Como o Bodhisattva Pensa Sobre os Preceitos

“Como o Bodhisattva pensa sobre os preceitos [shila – preceitos morais]? O Bodhisattva pensa: ‘Existem os preceitos. Não devem ser transgredidos. São não-‘asvara’, não podem ser destruídos, e nem confundidos. Embora não possuam forma ou cor, podem ser protegidos. Embora nada exista [neles] que possa ser tocado ou sentido, certamente pode-se encontrar um meio de sermos perfeitos neles. Nada é falho. São aquilo que todos os Budas e Bodhisattvas elogiam. São a causa do Vaipulya e do Grande Nirvana’. Oh bom homem! Como um exemplo, todas essas coisas como a grande terra, navios, grinaldas (coroas), grandes clãs familiares, o grande oceano, águas fluviais, casas, espadas, pontes, bons médicos, remédios maravilhosos, agada (antídotos para venenos), cintamani [jóia de satisfação dos desejos], pernas, olhos, atitude gentil dos pais: todas essas coisas não podem ser saqueadas ou danificadas. O fogo não pode queimá-las nem a água arrastá-las. São uma escadaria que leva às altas montanhas ou um grande estandarte de todos os Budas e Bodhisattvas. (Ele pensa: ) ‘Residindo neste ‘shila’ (preceitos), atinge-se o [nível de] Srotapanna. Eu sei que posso, mas não o faço. Por que não? Porque se eu atingir o Srotapanna, não poderei salvar todos os seres. Agora, se eu residir neste ‘shila’ e atingir a Suprema Iluminação, também poderei fazê-lo (salvar todos os seres). Isto é o que desejo ter. Por quê? Se eu ganhar a Suprema Iluminação, estarei apto a, de fato, falar sobre o Dharma-Todo-Maravilhoso e socorrer os seres’. Esta é a maneira de o Bodhisattva-Mahasattva pensar sobre os preceitos.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Sutra do Nirvana – Cap. XIX – Ações Sagradas 1

“Oh Kashyapa! Como um Bodhisattva reside no ensinamento do Sutra Mahayana do Grande Nirvana e medita sobre o sofrimento de separação daquilo que se ama? O sofrimento da separação daquilo que se ama é a raiz de todos os sofrimentos, sobre o qual é dito:

‘Da ganância se obtém a apreensão;
da ganância se obtém o medo.
Se acaba-se com a mente gananciosa,
por que sentir ainda qualquer apreensão ou medo’?”

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Destaques deste Capítulo:

Contra Quem Luta o Bodhisattva

Meditando Sobre Cores

O Grande Rei Senyo

Os Oito Modos de Sofrimento

Nascimento e Envelhecimento

As Doenças

A Morte

A Separação Daquilo que se Ama

O Encontro Com Aquilo Que se Odeia

Não Ser Capaz de Obter o Que se Deseja

Urgir com a Queima dos Cinco Skandhas

A Parábola das Irmãs Inseparáveis

O Vendedor de Comida

O Sofrimento do Envelhecimento

O Sofrimento da Doença

O Sofrimento da Morte

O Sofrimento da Separação Daquilo Que se Ama

O Sofrimento do Encontro com Aquilo Que se Odeia

O Sofrimento de Não Ser Capaz de Obter o Que se Deseja

O Sofrimento é Real, a Felicidade Não

Como o Bodhisattva Pensa Sobre a Sangha

“De que maneira o Bodhisattva pensa sobre a Sangha? Todos os Budas e todos os Sacerdotes Sagrados (a Sangha) vivem em concordância com o Dharma e obedientemente praticam o Dharma que é Correto. Não se pode vê-la, agarrá-la, destruí-la, ou causar-lhe danos. Ela (a Sangha) não pode ser concebida e é um bom campo de prosperidade [‘punya-ksetra’ – um campo de mérito e bênçãos] para todos os seres. Embora seja um campo de prosperidade, não há de se tê-la na mão [agarrá-la]. Tudo é puro e imaculado; é não-‘asvara’ (impureza) e não-criada; é vasta e ilimitada. A mente é domada e leve, é toda-igual, e é una. Não há exaltação. Tudo é eterno e imutável. Isto é como pensar sobre a Sangha.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Como o Bodhisattva Pensa Sobre o Dharma

“Como o Bodhisattva-Mahasattva pensa sobre o Dharma? O bom homem! O Bodhisattva-Mahasattva pensa: ‘O Dharma pregado por todos os Budas é Todo-Maravilhoso e Supremo’. Baseando-se nesse Dharma, os seres chegam à fruição da vida presente. Somente esse Dharma Maravilhoso não conhece o tempo. Aquilo que o Olho-do-Dharma vê não é o que os olhos carnais vêem. E nenhuma analogia pode equiparar-se [expressá-lo]. O Dharma não é algo nascido, e não morre; não permanece, nem se extingue. Não há começo e nem fim. Não é criado e não é mensurável [não pode ser contado ou calculado]. Para os sem-teto, torna-se sua casa; para os sem-refúgio e sem-teto, ele é um refúgio. Para alguém sem luz, ele é luz. Para alguém que ainda não chegou à outra margem, ele permite-lhe alcançar a outra margem; para alguém que não possui fragrância, ele torna-se exalante fragrância. Não pode ser visto. Não se move; não muda. Apartando-se eternamente de todos os prazeres, o que existe é paz e felicidade. É o Inexcedível e Todo-Maravilhoso.

