O sétimo túnel, da erudição, e o oitavo, da absorção, são como se fossem um, não há um intermédio entre eles, e representam o primeiro dos Três Veículos. Para os iluminados eles são uma linha reta, mas para os arrogantes ensimesmados são como um labirinto. Esse estado, ao mesmo tempo em que rechaça todo e… Continuar lendo O Duplo Mágico
O Sétimo Túnel
Ao sair do sexto túnel[1], ORROZ encontrou uma grande tempestade: ventos, neve, folhas mortas, árvores caídas, seres desabrigados, gritos de socorro, deslizamentos, uma fúria. Caminhou alguns metros e pensou em voltar, desistir de sua caminhada de volta. Cansado, sentou sob uma árvore frondosa que resistia aos ventos como se os mesmos não lhe tocassem. Mais… Continuar lendo O Sétimo Túnel
A Trilha à Direita
A trilha à direita é pantanosa, repleta de poços de areia movediça, sendo que o maior deles tem até um nome: GLOBE. Seu nome vem do som que se ouve da eclosão das bolhas ao tragar as suas vítimas: globe, globe, globe! El Diablo’ resmungava: “Tenho que chafurdar[1] nessa lama para seguir aquele ingrato!”. Mal… Continuar lendo A Trilha à Direita
O Efeito Túnel
Tunelamento é um efeito quântico que, quando compreendido, permitiu um grande avanço na física atômica e nuclear, ou física das partículas elementares. Trata-se de uma probabilidade que há de uma partícula elementar transpassar uma barreira potencial maior do que a sua energia total valendo-se da sua dualidade partícula-onda[1]. Do ponto de vista clássico isso seria… Continuar lendo O Efeito Túnel
Os Túneis para o Céu
Aquela trilha à esquerda, a mais escarpada, tinha seus segredos, que ORROZ foi descobrindo aos poucos. Eram túneis que conduziam montanha acima, encontrados nas rochas por antepassados que por ali seguiram. Protegiam-lhe dos perigos das encostas, das avalanches e deslizamentos, do vento frio e cortante daquelas altitudes e, acima de tudo, poupavam-lhe da dependência de… Continuar lendo Os Túneis para o Céu
O Cenário
A lenda de ZORRO, para quem a conheceu, nos remete para uma era pré-Eisenstein, quase pré-história da assim chamada sétima arte, o cinema. Fantasticamente, aquela era persiste naquele país distante que fica a oeste daqui, que se chama “Ingratidão”, e sobre cuja história recente se desenvolve a lenda de ORROZ. Explicaremos por quê: Naquela era… Continuar lendo O Cenário
A Hipótese da Dualidade
O mundo bruto, fenomenológico, é dual por natureza e, também por necessidade, tudo tem o seu oposto. Apenas para exemplificar: certo-errado, feio-bonito, alto-baixo, positivo-negativo, branco-preto, partícula-anti-partícula, elétron-pósitron, sinônimo-antônimo, e uma infinidade de outros pares que existem apenas para explicar uns aos outros, e ninguém desconfia de nada. Seguindo a lógica existencial da dualidade de todos… Continuar lendo A Hipótese da Dualidade
Réquiem
Meus filhos, na minha tradução, essa canção chama-se “Eu e Minha Vida”. Deve ser tocada bem alto em meu réquiem, deixada ao vento, partir. Neither One Of Us Nenhum de Nós It’s sad to think, we’re not gonna make it And it’s gotten to the point where we just can fake itFor some unGodly reason… Continuar lendo Réquiem
As Fases da Sombra
Quando o sol se encontra no zênite, ou no nadir, ou quando se oculta atrás das nuvens de Samsara[1], diz-se entre os humanos que a sombra se foi. “Isto (a vida mundana) é como o frescor que reina quando as nuvens aparecem no céu. Todos os seres amam e choram. Todos se debatem nas águas… Continuar lendo As Fases da Sombra
O Corpo e a Sombra
Mas, lá atrás, inconformado com o abandono, ‘El Diablo’ rosnava: ‘Ele não pode me abandonar assim, depois de tantos anos. Dei-lhe montaria, fui os seus passos em longas caminhadas pelos campos daquele país, fui o mentor de muitos dos seus atos mais midiáticos, dei-lhe poder. Não pode me deixar assim’. E resolveu seguir o seu… Continuar lendo O Corpo e a Sombra
