O Relicário do Tathagata

Você deve fazer oferecimentos onde quer que esse sutra seja encontrado. Você deve saber que tal lugar é uma Stupa (Torre). É um lugar onde o Verdadeiro Corpo do Tathagata reside, a Relíquia (Sarira) do Tathagata.

Todos devem respeitosamente curvar-se e circundar. Circundação refere-se a circular pela direita em torno do Buda enquanto se recita o Mantra do Bodhisattva da Grande Compaixão (‘Namu Avalokitesvara Bodhisattva’ – sânscrito, ‘Namu Guanshiyin Bossatsu’ – chinês, ‘Namu Kanzeon Bossatsu’ – japonês, ‘Namu Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo’ – português) ou se recita o Nome do Buda. E todos os tipos de incenso e flores devem ser espalhados como oferecimentos.

Sutra Diamante – Capítulo 15 – O Mérito e a Virtude da Ostentação do Sutra.

Original

O Sutra Diamante – Vajra Prajna Paramita

Comentário do Venerável Mestre Hsüan Hua:

O ensino do Buda Shakyamuni, tomado como um todo, divide-se em Cinco Períodos e Oito Ensinamentos. O Sutra Diamante – Vajra Prajna Paramita – pertence ao quarto período, ou ao período prajna, e entre os quatro primeiros ensinamentos, ele é o terceiro, o ensinamento específico.

O Grande Sutra Prajna que contém o que o Buda disse sobre prajna, compreende cerca de 600 volumes dos quais o Sutra Vajra (ou Sutra Diamante) é apenas um. O Prajna é importante, como pode ser visto pelo fato de que o Buda, tendo pregado prajna por um total vinte anos, declarou que os Sutras Prajna seriam disseminados por toda a terra.

O Mestre Tripitaka Hsüan Tsang, cumprindo parcialmente aquela previsão, traduziu o Grande Sutra Prajna do Sânscrito para o Chinês na Dinastia Tang, no Monastério Ta Hsing Shan, com a ajuda de mais de mil monges e mais de dois mil leigos. Ta Hsing Shan não era um lugar pequeno. Dos aposentos do Abade até o portão frontal havia uma distância de cerca de três milhas, e o monge encarregado da abertura e fechamento do portão frontal normalmente montava um cavalo para cobrir aquela distância num período de tempo razoável. Sendo tão grande, o monastério acomodou facilmente as três ou quatro mil pessoas envolvidas no trabalho de tradução.

Durante o ano em que o Grande Sutra Prajna foi traduzido, os pessegueiros floresceram seis vezes. Aquela ocorrência auspiciosa testificou a importância do Sutra Prajna. É também amplamente sabido que os espíritos das flores, relvas e árvores vieram todos para proteger a grande assembleia do Dharma Maravilhoso.

A preleção de abertura do Sutra Diamante marca o início de outra assembleia do prajna na América. Os eventos que levaram à essa assembleia começaram em 1968, quando um grupo de estudantes ansiosos de Seatle veio à Convenção Budista (Buddhist Lecture Hall) em São Francisco para participar da primeira sessão oficial de meditação de sete-dias realizada na América, diariamente das seis da manhã até as nove da noite, e embora os participantes a tenham considerado muito rigorosa, esta foi realmente muito oportuna. Sessões autênticas de dhyana começam às 3:00 da manhã e vão direto até meia-noite.

Naquela ocasião, aquelas pessoas causaram uma boa impressão em mim e estava claro que eles poderiam trabalhar dentro da disciplina do Buddhadharma. Durante aquela sessão solicitaram a explanação do Sutra Surangama. Diz-se:

Dharma não surge sozinho.

Com base nas condições ele nasce.

A Via não é praticada em vão.

Reunidas as condições, há uma resposta.

Eu atendi à sua solicitação, e durante o verão de 1968 o Sutra Surangama foi prelecionado em sua totalidade. E foi seguido pelo Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa.

Eu vim para a América para criar Grandes Mestres, futuros Patriarcas, Bodhisattvas e Budas. Após ouvirem o Sutra Surangama, vários Americanos desejaram deixar a vida familiar para, sob meus cuidados, ampliar a sua compreensão do Buddhadharma, e para o benefício de todos os outros frutos da Via que lhes seguirão, estou prelecionando o Sutra Flor do Dharma.

No aniversário do dia em que o Bodhisattva Avalokitesvara deixou a vida familiar, várias pessoas solicitaram uma explanação do Sutra Diamante. Eu condescendi e comecei a pregar o sutra em adição às preleções sobre o Sutra Flor do Dharma.

