Terceiro Tipo de Pessoas

“A Terceira pessoa pretende atravessar o grande rio do nascimento e da morte. Desprovida do bem, ela afunda em meio às águas. A sua aproximação a um Bom Mestre da Via é sua salvação. O Tathagata é o Pleno-Conhecedor. Ele é Eterno e Imutável. Para o benefício dos seres, ele fala sobre a Via Insuperável. Todos os seres possuem a Natureza de Buda. O Tathagata não entra em extinção. É o mesmo com o Dharma e a Sangha, também. Não há extinção. Não tendo acabado com a sua qualidade inata, o icchantika não pode atingir a Iluminação Insuperável. Ele necessita muito acabar com ela (sua qualidade inata), e então ele a atingirá [a Iluminação]. Assim, ele acredita. Através da fé, ele pratica os puros preceitos. Ao praticar os puros preceitos, ele protege, recita, copia e expõe os 12 tipos de sutras e fala deles extensivamente para o benefício dos seres. Ele se apraz em dar e praticar a Sabedoria. Nascido com a mente aguçada, ele persiste firmemente na fé e na Sabedoria, e não recua em sua determinação. Isto é como a situação da terceira pessoa às margens do Rio Ganges.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.

third kind of people.mp3

Segundo Tipo de Pessoas

“A segunda pessoa aspira atravessar o grande rio do nascimento e da morte, mas, desprovida do bem acumulado, afunda e é incapaz de sair. Falamos de ‘sair – vir à tona’. Isto diz respeito ao Bom Mestre da Via, através do qual se ganha fé. Por fé entende-se acreditar que dana [doação] evoca a fruição do dana, que qualquer ação que possa ser chamada boa acarreta a fruição do bem, e a ação do mal (evoca) o que é do mal; é acreditar no sofrimento do nascimento e da morte, e acreditar na impermanência e desintegração. Isto é fé. Ao adquirir a fé, a pessoa pratica os puros preceitos, protege, recita, copia e expõe [os sutras]. Ela sempre faz doações e pratica bem a Sabedoria. Se for estúpida, a pessoa encontra um mau amigo. Ela é incapaz de aprender como praticar os preceitos do corpo e a Sabedoria da mente. Ela dará ouvido aos maus ensinamentos. Ou pode acontecer de ser visitada por um mau período de tempo e nascer num mau lugar (país), e ser desenraizada das boas ações. Desenraizada da benevolência, ela sempre afunda no nascimento e na morte. Seu caso é como aquele da segunda pessoa às margens do Rio Ganges.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.

fourth kind of people.mp3

Primeiro Tipo de Pessoas

“Oh bom homem! É a mesma situação com o grande rio do nascimento e da morte, também. Estes são os sete tipos de pessoas:”

Primeiro Tipo de Pessoas

“Como eles temem os ladrões das impurezas, eles compõem seus pensamentos e desejam atravessar o grande rio do nascimento e da morte. Eles abandonam seus lares, raspam suas cabeças, e vestem robes sacerdotais. Tendo renunciado seus lares, associam-se com maus amigos, seguem seus ensinamentos, e dão ouvido às suas doutrinas, as quais estabelecem: ‘O corpo humano constitui os cinco skandhas. Os cinco skandhas nada mais são que os cinco grandes elementos. Quando uma pessoa morre, ela acaba com os cinco grandes elementos. Quando ele rompe com os cinco elementos, por que ele ainda necessita praticar o bem ou o mal? Em razão disto, deve-se saber que não pode haver retribuição cármica do bem ou do mal’. Essa pessoa é um icchantika. Ela está desenraizada do bem e do mal. Desenraizada do bem, ela afunda nas águas do nascimento e da morte e é incapaz de sair. Por quê? Em razão do grande peso das más ações, e por ela não possuir o poder da fé. Ela é como a primeira daquelas pessoas às margens do Rio Ganges.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.

first kind of people.mp3

Sete Tipos de Pessoas às Margens do Ganges

Ganges

O Ganges em Varanasi - Imagem Wikipedia

O Buda disse: “Bem falado, bem falado, oh bom homem! Ao longo do Ganges vivem sete tipos de pessoas. Eles temem os ladrões porque estão se banhando. Ou o caso pode ser como com aqueles que entram no rio para apanhar flores. A primeira pessoa afogou-se conforme entrou nas águas. A segunda pessoa afunda em meio às águas, mas vem acima e afunda novamente nas águas. Por quê? Porque seu corpo é poderoso e forte, e ela é capaz de subir. Mas, aquele que não tem aprendizado para flutuar vem acima e então afunda novamente. O terceiro (tipo) vem acima após afundar. Emergindo, ela não afunda novamente. Por que não? Em razão do seu corpo ser pesado, então ela afunda, mas como o seu poder é grande, ela vem acima. Tendo aprendido a flutuar, ela permanece acima. A quarta pessoa, ao mergulhar nas águas, vem acima novamente. Ao emergir, ela olha ao redor. Por quê? Como ela é pesada, ela afunda, mas como tem grande poder, ela vem acima; como aprendeu a flutuar, ela permanece acima; não sabendo por onde sair, ela olha ao redor. A quinta pessoa, ao entrar nas águas, afunda, e ao afundar, emerge. Ao emergir, ela olha ao redor; ao olhar ao redor, ela se vai. Por quê? Porque ela tem medo. A sexta pessoa entra nas águas, vem acima, e fica em águas rasas. Por quê? Porque ela vê os ladrões que estão próximos e [também] distantes. A sétima pessoa já está de pé na outra margem e encontra-se sobre uma grande montanha. Ela nada teme; fora do alcance dos ladrões, ela está abençoada com grande felicidade.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.

