Verdadeira Vacuidade e Existência Maravilhosa

Sutra:

“Subhuti, o dharma obtido pelo Tathagata é nem verdadeiro e nem falso.”

“Subhuti, um Bodhisattva cujo coração reside (persiste) nos dharmas quando ele pratica a doação (quando os concede) é como um homem que entra na escuridão, que não pode ver uma coisa. Um Bodhisattva cujo coração não reside nos dharmas quando ele doa é como um homem com olhos na luz do sol, que pode ver todos os tipos de forma.”

“Subhuti, no futuro, se um bom homem, ou uma boa mulher, puder receber, ostentar, ler e recitar esse sutra, então o Tathagata, através de toda a Sabedoria-Búdica, conhecerá e verá completamente aquela pessoa. Aquela pessoa alcançará ilimitado e incomensurável mérito e virtude.”

Comentário:

O dharma real que o Tathagata obteve é verdadeiro, sabedoria real, nem verdadeiro nem falso. O dharma é Verdadeira Vacuidade, destituído de substância existente real. Nem falso significa que embora o dharma não possua substância, dentro da verdadeira vacuidade está contida a Existência Maravilhosa da Marca Real. Como o dharma é existência maravilhosa, também é dito não ser vazio. A verdadeira vacuidade não obstrui a existência maravilhosa, a existência maravilhosa não obstrui a verdadeira vacuidade. Assim, o dharma é nem verdadeiro nem falso.

Isso significa que não há apego às marcas. O abandono do apego às marcas é o princípio da Verdadeira Vacuidade e Existência Maravilhosa.

Sutra Diamante – Capítulo 14 – Extinção Tranquila Isenta de Marcas.

Original

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