natureza, tal como são – N.T.) de todos os dharmas. Se alguém dissesse que o Tathagata atinge o Anuttara-Samyak-Sambodhi, Subhuti, de fato, não há um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Buda atinge. Subhuti, o Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata atinge é nem verdadeiro e nem falso. Por esta razão o Tathagata fala de todos os dharmas como Budadharmas. Subhuti, todos  os dharmas são pregados como não dharmas. Porquanto são chamados dharmas.”

Comentário:

Tathagata, que se traduz como Assim Advindo (Thus Come One ou Assim Sucede), significa que todos os dharmas são “Assim”. Todos os dharmas estão num estado de ‘imobilidade intrínseca’.

Com o que se parece a ‘imobilidade intrínseca’?

Ela não tem aparência. Portanto, ele ainda diz que não há um dharma que possa ser atingido. Se você atingiu um dharma, com o que ele pareceria? Seria verde? Amarelo? Vermelho? Longo? Curto? Quadrado? Redondo? Quando não há nome, nem cor, e nem aparência, então todos os dharmas são assim. Se houver qualquer dharma aparente, então não é assim.

Realmente, não há o menor dharma que possa ser atingido. Não há um dharma da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta que o Buda possa atingir.

O Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata atinge. Se você forçá-lo e disser que o Tathagata atinge algo chamado Anuttara-Samyak-Sambodhi, aquele Anuttara-Samyak-Sambodhi é nem verdadeiro e nem falso. Sendo nem verdadeiro e nem falso, ele é o significado ultimado do Caminho Médio; é a Prajna da Marca Real.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

O Mais Profundo Significado do Caminho Médio

Subhuti, de fato não há um dharma de devoção do coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi. Originalmente não há um dharma que possa ser obtido. Devotar o coração ao Anuttara-Samyak-Sambodhi é apenas uma expressão, nada mais. “Não há basicamente uma coisa: então, onde pode a poeira assentar-se?” Todavia, o Buda percebeu que os seres viventes poderiam tornar-se cépticos e dizerem: “Uma vez que não há dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi – e nem um dharma da realização do Estado de Buda – que possa ser atingido, então por que alguém necessitaria devotar-se? Portanto, o Buda ainda explicou: “Quando o Buda Tocha Ardente concedeu-me uma profecia, Eu obtive um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi? Houve algum dharma que Eu atingi?” Compreendendo que de acordo com a doutrina do prajna não há dharma que possa ser atingido, Subhuti respondeu: “Não, Honrado pelo Mundo”. Mas então, ele respaldou a sua declaração com as palavras: “(De acordo) como eu entendo o que o Buda tem dito”, indicando que ele não se atreveu a fazer uma afirmação absoluta. “Isto é como o compreendo”, ele disse, “mas não sei se estou certo ou não. Não há o menor dharma da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta que possa ser atingido”.

Sutra:

O Buda disse: “É assim, é assim, Subhuti. De fato não houve um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata atingiu. Subhuti, se houvesse um dharma do Anuttara-Samya-Sambodhi que o Tathagata tivesse atingido, então o Buda Tocha Ardente não teria concedido-me uma profecia: ‘No futuro, você atingirá o Estado de Buda e será chamado Shakyamuni’. Uma vez que não havia um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi atingido, o Buda Tocha Ardente concedeu-me a profecia dizendo essas palavras: ‘No futuro, você atingirá o Estado de Buda e será chamado Shakyamuni’.”

Comentário:

O Buda respondeu a declaração de Subhuti de forma afirmativa: “É assim, é assim, Subhuti.  Você explica o dharma daquela maneira; Eu também explico o dharma daquela maneira. De fato, não há dharma”. Não houve absolutamente um dharma do Anuttara-Samyak-Sambodhi que o Tathagata tenha atingido. Subhuti, você não deve dar origem às dúvidas e pensar que quando o Buda viveu naquele tempo do Buda Tocha Ardente ele obteve algum dharma secreto. Isto seria um engano. Quando o Buda Shakyamuni encontrou-se com o Buda Tocha Ardente, no final do segundo Asamkhya do kalpa da cultivação, não houve algum dharma secreto da Isuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta.

“Subhuti”, disse o Buda: “se houvesse tal dharma, então o Buda Tocha Ardente não teria concedido uma profecia e dado-me um nome. Se Eu tivesse obtido mesmo que um simples dharma, ele não teria dito: ‘No futuro, no mundo Saha, você tornar-se-á um Buda chamado Shakyamuni’.”  O nome Shakyamuni do Sânscrito traduz-se por “Aquele que é Capaz de Humanidades” e “Aquele que é Quieto e Silencioso”. “Capaz de Humanidades” significa que ele concorda com as condições e representa movimento. “Quieto e Silencioso” significa que ele é imóvel, e representa quietude. Embora ele concorde com as condições, ele é imóvel. Embora ele seja imóvel, ele concorda com as condições. Movimento não obstrui a quietude; a quietude não obstrui o movimento. Movimento e quietude estão ambos dentro do Samadhi.

De fato não há um dharma na posição de fruição da Insuperável, Própria e Plena, Iluminação Correta que possa ser atingido.

Por quê?

Você pessoalmente cultiva e pessoalmente certifica-se para a posição. (Essa posição) não é obtida a partir de fora, porque basicamente você já a possui. Não é que você tenha se envolvido em condições externas ou tenha dependido de forças externas. As condições e a força estão dentro de você. Você cultiva e você pode atingir. Naturalmente, dizer que você atinge é apenas uma maneira de falar, porque basicamente você nunca perdeu nada em primeiro lugar, por isso não é possível para você atingir algo (que não perdeu). Uma vez que foi assim para com o Buda Shakyamuni, o Buda Tocha Ardente concedeu-lhe uma profecia e um nome especial.

Sutra Diamante – Capítulo 17 – Em Última Análise, Não Há Um Eu.

Original

O Último Enigma

Orações sem resposta significam pequena fé. Então, por que forças tão desproporcionais para destruir uma pequena fé?

Buda respondeu: “Não há qualquer dharma (fenômeno) associado com bênçãos incondicionadas, as quais provêm de uma Grande Fé, ou Fé no Grande Veículo” – Sutra Diamante.

Mara, demonstrando grande irritação, não respondeu porque sua ação é inócua no domínio das bênçãos incondicionadas. É a ruína do seu império.

“Mara deve pregar àqueles que necessitam de méritos. Eu não necessito de méritos. Eu possuo a Fé, a Coragem, e a Sabedoria”. Buda – segundo se diz – em sua última tentação.

Marcos Ubirajara

em 04/06/13 às 19:13 hs.

« Entradas mais antigas

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 148 outros seguidores

%d bloggers like this: