OTNOT

ORROZORROZ tinha um companheiro chamado OTNOT. Este era um índio da região central daquele país distante chamado “Ingratidão”, e que fica a oeste daqui.

Dizem que OTNOT vestia uma roupa de pele de animal por debaixo da toga e, como todo bom índio, já estava por lá quando ORROZ chegou àquelas paragens.

Certo dia, OTNOT, já acostumado com o clima seco daquelas altitudes, ensejou uma pequena contenda com ORROZ sob as luzes da ribalta. O clima quente e seco tornava-se ainda mais árido com o resplendor dos holofotes e, em acalorada discussão, ORROZ se viu na necessidade de impor sua autoridade num brado retumbante que ecoou país afora:

– ‘Não sou seu capanga’! O capanga aqui será você, pensou.

Esse dia, que marcou para sempre o papel de OTNOT naquela relação, ficou conhecido como “O Grito da Desigualdade entre Pares”. A natureza intrinsecamente paradoxal daquele brado passou despercebida por muitos, assombrou a nação, e selou o papel coadjuvante de OTNOT na lenda de ORROZ, um ZORRO às avessas. E como não poderia deixar de ser, OTNOT tornou-se um amigo às avessas, um “amigo da onça”, infiel.

 

 

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