Não é matéria [‘rupa’] e está separado da matéria. E ainda é matéria. O mesmo se aplica aos demais [‘cinco skandhas’] até a consciência. Não é consciência e está separado da consciência. E [ainda] é consciência. Não é ação e está separado da ação. Não é ligação, nem ruptura das ligações. Não é substância e está separado da substância, e ainda é substância. Não é o mundo e está separado do mundo, e ainda é o mundo. Não é ‘é’ e está separado do ‘é’, e ainda é o ‘é’. Não é ‘entrada’ e está separado da ‘entrada’, e ainda é ‘entrada’. Não é causa e está separado da causa, e ainda é causa. Não é efeito e está separado do efeito. Não é falso e nem verdadeiro, e está separado de tudo que é verdadeiro, e ainda é verdadeiro. Não é algo nascido, não morre, e está muito distante do nascimento e extinção, e ainda é extinção. Não possui forma que possa ser vista e não é não-forma, e está separado de tudo que pode ser visto, e ainda é forma. Não é um ensino e nem um não ensinamento, e ainda é o professor. Não é medo e nem paz, e está separado de todos os temores, e ainda é paz. Não é paciência [‘ksanti’] e não é não-paciência, e está muito distante da paciência, e ainda é paciência. Não é tranqüilidade [‘samatha’], e não é não-tranquilidade, está distante de toda a tranqüilidade, e ainda é tranqüilidade. É o topo [‘murdhana’] de todas as leis (dharmas), e separa-se de todas as impurezas. É puro, não tem forma para descrevê-lo, e está distante de todas as formas. É o último estágio de todos os inumeráveis seres. Está distante das chamas ardentes de todos os nascimentos e mortes. Isto é onde os Budas se comprazem. É o Eterno, e não há mudança. Este é o pensamento do Bodhisattva sobre o Dharma.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Como o Bodhisattva Pensa Sobre o Buda

“Porque dizemos Tathagata, Merecedor-de-Ofertas, Todo-Iluminado e assim por diante, até ‘Bagaba’; e atribuímos-lhe tantos epítetos (títulos honoríficos) de inumeráveis virtudes? Oh bom homem! O Bodhisattva, ao longo de inumeráveis kalpas passados, respeitou seus pais, os honrados [‘upadhyaya’ – mestres Budistas responsáveis pelos ritos, regras e disciplina numa comunidade monástica], todos os mestres, idosos e anciãos; e sempre praticou dana, por inumeráveis kalpas, para o benefício dos seres; observou os preceitos morais, praticou a paciência, envidou esforços, praticou meditação, atingiu a Sabedoria, tem sido repleto de grande amor-benevolente e compaixão, e é perfeito na alegria-simpática (intenção amável) e na equanimidade. Em razão disto, o Bodhisattva agora possui as 32 marcas da perfeição e as 80 características menores de excelência. E também, o Bodhisattva, ao longo de inumeráveis asamkhyas de kalpas, praticou esforços, fé, concentração (pensamento único), meditação, Sabedoria [‘panca-indriya’ – os cinco sentidos orgânicos ou raízes], respeitou e fez oferecimentos aos mestres e anciãos; sempre cuidadoso com os alimentos para o bem do Dharma. O Bodhisattva ostenta, lê e recita os doze tipos de escrituras e, para o benefício de todos os seres, trabalha pela emancipação, pela paz e felicidade, não se importando nem um pouco consigo próprio. Por quê? Porque o Bodhisattva sempre cultiva a idéia [atitude mental, estado mental] de escapar do mundo, renunciar à vida doméstica, (cultiva) as idéias do não-criado, não-disputa, não-impureza, não-vínculo, não-apego, não-proteção, não-indefinível, não-nascimento-e-morte, não-cobiça, não-ira, não-ignorância, não-arrogância, não-ilusão, não-sofrimento, pensamento ilimitado, pensamento amplo, pensamento do Todo-Vazio, a mente vazia, a mente não-vazia, a mente não-treinada, a mente não-protegida, a mente descoberta, a mente não-secular, a mente que está eternamente em meditação, a mente sempre-praticante, a mente sempre-emancipada, a mente que busca não-recompensa, a mente sem desejos, a mente que deseja fazer o bem, a mente não-falante, a mente aliviada, a mente não-permanente, a mente desimpedida [livre, sem restrições], a mente da impermanência [mente desperta para a impermanência dos fenômenos], a mente honesta, a mente não-lisonjeira, a mente do puro bem e que não anseia por mais ou menos [isto é, a mente satisfeita], a mente não-difícil, a mente que não é do mortal comum, que não é dos Sravakas, que não é do Pratyekabuda, que é boa conhecedora, a mente do conhecimento-limitado [que sabe que uma existência tem seu próprio limite], a mente que conhece o mundo do nascimento e da morte, a mente que conhece o mundo eterno, a mente do mundo sem impedimentos. Em razão disto, ele (o Bodhisattva) agora possui os dez poderes, os quatro destemores, a grande compaixão, os três estados mentais, e o Eterno, o Êxtase, o Eu, e o Puro. Este é o porquê o chamamos de ‘Tahagata’ até ‘Bagaba’. Essa é a maneira do Bodhisattva-Mahasattva pensar sobre o Buda.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Para Ser Lótus – Fascículo XIII

