PI e o Pé de Feijão – Episódio 5

Em ‘PI e o Pé de Feijão – Episódio 5’

Chamamo-la Lei do Carma. É inexorável no sentido que aparte das relações causais, o meio-ambiente se assim o prefere, não há nenhum ser sobre o qual falar, e há sim uma interdependência entre todos os seres através do passado, do presente e do futuro. Essa interdependência também pode ser atribuída à Lei do Carma, ou Lei da Causalidade, ou Lei da Causa e Efeito.

Só não concordo com a ideia de que o ciclo se fecha inexoravelmente. Isto ocorrerá sempre nas vidas dos mortais comuns, atados ao ciclo do nascimento e da morte pelo desejo, e que não conseguem atravessar o mar do sofrimento. Mas, podemos dizer que saímos da semente e terminamos no Nobre Caminho Óctuplo, não podemos? Aí o ciclo se abre, rompem-se as amarras da ilusão, atinge-se a outra margem, escapa-se do sofrimento e servidão do ciclo do nascimento e da morte. Esse é o ensinamento consubstanciado aqui, nesta simples história em quadrinhos protagonizada por dois simples ideogramas.

Sabe! Estou bem como um simples ideograma, PI.

Selo Comemorativo

PI e o Pé de Feijão – Episódio 4

Em ‘PI e o Pé de Feijão – Episódio 4’

(*) Então, a boa semente é resultado de uma boa relação entre a fruta e os cinco elementos. De novo o meio-ambiente? Sim, e mais os cuidados com a seleção do tempo certo para a colheita, o qual deverá estar em harmonia com os cinco elementos. Sem dúvida, essa harmonia deve ser buscada significando, então, uma ação correta. Nihi!!!

E novamente você falou bem, PI! Seleção do Tempo. Há o tempo correto para o plantio, para a irrigação, adubação, escoramento e todas as demais ações de proteção; bem como o tempo correto para a ceifa, colheita, secagem e acondicionamento. O cultivador sábio conhece esse tempo.

Também o Bodhisattva, como cultivador da Via, conhece bem o tempo. A passagem abaixo fala dessa sabedoria:

“Oh bom homem! O Bodhisattva-Mahasattva conhece bem o tempo para meditação, o tempo para a Sabedoria, e o tempo para a equanimidade; ele sabe bem o que não é oportuno. Isto é como o Bodhisattva pratica bem a Via do Bodhi.”

Sutra do Nirvana – Capítulo 38 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 6.

Na nossa analogia do cultivo da Via Sagrada, esse conhecimento do tempo é imprescindível para a Ação Correta que, neste caso, representa o Nobre Caminho Óctuplo, exultado por todos os Budas. Mais uma vez, recorro aos ditos dourados para respaldar essa afirmação:

“Oh bom homem! Como uma ilustração: um homem está viajando através do deserto e sente sede, quando ele depara com um poço. Este é muito profundo, de tal forma que ele não pode ver a água. Mas, podemos nos certificar de que existe água lá. Se a pessoa encontrar os meios de capturar a água com uma corda e um balde, a água seguramente estará lá. É o mesmo, também, com a Natureza de Buda. Todos os seres a possuem. Mas somente através da prática do imaculado Nobre Caminho Óctuplo[1] alguém poderá realmente vê-la”.

Sutra do Nirvana – Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.


[1] Nobre Caminho Óctuplo: Pensamento Correto, Fala Correta, Ação Correta, Meio de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Correta, Concentração Correta.

Selo Comemorativo

No Leito de Morte de Suddhodana

O Mestre disse:

“Eis o corpo do meu pai. Não é mais o que era. Ninguém jamais venceu a morte. Aquele que nasce deve morrer. Mostre seu zelo pelas boas ações; caminhe na trilha que conduz à sabedoria. Construa uma lâmpada da sabedoria, e a escuridão se desvanecerá espontaneamente. Não siga as más leis; não plante raízes venenosas; não adira ao mal no mundo. Como o cocheiro que, tendo deixado a estrada para (seguir) um caminho acidentado, chora com a visão de um eixo quebrado; o mesmo se passa com o tolo, que se desviou da lei, e chora quando cai nas garras da morte. O homem sábio é a tocha que dá a luz ao ignorante; ele guia a humanidade, pois ele tem olhos, e os outros são cegos.”

O corpo foi carregado para uma grande pilha funeral. O Mestre ateou-lhe fogo, e enquanto o corpo de seu pai estava sendo consumido pelas chamas, e enquanto o povo de Kapilavastu chorava e lamentava, ele repetiu essas verdades sagradas:

“Sofrimento é nascimento, sofrimento é velhice, sofrimento é doença, sofrimento é morte. Oh sede de ser levado de nascimento a nascimento! Sede pelo poder, sede pelo prazer, sede de ser, sedes que são a fonte de todo sofrimento! Oh sedes do mal, o santo não as conhece, o santo que extinguiu o seu desejo, o santo que conhece o Nobre Caminho Óctuplo.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

As Quatro Nobres Verdades

Todos os cinco prenderam a respiração para melhor ouvi-lo. Ele fez uma pausa, e então continuou:

“Oh Monges! Direi a vocês a verdade sobre o sofrimento. Sofrimento é nascimento, sofrimento é velhice, sofrimento é doença, sofrimento é morte. Vocês estão atados àquilo que odeiam: sofrimento; vocês estão apartados daquilo que amam: sofrimento; vocês não obtêm aquilo que desejam: sofrimento. Apegam-se aos corpos, às sensações, formas, imagens (impressões), percepções: sofrimento, sofrimento, sofrimento.

Oh Monges, direi a vocês a verdade sobre a origem do sofrimento. A sede pela existência leva do nascimento ao nascimento; a luxúria e o prazer se sucedem. Somente o poder pode satisfazer a luxúria. A sede pelo poder, a sede pelo prazer, a sede pela a existência; eis, oh Monges, a origem do sofrimento.

Oh Monges, Direi a vocês a verdade sobre a extinção do sofrimento. Sasciem sua sede através da aniquilação do desejo. Afastem o desejo. Renunciem o desejo. Libertem-se do desejo. Ignorem o desejo.

Oh Monges, direi a vocês a verdade sobre o caminho que conduz à extinção do sofrimento. É o caminho sagrado, o Nobre Caminho Óctuplo: fé correta, intenção correta, fala correta, ação correta, vida (conduta) correta, esforço correto, pensamento correto, meditação correta.

Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre o sofrimento; ninguém antes de mim a havia descoberto; meus olhos abriram, e o sofrimento foi revelado para mim. Eu compreendi a verdade sobre o sofrimento; vocês, oh Monges, devem agora compreendê-la. Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre a origem do sofrimento; ninguém antes de mim a havia descoberto; meus olhos abriram, e a origem do sofrimento foi revelada para mim. Eu compreendi a verdade sobre a origem do sofrimento; vocês, oh Monges, devem agora compreendê-la. Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre a extinção do sofrimento; ninguém antes de mim a havia descoberto; meus olhos abriram, e a extinção do sofrimento foi revelada para mim. Eu compreendi a verdade sobre a extinção do sofrimento; vocês, oh Monges, devem agora compreendê-la. Oh Monges, (agora) vocês sabem a verdade sagrada sobre o caminho que conduz à extinção do sofrimento; ninguém antes de mim o havia descoberto; meus olhos abriram, e o caminho que conduz à extinção do sofrimento foi revelado para mim. Eu compreendi a verdade sobre o caminho que conduz à extinção do sofrimento; vocês devem agora compreendê-lo, oh Monges.”

Os cinco discípulos ouviram com enlevo as palavras do Bem-Aventurado. E Ele falou novamente:

“Oh Monges, enquanto eu não tive um completo entendimento dessas Quatro Nobres Verdades, eu sabia que, nem nesse mundo e nem no mundo dos Deuses, nem no mundo de Mara e nem no mundo de Brahma, em meio a todos os seres, humanos, Deuses, eremitas ou brâmanes, eu não havia atingido o supremo estado de Buda. Mas, oh Monges, agora que tenho uma completa compreensão dessas Quatro Nobres Verdades, Eu sei que tanto neste mundo como no mundo dos Deuses, tanto no mundo de Mara como no mundo de Brahma, em meio a todos os seres, humanos, Deuses, eremitas ou brâmanes, Eu atingi o supremo estado de Buda. Estou liberto para sempre: para mim não haverá novo nascimento.”

Assim falou o Bem-Aventurado, e os cinco Monges alegremente aclamaram-no e glorificaram-no.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Nas Primeiras Palavras, o Caminho Médio

E os cinco monges ouviram enquanto ele falava.

“Há dois extremos a serem evitados por quem deva levar uma vida governada pela inteligência. Alguns devotam-se ao prazer; suas vidas são um ciclo constante de dissipações; buscam apenas a satisfação de seus sentidos. Tais seres são desprezíveis; sua conduta é ignóbil e fútil; é indigna de quem houvesse adquirido inteligência. Outros devotam-se à auto-mortificação; eles privam-se de todas as coisas; sua conduta é sombria e fútil; é indigna de quem houvesse adquirido inteligência. Desses dois extremos, oh monges, o Realizado permanece distante. Ele descobriu o caminho do meio, o caminho que abre os olhos e abre a mente, o caminho que conduz à quietude, à sabedoria, ao Nirvana. Esse caminho sagrado, oh monges, tem oito variantes: fé correta, intenção correta, fala correta, ação correta, vida correta, esforço correto, pensamento correto, meditação correta. Este, oh monges, é o Caminho Médio (o Nobre Caminho Óctuplo), o caminho que Eu, o Realizado, descobri; o caminho que conduz à quietude, à sabedoria, ao Nirvana.”

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

Os Dois Lados e o Intermédio

O Brahmacarin (chamado Kasaya) disse: “Se esse corpo carnal está baseado nas impurezas e no carma, podemos extirpar as impurezas e o carma?”

O Buda disse: “É assim, é assim!”

O Brahmacarin ainda disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Por favor, seja gentil o bastante para analisar e expor a mim, tal que eu possa realmente ouvir e imediatamente cortar as amarras.”

O Buda disse: “Oh bom homem! Se uma pessoa vem a saber que os dois lados e o intermédio são desimpedidos [desobstruídos], essa pessoa de fato aparta-se das impurezas e do carma.”

“Oh Honrado pelo Mundo! Agora sei e adquiri o Olho-do-Dharma correto.”

O Buda disse: “De que maneira você sabe?”

“Oh Honrado pelo Mundo! Os dois lados são ‘forma material’ e ‘emancipação da forma material’, e o intermédio é o ‘Nobre Caminho Óctuplo’. Assim também se dá com o sentimento, percepção, volição, e consciência.”

O Buda disse: “Bem falado, bem falado, oh bom homem! Agora você veio a saber dos dois lados e cortar as impurezas e o carma.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 46 – Sobre o Bodhisattva Kaundinya 2.

the two Sides and the in-between.mp3

Meditar Sobre o Sofrimento

“Oh bom homem! Uma pessoa sábia medita profundamente sobre os oito sofrimentos, e em seguida sobre a causa do sofrimento. A causa do sofrimento é a ignorância do desejo, que é constituído de duas coisas: 1) busca do que é (prazer) corporal, e 2) busca da riqueza. A busca do que é corporal e a busca da riqueza, ambos são fontes de sofrimento. Assim, deve-se saber que a ignorância do desejo é a causa do sofrimento.

Oh bom homem! Há dois tipos dessa ignorância do desejo, a saber: 1) interna, e 2) externa. Aquela que é interna realmente molda o carma, enquanto aquela que é externa aumenta-o. Também, aquela que é interna de fato molda o carma, e aquela que é externa molda o resultado cármico. Ao acabar-se com o desejo interno, pode-se de fato acabar com o carma. Se o desejo externo é cortado, o fruto cármico se vai. O desejo interno molda o sofrimento do mundo que está por vir, enquanto o desejo externo evoca o sofrimento da vida presente. O sábio medita sobre a causa do sofrimento, que é o desejo. Tendo meditado sobre a causa, ele assim o faz sobre o resultado cármico. O resultado cármico do sofrimento é ‘apego’ [‘upadana’ – apego à existência]. O resultado do desejo é apego. O resultado cármico do desejo é apego. A relação causal desse apego, que é desejo interno e externo, evoca o sofrimento do desejo.

Oh bom homem! O sábio deve meditar e pensar que o desejo está causalmente relacionado ao apego, e o apego está causalmente relacionado ao desejo. Se uma pessoa extirpa realmente esse par, desejo e apego, não haverá mais ação cármica; esse alguém não mais sofrerá de qualquer tipo de aflição (preocupação). Portanto, o sábio deve praticar bem o Nobre Caminho Óctuplo e acabar com todos os sofrimentos.

Oh bom homem! Se qualquer pessoa medita assim, isto é ação pura. Isto é onde dizemos que os seres possuem um remédio todo-maravilhoso em seus corpos carnais envenenados, e que nos Himalayas, em meio às gramas venenosas, há uma erva medicinal toda-maravilhosa.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

meditate on suffering.mp3

Meditar sobre o Desejo

“Também, além disso, oh bom homem! Alguém que seja sábio medita sobre o desejo. Desejo é cor, som, fragrância, sabor e toque. Oh bom homem! Assim o Tathagata fala do resultado (efeito) no estágio de causa. A partir dessas cinco coisas, o desejo sobe à cabeça. E (essas coisas) não são desejo, (são a sua causa).

Oh bom homem! Uma pessoa que é ignorante procura avidamente compartilhar delas. Nessas formas materiais, a pessoa adquire uma imagem invertida. E essa aquisição de uma imagem invertida se estende até o ‘toque’. E da relação causal da inversão, surge o sentimento. Esse é o porquê Eu digo que dessa imagem invertida o mundo adquire as dez imagens.

Da relação causal do desejo, se colhe más conseqüências cármicas no mundo. A maldade é dirigida aos pais, Shramanas, e Brâmanes. Faz-se o que não se deveria fazer, e se faz isso deliberadamente, da cabeça aos pés. Assim, uma pessoa que seja sábia percebe o fato de que essa relação causal do mal evoca uma mente ambiciosa. Tendo percebido a causa do mal, a pessoa sábia medita primeiro sobre a causa da cobiça e então pensa sobre os resultados cármicos. Quando há muito desejo, lá surgirão muitos maus resultados, tais como [os reinos do] inferno, espíritos famintos, animais, humanos e celestiais. Isto é o que chamamos de percepção dos maus resultados.

Se alguém for capaz de acabar com a má imagem, nenhum pensamento de cobiça surgirá. Quando não há uma mente ambiciosa, não surge qualquer mau sentimento. Sem um mau sentimento, não pode haver qualquer mau resultado. Esse é o porquê Eu acabo primeiro com a má imagem. Uma vez que se acaba com a imagem do mal, coisas como essas morrem naturalmente. Por isso, a pessoa sábia pratica o Nobre Caminho Óctuplo, no sentido de acabar com a má imagem. Isto é o que chamamos de ‘ação pura’. Este é o porquê dizemos que no corpo envenenado de um ser, há um remédio todo-maravilhoso, como no caso dos Himalayas, onde embora haja gramas venenosas, há um remédio todo-maravilhoso, também.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

meditate on desire.mp3

Meditar Sobre a Causa da Imagem

“Como todas as inumeráveis imagens surgem? Sabe-se que elas surgem do contato. E esse contato é de dois tipos, a saber: 1) contato pelas impurezas, e 2) contato pela Emancipação. Se a imagem surge da ignorância, chamamos isto de ‘contato pela impureza’. O que surge do ‘brilho’ é chamado ‘contato pela Emancipação’. O contato da ignorância evoca uma imagem invertida, e aquele da Emancipação evoca uma imagem não-invertida. Quando alguém tem meditado sobre a causa da imagem, em seguida medita sobre o resultado cármico.”

O Bodhisattva Kashyapa disse ao Buda: “A imagem invertida surge da imagem da impureza. Todas as pessoas sagradas, para dizer a verdade, possuem imagens invertidas e, no entanto, não possuem impurezas. Como faço para compreender isto?”

