A Grama dos Himalayas

“Oh bom homem! Existe uma grama chamada ‘ninniku’ nos Himalayas. Se uma vaca comê-la, aquela vaca produzirá sarpirmanda. Existe um tipo diferente de grama que, quando comida, não produz sarpirmanda. Embora nenhum sarpirmanda surja [em tais circunstâncias], não podemos dizer que não existe nenhuma ‘ninniku’ nos Himalayas. É o mesmo com a Natureza de Buda.

Os Himalayas são o Tathagata, a ‘ninniku’ é o Grande Nirvana, a grama forasteira é os 12 tipos de sutras. Se os seres dão ouvido à, respeitam e enaltecem o Mahaparinirvana, eles verão a Natureza de Buda. Ainda que não seja encontrada nos 12 tipos de sutras, não podemos dizer que não exista Natureza de Buda.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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Os Doze Elos do Surgimento Interdependente

“Oh bom homem! Todos os seres possuem, igualmente, os doze elos da interdependência. Estes são os casos do interior e do exterior.

Quais são os doze?

1. A impureza do passado é chamada ignorância [‘avidya’].

2. O carma do passado é chamado formação mental [‘samskara’, isto é, volições e impulsos mentais].

3. Nesta presente vida, primeiro se ganha vida no útero. Isto é consciência [‘vijnana’].

4. Após entrar no útero, as cinco partes [isto é, os cinco membros ou cinco partes de um corpo humano, compostos das duas mãos (braços), dois pés (pernas) e uma cabeça (coluna)] e as quatro raízes [isto é, os quatro sentidos orgânicos do olho, ouvido, nariz e boca] ainda não estão perfeitamente formados. Esse estado é chamado mente-e-corpo [‘nama-rupa’].

5. Quando se tem as quatro raízes, e quando ainda não se está no estágio do toque [‘sparsa’], esse estágio é chamado de seis esferas [‘sadayatana’].

6. Quando nenhum sentimento de sofrimento ou alegria ainda surgiu, esse estágio é chamado do ‘toque’.

7. Quando alguém se apega a um único amor, esse estágio é chamado sentimento [‘vedana’].

8. Quando se aprende e se achega aos cinco desejos, isto é desejo [‘trshna’].

9. Quando se olha dentro e fora, e se tem afeto, isto é apego [‘upadana’].

10.  Quando se envida ações dentro e fora, nas três categorias do corpo, da boca e da mente, isto é existência [‘bhava’].

11.  A consciência que alguém possui nesta vida é o nascimento [de alguém] nos dias futuros [isto é, a consciência mundana de alguém provê a base para o renascimento futuro de alguém], e

12.  O corpo-e-mente, as seis esferas, o toque e o sentimento são a velhice, a doença e a morte do futuro.

Estes são os doze elos da interdependência.

Oh bom homem! Embora existam esses doze elos do surgimento interdependente, há casos onde as coisas não acontecem assim. Quando alguém morre no estágio de kalala (fetal), não pode haver os doze. Pode haver os doze quando alguém entra nos estágios iniciais (da vida) com o nascimento e termina com a velhice e a morte.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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Cores à Luz do Dia

Então, o Bodhisattva Rugido do Leão disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Se é o caso que todos os seres possuem a Natureza de Buda como qualquer vajra-guardsman [isto é, uma pessoa que segura em suas mãos um vajra – diamante – e que assim protege o ensinamento Budista], por que é que todos os seres não podem vê-la?”

O Buda disse: “Oh bom homem! Por exemplo, a ‘matéria’ [‘rupa’] tem qualidades representacionais como (cor) azul, amarelo, vermelho e branco, e (tamanho) longo ou curto, mas uma pessoa cega não pode vê-las como tal. Embora não sejam vistas, não podemos dizer que não existam tais qualidades como azul, amarelo, vermelho branco, longo ou curto. Por que não? Muito embora a pessoa cega não possa vê-las, alguém que tem olhos pode vê-las. É o mesmo com a Natureza de Buda. Muito embora todos os seres não possam vê-la, o Bodhisattva dos dez estágios (abodes) pode vê-la em parte; o Tathagata a vê completamente. A Natureza de Buda vista pelo Bodhisattva dos dez estágios é como cores vistas à noite. O que o Tathagata vê é como cores vistas à luz do dia.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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Eu

“Oh bom homem! O Tathagata, quando há razão para [assim] falar, diz que o não-Eu é o Eu. Mas, para dizer a verdade, não há um Eu [ali]. Embora eu fale assim, não há nada [aqui] que seja falso.