seven kinds of people on the banks of the ganges.mp3

A Árvore Bodhi

O Buda disse: “Oh bom homem! [Suponha que] exista uma estrada plana. Os seres caminham [ao longo dela], e não há nada que obstaculize o seu avanço. No meio da estrada existe uma árvore, cuja sombra é fresca. Os viajantes fazem uma parada nesse lugar com o seu palanquim e descansam. Mas, existe sempre a sombra da árvore nesse lugar, e não há diferença. A sombra não se acaba, e ninguém a leva embora. A estrada é a Via Sagrada, e a sombra a Natureza de Buda.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 36 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 4.

the bodhi tree.mp3

Sutra do Nirvana – Cap. 36 – Bodhisattva Rugido do Leão 4

“Oh bom homem! A prática do Shila [preceitos de moralidade] é para a quietude do nosso próprio corpo. A prática do Samadhi é para a quietude de nossa própria mente. A prática da Sabedoria é para a erradicação das dúvidas. Erradicar dúvidas é praticar a Via. Praticar a Via é ver a Natureza de Buda. Ver a Natureza de Buda é atingir a Iluminação Insuperável. Atingir a Iluminação Insuperável é chegar ao Insuperável Grande Nirvana. Chegar ao Grande Nirvana é apartar todos os seres do nascimento e da morte, de todas as impurezas, de todas as existências [mundanas], de todos os reinos, de todas as verdades dos seres. Cortar [esses] nascimentos e mortes, e satya [realidade, presumivelmente ‘realidade mundana’] é atingir o Eterno, Êxtase, o Eu e o Puro.”

Leia mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 36 – Sobre Bodhisattva Rugido do Leão 4.

abstract of nirvana sutra chapter 36.mp3

SUTRA DO NIRVANA CAPITULO 36

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Destaques deste Capítulo:

Por Que Praticamos. 4

A Árvore Bodhi 6

A História do Castelo de Kushinagar. 9

A História do Castelo de Kapilavastu. 11

A História do Monastério de Jetavana. 16

Não Destruam Ainda Mais o Egito

Manuel Alegre

Manuel Alegre - Image via Wikipedia

«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

STOP ABUSE !

Veja em Cristal Perfeito

Libertando-se das Amarras

Fuga do Inferno

Rugido do Leão disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Quem sofre pouco na presente vida aquilo que teria que sofrer no inferno?”

“Oh bom homem! Qualquer pessoa no mundo que pratique o corpo, o shila, a Sabedoria, e a mente, como estabelecido acima, e que veja que todas as coisas são vazias e tudo-igual, e que não veja Sabedoria, nem quem é sábio, nem ignorância, nem quem é ignorante, nem prática e nem quem pratica, essa pessoa é alguém que é sábio. Essa pessoa, de fato, pratica o corpo, o shila, a mente, e a Sabedoria. Tal pessoa realmente faz [com que] as retribuições cármicas no inferno se tornem pouco a ser sofrido nesta vida. Essa pessoa pode ter cometido o mais grave dos pecados, mas ela pensa sobre [o assunto], vê, torna-o leve, e diz: ‘O que fiz é de natureza grave. Mas, nada é melhor que boas ações. Por exemplo, 100 libras de flores sobre flores não podem, afinal, ser comparadas com um ‘ryo’ [unidade de peso ou dinheiro] de ouro verdadeiro. Pode-se bem jogar um ‘sho’ de sal dentro do Ganges, mas nenhum sabor salgado surgirá [disto] e ninguém que beba a sua água o sentirá. Um homem rico pode possuir 1.000 milhões de jóias e, todavia, ele não será preso e feito sofrer por conta disto. Ou um grande gandhahastin (elefante almiscarado) pode quebrar uma jaula de ferro, escapar e ser livre’. Assim é [também] com a pessoa que tem Sabedoria. Ela sempre pensa para si: ‘Eu tenho muito do poder do bem e pouco das más ações. Confesso e me arrependo, e acabo com a maldade. Se praticarmos a Sabedoria, o poder da Sabedoria crescerá, e o poder da ignorância diminuirá’. Pensando assim, ele aproxima-se de um Bom Mestre da Via e aprende a visão correta da vida. Se ele vê uma pessoa que protege, recita, copia e expõe os 12 tipos de sutras, ele sentirá respeito em seu pensamento e, além disso, lhe fará oferecimentos de coisas como roupas, comida, acomodações, roupas de cama, remédios, flores e incenso, e lhe louvará e respeitará. Onde quer que ele vá, ele somente enaltece o que é bom e não fala daquilo que está faltando. Ele faz oferecimentos aos Três Tesouros, respeita e acredita que o Sutra Vaipulya do Grande Nirvana e o Thatagata são Eternos e Imutáveis, e que os seres possuem a Natureza de Buda. Essa pessoa faz o que seria penosamente sofrido no inferno, algo que seja [apenas] sofrimento leve nesta vida. Oh bom homem! Por essa razão, não é o caso que todas as ações sejam determinadas e que todos os seres definitivamente tenham que sofrer retribuições cármicas.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

getaway from hell.mp3

A Prática da Sabedoria

Garuda

Garuda no Templo Wat Phra Kaeo, Bangkok - Imagem Wikipedia

“Falamos da não-prática da Sabedoria. A Sabedoria possui grande poder, como o de um Garuda [um pássaro mítico]. Ela realmente destrói as más ações e as trevas, como o faz a luz do sol. Ela erradica completamente a árvore dos skandhas, como a água, sobre a qual as coisas podem facilmente flutuar. A Sabedoria queima completamente as más visões da vida, como um grande fogo, é o manancial de todos os bons dharmas, e a semente da qual surgem os Budas e Bodhisattvas. Se alguém não vê as coisas assim, isto nada mais é que a não-prática da Sabedoria.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

practice of wisdom.mp3

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