A explanação do Sutra Diamante será simplificada por omissão da discussão usual dos Sete Tipos de Títulos de Sutras e os Cinco Profundos Significados. Apenas abramos a porta e olhemos para a montanha.

O trabalho se divide em três seções:

1.      Explanação Geral do Título;

2.      O Tradutor

3.      Explanação detalhada do texto.

Original

Lhasa

Atualmente, os visitantes podem adentrar o Tibet a partir da China, Hong Kong ou do Nepal, se tiverem um visto da China. Embora as autoridades chinesas mantenham “fechadas” certas áreas, a maior parte do país é visitável. Na cidade santa de Lhasa, o Palácio Potala do Dalai Lama, assim como muitos monastérios tibetanos, atualmente é um museu estatal. Ao contrário dos inúmeros santuários e monastérios destruídos durante a “Revolução Cultural”, tanto a estrutura como os interiores de Potala estão preservados. Símbolo da proteção de Avalokitesvara e da maior comunidade Budista Tibetana, as torres de Potala são ainda as mais imponentes de Lhasa, e encerram incontáveis tesouros do século 17, incluindo murais, pinturas, mandalas, altares, e a famosa estátua de Padmapani feita de sândalo.

Monastério de Jokhang
O Teto do Palácio de Potala
Imagem obtida de presscluboftibet.org

O monastério de Jokhang, a sudeste de Potala, é o mais sagrado de todos os locais Tibetanos de peregrinações. Tendo sobrevivido às barbaridades da “Revolução Cultural”, Jokhang conserva seus famosos telhados dourados, e as “Quatro Deidades da Luz Radiante” ainda podem ser vistas no seu santuário. Jokhang permanece um monastério ativo; mas pode ser visitado, assim como outros lugares sagrados, como se fosse um “museu”.

Palácio de Potala
O Monastério de Jokhang
Imagem obtida de Wikipedia, a enciclopédia livre.

Angkor Wat e Angkor Thom

Angkor Wat e Angkor Thom

Após um horrendo período de guerras, os complexos dos templos Hindu de Angkor Wat e do templo Budista de Angkor Thom tornaram-se acessíveis novamente. Angkor Thom foi uma criação do Khmer “rei-deus” Jayavarman VII (1181-1219), que se converteu ao Mahayana após a destruição de Angkor pelo Cham (vietnamita) durante o reinado do seu pai. O Budismo de Jayavarman parece ter sido uma versão revisada do Brahmanismo que os reis anteriores a ele utilizaram para deificar as suas próprias pessoas. A deidade central na religião de Jayavarman era Lokeshvara (Avolokitesvara), “Senhor do Universo”, e reconstruindo Angkor Thom numa escala estupendamente grande, o rei criou uma cidade “Budista” como um monumento a Lokeshvara, que foi também uma forma de auto-veneração de Jayavarman. Essa convergência entre o rei e a deidade está ainda visível nas máscaras de Jayavarman, entalhadas nas quatro faces das torres do templo de Bayon de Angkor Thorn.

Angkor Wat
Templo de Angkor Wat

Como em Borobudur e muitos outros templos do sudeste asiático, Angkor Thom ficou conceituado como um modelo do universo Budista. No centro de um imenso complexo de santuários, o grande templo Bayon, com seu aglomerado de cinco torres, a maior das quais representando o Monte Merú, é o eixo cósmico do local. O conjunto de Angkor foi protegido por um poço de 90 metros de água e entrecortado por um engenhoso sistema de canais: a água simbolizando o oceano cósmico, os quatro rios sagrados do mundo e – não menos importante – atuando como um sistema de irrigação. Boa parte do poder de Angkor Thom emana de uma profusão da iconografia híbrida Hindu-Budista, esculpida num estilo selvagem e doce nos portões e terraços do templo da montanha de Jayavarman. O retrato do rei-deus olhando através do seu domínio despedaçado reúne o sinistro e o patético.

Angkor Thom
A face do Bodhisattva Avalokitesvara em Angkor Thom

Imagens obitdas de Deuce Mania

Há um vídeo fantástico sobre Angkor Wat em Religione 2.0. Vale a pena!!!

As Águas do Vasto Oceano

Os meios hábeis do Buda são como um profundo e vasto oceano.

Lá desaguam as correntezas do sofrimento,
as correntezas do desejo,
as correntezas da violência,
as correntezas da ira,
as correntezas do delírio de uma paz e alegria ilusórias.

Lá nas suas profundezas, em meio ao lodo,
germina a pérola do Grande Veículo,
o imenso tronco de sândalo da Grande Árvore Bodhi.