Oh bom homem! Por conta das relações causais, estabeleço o Eu como (sendo) o não-Eu e, no entanto, para dizer a verdade, existe o Eu. Ele constitui o mundo. Eu estabeleço [isto] como não-Eu. Mas, nada está errado. A Natureza de Buda é não-Eu. O Tathagata diz ‘Eu’. Porque existe a qualidade do Eterno. O Tathagata é o Eu. No entanto, ele estabelece [isto] como não-Eu. Porque ele tem desimpedimento [isto é, completa e irrestrita liberdade].”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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A Natureza de Buda de Todos os Seres

Buddha in Sarnath Museum (Dhammajak Mutra) Loc...

Buda no Museu de Sarnath, India - Image via Wikipedia

“Oh bom homem! Certa vez, vivi no Rio Nairanjana e disse a Ananda: ‘Agora pretendo banhar-me no rio. Dê-me meu robe e o sabão em pó’. Então, entrei na água. Todos os pássaros no ar, e aqueles (seres) na água e na terra vieram e assitiram. Então, havia também 500 Brahmacarins que viviam próximos ao rio. Eles vieram a mim e disseram: ‘Como você espera obter o Corpo Adamantino? Se Gautama não falar a respeito do ‘não-é’, o seguiremos e acataremos as regras (preceitos) dos alimentos’.

Oh bom homem! Eu, naquela ocasião, com a Sabedoria da leitura-de-pensamentos, sondei a mente dos Brahmacarins e disse-lhes: ‘O que significa dizerem que eu falo do ‘não-é’? Todos os Brahmacarins disseram: ‘Você, Gautama, estabeleceu previamente, aqui e lá nos sutras, que todos os seres não possuem o ‘Eu’. Agora você diz que não existe o ‘Eu’. Como você pode dizer que isto não é a teoria do ‘não-é’? Se não [existe] o ‘Eu’, quem defende os preceitos e quem os viola’? Eu, o Buda, disse: ‘Eu nunca disse que todos os seres não possuem o ‘Eu’; Eu sempre tenho dito que todos os seres possuem a Natureza de Buda. A Natureza de Buda não é o ‘Eu’? Assim, eu nunca falei do ‘não-é’. Todos os seres não vêem a Natureza de Buda. Portanto, [para eles existem] o não-Eterno, o não-Eu, o não-Êxtase e a não-Pureza. Essas são as visões do ‘não-é’’. Então, todos os Brahmacarins, ao ouvir que a Natureza de Buda é o ‘Eu’, aspiraram a Insuperável mente do Bodhi, e então, renunciando ao mundo, praticaram a via do Bodhi. Todos os pássaros no ar, e aqueles na água e na terra aspiraram ao Insuperável Bodhi e, tendo aspirado, abandonaram seus corpos.

Oh bom homem! Essa Natureza de Buda, para dizer a verdade, não é o ‘Eu’. Para o benefício dos seres, Eu digo ‘Eu’.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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Pérolas do Universo – Fascículo II

“Se alguém acredita num sutra Mahayana como este, as formas rudes e grosseiras que possa ter obtido no nascimento parecerão certas e corretas, em virtude do poder deste sutra; a dignidade e o semblante melhorarão dia a dia, tal que humanos e deuses sentirão prazer em vê-lo. Eles o respeitarão e o amarão, e em nenhum momento perderão a consideração por ele. Reis, ministros e familiares ouvirão, respeitarão e acreditarão nele. Se quaisquer dos meus discípulos Sravaka (Ouvinte) estiverem desejosos de realizar o primeiro ato raro, eles deveriam pregar esse sutra Mahayana para todo o mundo.”