O Buda disse ao Bodhisattva Universalmente Meritório: “Se um bom homem, ou uma boa mulher, alcançar as Quatro Leis, ele obterá o Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa após a extinção do Tathagata. Primeira Lei, ele é o objeto da proteção e de preocupação do Buda. Segunda Lei, ele detém as raízes das virtudes. Terceira Lei, ele penetra o conjunto de concentrações corretas. Quarta Lei, ele concentra-se na intenção de salvar todos os seres viventes ”.

“Se um bom homem ou uma boa mulher alcançar dessa forma estas Quatro Leis, é certo que ele obterá este Sutra após a extinção do Tathagata”.

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Conteúdo deste Fascículo:

O Bodhisattva Som Maravilhoso

O Samadhi do Bodhisattva Som Maravilhoso

Ode ao Bodhisattva Guanshiyin

O Presente Universal

O Voto do Rei Adorno Maravilhoso

Méritos que Conduzem ao Sutra de Lótus

O Voto de Samantabhadra, o Universalmente Meritório

A Prática da Conduta de Samantabhadra

Lord

“Dizemos ‘bagaba’ [‘bhagavat’ – ‘Lord’]. ‘Baga’ significa ‘destruir’; ‘ba’ significa ‘impureza’. Como ele erradica as impurezas, ele á chamado ‘bagaba’. Ele também é assim chamado porque realiza bem o Dharma Maravilhoso; porque compreende bem todos os ensinamentos [dharmas]; porque possui grande virtude e eleva-se acima de todos os outros; porque tem grande fama, sendo conhecido em todas as dez direções; porque faz diversos grandes oferecimentos; porque, há inumeráveis asamkhyas de kalpas, ele acabou com a dualidade de gênero. Oh bom homem! Qualquer pessoa, homem ou mulher, que assim pense sobre o Buda, sempre vê o Buda-Honrado-pelo-Mundo enquanto caminhando, parando, sentando, deitando na cama, dia ou noite, no brilho ou na escuridão.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Buda

“Por que dizemos Buda? Ele é desperto. Desperto por si. Ele também desperta completamente os outros. Oh bom homem! Por exemplo, se alguém está ciente de que há um ladrão presente, o ladrão nada pode fazer. O mesmo se passa aqui. O Bodhisattva-Mahasattva é desperto com relação a todas as inumeráveis impurezas. Estando desperto para todas as impurezas, ele torna todas as impurezas incapazes de fazer algo. Portanto, é Buda. Por conta desse despertar, ele é não-nascido, sem idade, imune a doenças e imortal. Portanto, é Buda.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Mestre de Seres Celestiais e Humanos