Para aqueles de pouca sabedoria,
são águas tormentosas de Samsara.
Mas, para aqueles instruídos no Lótus da Lei Maravilhosa,
são águas que lhes permitirão se conduzirem à outra margem.

São as mesmas águas, e possuem um mesmo sabor.
Para singrá-las, os sábios declamarão louvores ao Provedor da Coragem:

Namu Avalokitesvara Bodhisattva!
Namu Guanshiyin Bossatsu!
Namu Kanzeon Bossatsu!
Homenagem ao Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo!
Namu Myoho Rengue Kyo!

Marcos Ubirajara, em 22/04/2008, às 23:00 hs.

Leitura Recomendada: CAP. 25: O Portal Universal do Bodhisattva Guanshiyin.

As Águas do Vasto Oceano
Foto de Dôra. Local: sítio da Dôra em 20/04/2008.

Ajanta (Maharashtra)

Ajanta (Maharashtra)

A natureza rústica em forma de ravina em elevação, perfurada com mais de vinte cavernas-templo budistas, torna este um dos mais espectaculares lugares da Índia. Muitos estilos de arte sacra do início da era medieval, desde os salões monásticos elaboradamente entalhados, até as esculturas e paredes pintadas, estão aqui representados, e em meio a essas proeminentes glórias de Ajanta estão os murais pintados em púrpuros vermelhos, azuis e verdes. Rara na tradição Budista Indiana, a pintura, no mais alto estilo Gupta, nos fornece uma visão da generosidade do Mahayana: uma mistura de formas humanas, divinas e naturais numa transcendência entre o mundano e o elevado.

Mais sublime na graça, compaixão e serenidade é a incomparável figura de Padmapani, o lotus incorporando o aspecto do bodhisattva Avalokitesvara (da caverna 1). Cenas de narrativas em Jataka adornam as paredes de vários outros mosteiros no complexo.

Ajanta
As Cavernas de Ajanta.

Fonte da Imagem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Dança de Guanshiyin, o Provedor da Coragem

Tai Lihua, diretora de arte da Companhia para Desenvolvimento Artístico de Pessoas Portadoras de Deficiências Físicas da China, dirigiu 20 dançarinas(os) surdas(os) na representação do “Bodhisattva das Mil Mãos, Avalokitesvara (sânscrito)”, ou Bodhisattva Guanshiyin (chinês), ou Contemplador dos Sons do Mundo (português), também conhecido como o Bodhisattva da Compaixão, o nome em tibetano desse Bodhisattva é Chenrezig, e seu mantra: Om Mani Padme Hung (*). Foi publicado no YouTube por asiapacificarts em 03 de dezembro de 2007.

Sobre essa divindade, não deixe de ler o CAP. 25: O Portal Universal do Bodhisattva Guanshiyin, onde são revelados os muitos poderes desse Bodhisattva para o benefício de todos os seres.

(*) Colaborou Emer do blog Samsara.

Compaixão: A Chave do Portal Universal do Grande Veículo

O Buda disse ao Bodhisattva Intenção Inesgotável: “Bom homem, se qualquer um dos incontáveis centenas de milhares de miríades de kotis de seres viventes que estão sujeitos a todos os tipos de sofrimento ouvir falar do Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo e recitar o seu nome[1] com pensamento único, o Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo ouvirá imediatamente suas vozes e os salvará”.

 


[1] Diversas são as formas de invocar o seu nome: “Namu Avalokitesvara Bodhisattva” (sânscrito), “Namu Guanshiyin Bossatsu” (chinês), “Namu Kanzeon Bossatsu” (japonês), “Homenagem ao Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo” (português); uma vez que este Bodhisattva possui o Samadhi da compreensão dos sons emitidos por todos os seres viventes. Uma outra forma de invocá-lo é através do nome do Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa, o qual lhe concedeu os poderes aqui descritos. Esse Bodhisattva é considerado como a função da Compaixão do Buda. No Capítulo 10 – Os Mestres da Lei, o Buda admoesta o Bodhisattva Rei da Medicina sobre os quesitos para aqueles que queiram expor o Sutra de Lótus após a sua extinção: “Este bom homem ou boa mulher deverá entrar no quarto do Tathagata, vestir os robes do Tathagata, sentar no trono do Tathagata, e somente então expor este Sutra em prol da Assembléia dos Quatro Tipos de Crentes. O ‘Quarto do Tathagata’ é o sentimento de grande compaixão para com todos os seres viventes”. Portanto, a compaixão é a primeira condição para o acesso a esse Portal e é representada por este Bodhisattva Contemplador dos Sons do Mundo.

Extraído do CAP. 25: O Portal Universal do Bodhisattva Guanshiyin

O Portal Universal do Grande Veículo

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