Leia mais em Pérolas do Universo, Fascículo II.

pearls of the universe.mp3

Perolas do Universo 2

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Conteúdo deste Fascículo:

A Colheita do Grande Nirvana  3

A Verdadeira Emancipação e o Grande Nirvana  5

A Emancipação e o Dharma Imutável  6

Muito Além do Bem e do Mal  7

O Verdadeiro Eu e a Emancipação   8

Não-Vazio e Emancipação   8

Por Que Fazemos Oferecimentos à Sangha?  9

O Mortal Comum 11

O Srotapanna e o Sakridagamin   12

O Anagamin 13

Arhat 14

As Raras Delícias do Rei d’Outras Terras  14

O Sol do Grande Nirvana  17

A Maldade e a Pureza de um Cristal Perfeito   18

O Dharma e a Pessoa  19

O Significado e as Palavras  20

A Sabedoria e a Consciência  21

Receber e Abraçar Sutras  22

A Apreensão do Significado   22

O Profundo Significado de Salvar os Seres  23

A Nobre Verdade do Sofrimento   24

A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento   25

A Nobre Verdade da Extinção do Sofrimento   26

A Nobre Verdade da Via  27

O Ouro Verdadeiro no Âmago de Nossas Vidas  28

A Parábola do Lutador  29

O Absoluto

“Oh bom homem! Sobre o absoluto, existem dois tipos. Um é o absoluto no adorno, e o outro é o absoluto ultimado (final). Um é o absoluto no sentido secular, e o outro é o absoluto no sentido supramundano. Por absoluto no adorno se entende os seis paramitas; o absoluto ultimado é o Veículo Único que os seres obtêm. O Veículo Único é a Natureza de Buda. Este é o porquê eu digo que todos os seres possuem a Natureza de Buda. Todos os seres possuem o Veículo Único. Como a ignorância encobre-lhes, eles não podem ver. Oh bom homem! No Uttarakuru, a fruição do Céu Trayastrimsa não pode ser vista pelos seres porque há o encobrimento [da ignorância]. É o mesmo com relação à Natureza de Buda. Os seres não podem vê-la em razão do encobrimento pelas impurezas.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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A Iluminação Insuperável Final de Todos os Seres

“Oh bom homem! Como todos os seres finalmente ganharão a Iluminação Insuperável, Eu digo que todos os seres possuem a Natureza de Buda. Os seres realmente não possuem os 32 sinais da perfeição e as 80 características menores de excelência. Assim, neste sutra, Eu digo num gatha:

‘O que originalmente foi, agora não é mais;

o que originalmente não foi, agora é;

Nada pode existir como ‘é’

sucedendo-se nos Três Tempos’.

Oh bom homem! Há três tipos daquilo que existe. Um é o que virá nos dias futuros, o segundo é o que existe atualmente, o terceiro é o que existiu no passado. ‘Todos os seres alcançarão a Iluminação Insuperável nos dias futuros’. [Isto é a Natureza de Buda]. Todos os seres agora possuem todos os laços das impurezas. Assim, eles não possuem no presente as 32 marcas da perfeição e as 80 características menores de excelência. Desse modo, os seres que cortaram os laços das impurezas no passado vêem, no presente, a Natureza de Buda. Assim, Eu sempre digo que todos os seres possuem a Natureza de Buda. Eu digo que mesmo o icchantika possui a Natureza de Buda. O icchantika não tem o bom dharma. A Natureza de Buda também é um bom Dharma. Como há dias a vir, existe a possibilidade de o icchantika possuir a Natureza de Buda. Por quê? Porque todos os icchantikas podem finalmente atingir a Iluminação Insuperável.

Oh bom homem! Como um exemplo: há um homem que tem certa quantidade de nata. As pessoas indagam: ‘Você tem alguma manteiga’? Ele responde: ‘Eu tenho’. Mas, para dizer a verdade, nata não é manteiga. Habilidosamente trabalhada [isto é, usando meios habilidosos], ele está certo de obtê-la. Assim, ele diz que tem a manteiga. É o mesmo com os seres. Eles possuem a mente. ‘Qualquer um com uma mente asseguradamente encontrará a Iluminação Insuperável’. Este é o porquê Eu sempre digo que todos os seres possuem a Natureza de Buda.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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A Visão dos 12 Elos da Interdependência

“Oh bom homem! Todos os seres são incapazes de ver os 12 elos da interdependência. Portanto, eles montam sobre a roda da transmigração. Oh bom homem! Exatamente como o bicho-da-seda faz um casulo, nasce e morre por si mesmo, assim se procedem as coisas com todos os seres. Como eles não vêem a Natureza-de-Buda, eles geram um carma de impurezas e repetem nascimentos e mortes, exatamente como uma pessoa impele uma bola (com os pés). Oh bom homem! Este é o porquê eu digo no sutra: ‘Alguém que veja os 12 elos da interdependência vê o Dharma; alguém que veja o Dharma vê o Buda’. ‘O Buda é nenhum outro senão a Natureza de Buda’. Por que é assim? Porque todos os Budas fazem disto a sua própria natureza.