“Por que ele é o ‘tenninshi’ [‘sastadevamanusyanam’ – mestre de celestiais e humanos]? Existem dois tipos de mestres. Um ensina o que é bom, e o outro ensina o que é mau. Todos os Budas e Bodhisattvas ensinam a todos os seres o que é bom. O que é bom? É aquilo que é bom do corpo, da boca e da mente. Todos os Budas e Bodhisattvas ensinam os seres e dizem: ‘Oh bom homem! Você deve se afastar das más ações do corpo. Por quê? Porque uma pessoa deve se afastar das más ações e atingir a emancipação. Por essa razão, eu lhe ensino esse Dharma. Se fosse o caso em que você não devesse se afastar das más ações e atingisse a emancipação, eu não ensinaria, até o fim, que você se afastasse. Nunca poderia acontecer que qualquer ser que tenha se afastado das más ações venha a cair nos três reinos do infortúnio. Através do afastamento (das más ações), ele encontra a Iluminação Insuperável e atinge o Grande Nirvana. Assim, todos os Budas e Bodhisattvas sempre ensinam aos seres esse Dharma. É o mesmo com a situação da boca e da mente. Portanto, o Buda é o Mestre Insuperável. Também, antes, eu não era Iluminado, mas agora sou. Com o que obtive, ensino os seres. Eu não pratiquei ações puras desde o início, mas agora as pratico. Com o que tenho praticado, eu conduzo os seres. Tendo acabado com a ignorância, eu também acabei com a ignorância dos [outros] seres. Eu próprio obtive o olho puro e permito aos seres dissipar as trevas, e dou-lhes o olho puro. Eu sei de duas verdades e também falo aos seres sobre as duas verdades. Obtendo a emancipação, eu lhes falo sobre esse Dharma da emancipação. Atravessando o ilimitado grande oceano do nascimento e da morte, igualmente permito aos seres atravessá-lo. Tendo eu próprio adquirido o destemor, eu lhes ensino e lhes faço destemer. Tendo eu próprio obtido o Nirvana, falo aos seres do Grande Nirvana. Este é o porquê eu sou o Buda e o Mestre Insuperável. O céu é dia. Lá em cima no céu, o dia é longo e as noites são curtas. Por isso, é céu. E, também, no céu não há apreensão. Portanto, o que há é prazer. Assim, dizemos céu. E também, o céu é uma lâmpada. Ela dissipa completamente a escuridão e torna as coisas muito brilhantes. Portanto, é céu. Também, ela destrói completamente as trevas das más ações, envidando boas ações, através das quais se nasce no céu. Portanto, é céu. E também, o céu é felicidade. Em razão da felicidade, também dizemos céu. Também, céu é dia. O dia tem luz. Por isso chamamos o céu de dia. Portanto, é céu. Os humanos sentem muitas obrigações. E também, os humanos têm suavidade [gentileza] no corpo e na fala. Também, o humano é arrogante. Também, o humano destrói completamente a arrogância. Oh bom homem! Conquanto o Buda seja o Grande Mestre Insuperável, nos sutras ele também é denominado Mestre de Celestiais e Humanos. Por quê? Oh bom homem! Dentre todos os seres, somente devas e humanos podem aspirar à Iluminação Insuperável, praticar as dez boas ações, atingir os frutos do Srotapanna, Sakrdagamin, Anagamin, e do Arhat, e assim atingir a Iluminação Insuperável. Portanto, o Buda é o Mestre do Céu e da Terra.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

Melhor Treinador

“Por que dizemos ‘jägo-jäbu’ [‘purusadamyasarathi’ – ‘treinador de pessoas’]? Sendo um humano, ele treina os humanos. Oh bom homem! O Tathagata não é um humano, e nem não-humano. Como ele aperfeiçoa o humano, o Tathagata é chamado humano. Se qualquer homem ou mulher é perfeito nas quatro coisas, esse alguém é um humano. Quais quatro coisas? Elas são: 1) [ser] um bom mestre da Via, 2) (ter) boa audição, 3) (ter) bom pensamento, e 4) praticar bem a Via como ensinado. Oh bom homem! Se qualquer homem ou mulher falha nessas quatro coisas, ele ou ela não é um humano. Por que não? Porque, embora o corpo seja de um humano, a ação é de um animal. O Tathagata treina e doma homens e mulheres. Por essa razão, o Buda é chamado de ‘Melhor Treinador’. Também, além disso, oh bom homem! Existem quatro maneiras de domar um cavalo. São os toques: 1) no seu pelo, 2) na sua pele, 3) na sua carne, e 4) nos seus ossos. Através do toque, a vontade do treinador é realizada. O mesmo se passa com o Tathagata. Os seres são domados de quatro maneiras. Primeiro, ele fala do nascimento e os seres aceitam as palavras do Buda. Isto é como o treinador tocando o pelo, através do que seu desejo é atendido. Segundo, ele fala do nascimento e da morte, e os seres aceitam as palavras do Buda. Isto é como quando o pelo e a pele são tocados, através do que a vontade de treinador é atendida. Terceiro, ele fala do nascimento, velhice e doença, e os seres aceitam as palavras do Buda. Isto é como tocar o pelo, a pele e a carne, através do que a vontade do treinador é atendida. Quarto, ele fala do nascimento, velhice, doença e morte, e as palavras do Buda encontram aceitação. Isto é como quando a vontade do treinador é atendida conforme suas mãos tocam o pelo, a pele, a carne e os ossos. Oh bom homem! Não há nada definitivo quando um treinador doma um cavalo. Quando o Tathagata-Honrado-pelo-Mundo subjuga os seres, isso é definitivo e não há falhas. Portanto, dizemos que o Buda é o Melhor Treinador.”

Excerto do Sutra do Nirvana, CAP. 23 – Sobre Ações Puras 3.

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