Quando ORROZ tomou a trilha à sua esquerda, aquela mais escarpada, sentiu uma estranha sensação de leveza. Mas, não era em seu pesar. Era como se milhares, milhões de pequenos seres passassem a impeli-lo e a suportá-lo em seu pisar. De fato, sentia uma espécie de formigamento em todo seu corpo, uma imagem daqueles pequenos… Continuar lendo A Trilha à Esquerda
A Imagem do Alazão
Então, diante do Tribunal da Equanimidade, depois de muito meditar, ORROZ decidiu se pronunciar, dizendo: “Quero voltar. Deixei uma família humilde para trás e quero cuidar deles. Lá, todos sabem que eu não sou uma má pessoa, e conhecem as minhas verdadeiras intenções. Quero voltar!”, exclamou. Ao que uma voz terna lhe respondeu: “Oh, ORROZ,… Continuar lendo A Imagem do Alazão
Em Tempos de Carnaval
“Naquela ocasião, ORROZ, ocorreu o primeiro fato relevante para a remoção do entulho autoritário que você deixou às suas costas. Por que dizemos entulho? Porque é produto da desconstrução, da demolição de uma teia de intrigas já qualificada aqui como uma farsa. Aquela montanha atrás de si, ORROZ, e que lhe protegeu após dobrar o… Continuar lendo Em Tempos de Carnaval
De Volta ao Caminho Médio
Estarrecido, ORROZ ensaiou reação: “Então, de acordo com este Tribunal da Equanimidade, o que praticamos lá atrás é iniquidade? Não há um caminho?” Ao que vozes em uníssono responderam: “Sim, ORROZ! O que praticam é iniquidade. Quanto ao caminho, recomenda-se a compaixão. O que isto significa no seu caso? Oh, filho da cobiça, não sabe… Continuar lendo De Volta ao Caminho Médio
A Farsa Desnudada
“ORROZ, o Caminho Médio, ou estado imperturbável que deveria ser contemplado pela justiça, só se altera quando aparece aquele termo anarmônico[1] que caracteriza os fenômenos, e que lhes confere propriedades físicas no mundo da matéria e forças. Podemos dar muitos nomes para essa anarmonia, a saber: quebra de simetria, impureza, imperfeição, iniquidade, discordância, finitude, tempo,… Continuar lendo A Farsa Desnudada
O Dharma da Equanimidade
Agora, mais calmo, ORROZ perguntou: “Vocês agem como pais extremamente rigorosos para comigo. Por que eu? Há tantos outros sobre os quais nem cabe falar, pois aqui estou só. Por que eu?” Ao que uma voz profunda ecoou no Tribunal da Equanimidade: “Porque foi esse Dharma da Equanimidade[1] que o criou, ORROZ, e que o… Continuar lendo O Dharma da Equanimidade
O Outro Lado
Quando ORROZ dobrou o cabo das tormentas, e se voltou para leste, aqueles que estavam atentos naquele país a oeste puderam ver o que estava por trás. E pela primeira vez, desde a sua inesperada aparição, via-se claramente que ORROZ era uma pessoa comum, quando visto por detrás. Percebia-se no detalhe um ser cabisbaixo seguido por… Continuar lendo O Outro Lado
A Cidadela
“ORROZ, está para prescrever o crime que foi cometido antes, e que inspirou o já transitado em julgado. Se isto acontecer, ORROZ, o que será de ti? Oh ORROZ, não se escapa daquela cidadela. É um lugar sem sê-lo, é onde se promiscuem os rebaixados do mundo com suas visões distorcidas, é onde se comprimem… Continuar lendo A Cidadela
O Cabo das Tormentas
ORROZ voltou a atormentar-se com a ideia da equanimidade, a qual aniquila poderes, dissolve circunstâncias, exproba as vicissitudes dessa vida mundana. Pensou em não ir mais ao tribunal, chegando a declarar ‘chegada a hora de sair’. Mas, se o fizesse com o sentido da missão cumprida, pecaria pela omissão e iniquidade. Se o fizesse pela… Continuar lendo O Cabo das Tormentas
Sobre a Boa Lei
ORROZ! Percebemos seu incômodo quando utilizamos a palavra tergiversação. Oh, ORROZ! Aqui, neste Tribunal da Equanimidade, falamos da Boa Lei. O que é tergiversar a Boa Lei? É arrancar o seu fim (que é a justiça) e colocá-lo como meio (um instrumento de poder); é pegar o seu princípio (de moralidade e correção) e colocá-lo… Continuar lendo Sobre a Boa Lei