O Buda disse: “Oh bom homem! De que maneira uma pessoa sagrada possui uma imagem invertida?”

O Bodhisattva Kashyapa disse: “Oh Honrado pelo Mundo! Todos os sagrados, ao verem uma vaca, adquirem a imagem de uma vaca e dizem que isto é uma vaca. Ao ver um cavalo, adquirem a imagem de um cavalo e dizem que isto é um cavalo. O mesmo se aplica ao homem, mulher, grande e pequeno, casa, veículo, ir e vir. Isto é uma inversão.”

“Oh bom homem! Todos os seres possuem dois tipos de imagens, a saber: 1) a imagem circulante (conceitual) no mundo, e 2) a imagem do apego. Todas as pessoas sagradas têm apenas a imagem circulante no mundo, mas não qualquer imagem do apego. Todos os seres adquirem a imagem do apego por causa da meditação através de maus sentidos. Todas as pessoas sagradas não adquirem a imagem do apego, em razão do [seu] despertar para o bem. Portanto, todos os mortais comuns são classificados como de (imagens) invertidas, enquanto as pessoas sagradas não são classificadas assim, embora as conheçam.

Tendo meditado sobre a causa da imagem, uma pessoa que seja sábia medita em seguida sobre os resultados cármicos. Sofre-se esses resultados cármicos das más imagens nos reinos do inferno, dos espíritos famintos, dos animais, e dos humanos e celestiais. Como Eu acabei com a imagem do despertar do mal, Eu cortei a ignorância e o contato. Assim a imagem se foi. Quando se acaba com a imagem, a pessoa também remove as conseqüências cármicas. Para cortar a causa da imagem, a pessoa sábia pratica o Nobre Caminho Óctuplo. Oh bom homem! Qualquer pessoa que medita assim é chamada de alguém que pratica ações puras.

Oh bom homem! Assim Eu digo: ‘No corpo envenenado do ser há um remédio todo-maravilhoso. Embora nos Himalayas exista [um tipo de] grama venenosa, há [também] um remédio todo-maravilhoso’.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 44 – Sobre o Bodhisattva Kashyapa 5.

meditate on the cause of the image.mp3


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Sétimo Tipo de Pessoas

Beyond all coming and going of phenomena: the ...

Tathagata: aquele que está para além de todas as idas e vindas dos fenômenos. Image via Wikipedia

“A sétima pessoa aspira atravessar o grande rio do nascimento e da morte. Mas, sem bem acumulado até aqui, ela afunda em meio às águas. Encontrando-se com um Bom Mestre da Via, ela adquire fé. Este ganho de fé é o que chamamos ‘vir à tona’. Devido à fé, ela protege, recita, copia e expõe os 12 tipos de sutras, e para o benefício dos seres, ela fala extensivamente deles. Ela sente prazer na doação e pratica a Sabedoria. Nascida com a mente aguçada, ela persevera firmemente na fé e na Sabedoria, e não retroage na mente. Como ela não retroage, ela avança. Ao avançar, ela encontra a outra margem. Tendo conquistado as alturas de uma grande montanha, ela agora está apartada do medo e é abençoada com a mais pura paz. Oh bom homem! (Estar no topo da) grande montanha na outra margem pode ser comparado ao Tathagata, paz à Eternidade do Buda, e a grande e alta montanha é o Grande Nirvana.

Oh bom homem! Todas essas pessoas às margens do Rio Ganges possuem mãos e pés, mas elas são difíceis de salvar. É o mesmo com todos os seres, também. Os Três Tesouros do Buda, Dharma e Sangha realmente existem, e o Tathagata sempre expõe o essencial de todas as leis [Dharma]. Há o Nobre Caminho Óctuplo e o Mahaparinirvana. Todos os seres podem obter tudo isso. Isto (Nirvana) não é o que surge de mim, ou daqueles nobres caminhos, ou dos seres. Saiba que todas essas coisas retornam às impurezas. Por essa razão, todos os seres não podem alcançar o Nirvana.”

Leia Mais no Sutra do Nirvana, Capítulo 39 – Sobre o Bodhisattva Rugido do Leão 7.

seventh kind of people.mp3

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