O Budismo e o Pensamento Ocidental

Na segunda metade do século 19, o Budismo (juntamente com muitas outras religiões e filosofias) chegou ao conhecimento dos intelectuais ocidentais. Entre esses estava o pessimista filósofo alemão Schopenhauer, que encontrou o Budismo, e o pensamento Oriental em geral, depois de ter elaborado um sistema filosófico de considerável compatibilidade com aquele pensamento. O filósofo americano Henry David Thoreau traduziu um sutra Budista do Francês para Inglês.

Há freqüentes comparações entre o Budismo e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que elogiou o budismo em sua obra O Anti-Cristo de 1895, referindo-se a este como “uma centena de vezes mais realista do que o Cristianismo”. Já o Teólogo David Loy arguiu que existe “uma profunda ressonância entre eles” uma vez que “ambos enfatizam a centralidade dos humanos numa divindade cósmica e nenhum dos dois considera qualquer ser ou poder externo nas suas respectivas soluções para o problema da existência”.

A primeira tradução para o Inglês do Livro Tibetano dos Mortos foi publicada em 1927, e a reedição de 1935 trazia um comentário de nada menos que C.G. Jung. Diz-se que o livro atraiu muitos ocidentais para o budismo Tibetano. Jung também forneceu o preâmbulo para a publicação do livro “Introdução ao Zen Budismo” de D.T. Suzuki de 1935.

Pesquisadores espiritualistas ocidentais sentiram-se atraídos pelo tom exótico e místico que viram nas tradições Asiáticas, e criaram sociedades esotéricas tais como a Sociedade Teosófica de H.P. Blavatsky. A Sociedade Budista de Londres foi fundada pelo Teosofista Christmas Humphreys, em 1924. No princípio, a Budologia Ocidental foi prejudicada pelas traduções pobres (freqüentemente traduções de traduções), mas logo eruditos ocidentais, tais como Max Müller, começaram aprender línguas asiáticas e traduzir textos Asiáticos. Durante o século 20, o escritor alemão Hermann Hesse demonstrou grande interesse pelas religiões Orientais, escrevendo um livro intitulado Siddharta. Saliente-se também que existem significativas diferenças entre os fundamentos da filosofia Teosófica e Budista, em particular no que se refere à doutrina da reencarnação, mas que poderiam passar despercebidas por investigador ocidental.

O escritor americano da geração beat Jack Kerouac tornou-se um bem conhecido literário Budista, pela sua novela “The Dharma Bums” e outras obras. Também foi influente Alan Watts, que escreveu vários livros sobre Zen e Budismo. A re-avaliação cultural da geração hippie no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 levou a uma re-descoberta do Budismo, que parecia oferecer um caminho mais metódico para a felicidade do que o Cristianismo, e uma saída para a evidente decadência e falência espiritual da vida Ocidental.

Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre. Aos interessados, recomenda-se a fonte para as [Citações Necessárias] aqui omitidas.

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