Oh bom homem! Há quatro níveis de Conhecimento que vêem os 12 elos da interdependência. Estes são: 1) baixo, 2) médio, 3) alto, e 4) superior. Uma pessoa da baixa posição não vê a Natureza de Buda. Não a alcançando, ela obtém a forma (via) de um Sravaka. Aqueles da posição mediana também não vêem a Natureza de Buda. Percebendo a Natureza de Buda, eles ganham a forma de um Pratyekabuda. Aqueles da posição alta vêem, mas não claramente. Não sendo claro, eles vivem no plano dos 10 ‘bhumis’ (são Bodhisattvas). As pessoas da posição superior vêem claramente. Assim, eles atingem a Iluminação Insuperável. Em razão disto, chamamos os 12 elos da interdependência de Natureza de Buda. A Natureza de Buda é o Todo-Vazio da ‘Paramartha-satya’. O Todo-Vazio da ‘Paramartha-satya’ é o Caminho Médio. O Caminho Médio é o Buda. O Buda é Nirvana.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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Natureza de Buda

“Oh bom homem! Se você deseja saber o que é a Natureza de Buda, ouça atentamente, ouça atentamente. Agora analisarei e a explanarei para você.

Oh bom homem! A Natureza de Buda é nenhuma outra senão o Todo-Vazio do ‘Paramartha-satya’ [Realidade última]. O Todo-Vazio do ‘Paramartha-satya’ é Sabedoria. Dizemos ‘Todo-Vazio’. Isto não se refere a nenhum Vazio [Vacuidade], e nem não-Vazio. A Sabedoria [‘jnana’] vê o Vazio e o não-Vazio, o Eterno e o não-Eterno, Sofrimento e Êxtase, o Eu e o não-Eu. O Vazio refere-se a todos os nascimentos e mortes. O Não-Vazio refere-se ao Grande Nirvana. E o não-Eu é nada mais que nascimento e morte. O Eu refere-se ao Grande Nirvana.

Se alguém vê o Todo-Vazio, mas não vê o não-Vazio, não falamos disto como Caminho Médio. Ou se alguém vê o não-Eu de todas as coisas, mas não vê o Eu, não chamamos isto de Caminho Médio.

O Caminho Médio é a Natureza de Buda. Por essa razão, a Natureza de Buda é Eterna e imutável. Como a ignorância a encobre, todos os seres são incapazes de vê-la. O Sravaka e o Pratyekabuda vêem o Todo-Vazio de todas as coisas. Mas eles não vêem o não-Vazio. Ou eles vêem o não-Eu de todas as coisas, mas eles não vêem o Eu. Em razão disto, eles são incapazes de alcançar o Todo-Vazio do ‘Paramartha-satya’. Uma vez que eles falham em alcançar o Todo-Vazio do ‘Paramartha-satya’, eles falham em promulgar o Caminho Médio. Desde que não haja Caminho Médio, não há visão da Natureza de Buda.

Oh bom homem! Há três visões do Caminho Médio [isto é, constituintes do Caminho Médio]. A primeira é a ação definitivamente feliz (alegre); a segunda é a ação definitivamente triste; a terceira é a ação triste-feliz.

Dizemos ‘ação definitivamente feliz’. Isto é como no caso do assim chamado Bodhisattva-Mahasattva que, sentindo piedade de todos os seres, vive no Inferno Avichi e, no entanto, sente as coisas com a felicidade do Céu do terceiro dhyana.

Dizemos ‘ação definitivamente triste’, referindo-se a todos os mortais comuns.

Dizemos ‘ação definitivamente triste-feliz’. Isto faz alusão aos Sravakas e Pratyekabudas. Os Sravakas e Pratyekabudas sentem tristeza e felicidade, e ganham a idéia de Caminho Médio. Por essa razão, embora uma pessoa possua a Natureza de Buda, ela não pode vê-la bem.

Oh bom homem! Você diz que falamos da ‘Natureza de Buda’. Oh bom homem! A Natureza de Buda é a semente do Caminho Médio da Iluminação Insuperável de todos os Budas.

Sutra do Nirvana, Capítulo 33, sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 1.

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