Nagarjuna como Médico Ayurvedic

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

De acordo com Frank John Ninivaggi, Nagarjuna era também um praticante do Ayurveda, ou a Medicina Ayurvedic Tradicional Indiana. Descritas pela primeira vez no Tratado Médico em Sânscrito intitulado Sushruta Samhita (do qual ele foi o compilador da redação), muitas dessas conceituações, tais como suas descrições do sistema circulatório e do tecido sanguíneo (descrito como rakta dhātu), e seu trabalho pioneiro sobre a propriedade terapêutica dos minerais especialmente tratados conhecidos como bhasmas, que lhe valeram o título de “pai da iatroquímica (quimiatria)”.

[Fonte: Frank John Ninivaggi Ayurveda: A Comprehensive Guide to Traditional Indian Medicine for the West, page 23. (Praeger/Greenwood Press, 2008 – Via Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna).

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

Nagarjuna e a Relatividade

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

Nagarjuna também ensinou a ideia da relatividade; no Ratnāvalī, ele dá o exemplo de que o curto existe somente com relação à ideia do longo. A determinação de uma coisa ou objeto é somente possível em relação às outras coisas e objetos, especialmente por meio do contraste. Ele considerava que a relação entre as ideias de “curto” e “longo” não é devida à natureza intrínseca (svabhāva). Essa ideia também é encontrada nos Nikāyas em Pali e nos Āgamas em Chinês, nos quais a ideia de relatividade é expressa de maneira similar: “Aquele que é o elemento da luz, é visto existir por conta da [em relação à] escuridão; aquele que é o elemento do bem, é visto existir por conta do mal; aquele que é o elemento do espaço, é visto existir por conta da forma”

[Fonte: David Kalupahana, Causality: The Central Philosophy of Buddhism. The University Press of Hawaii, 1975, pages 96-97. In the Nikayas the quote is found at SN 2.150 – Via Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D.

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

Nagarjuna e as Duas Verdades

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

Nagarjuna muito contribuiu também no desenvolvimento da doutrina das duas verdades, a qual afirma que há dois níveis da verdade ou realidade no ensinamento Budista: a realidade última (paramārtha satya), e a realidade convencional ou superficial (saṃvṛtisatya).

Ao articular essa noção, Nagarjuna baseou-se em antigas fontes no Sutra Kaccāyanagotta, que distingue o significado definitivo (nītārtha) do significado plausível (neyārtha):

Em geral, no Kaccayana, esse mundo é suportado por uma polaridade, a da existência e não-existência. Mas quando alguém olha a origem do mundo como ela realmente é, com o correto discernimento, “não-existência” com relação ao mundo não lhe ocorre. Quando alguém olha a cessação do mundo como ela realmente é, com o correto discernimento, “existência” com relação ao mundo não lhe ocorre.

Em geral, no Kaccayana, esse mundo está sob o jugo dos paradigmas, apegos, e vieses. Mas esse alguém (que olha o mundo com o correto discernimento) não se envolve com ou apega-se a esses paradigmas, apegos, fixações da consciência, vieses, ou obcecações; nem está certo sobre ‘o próprio eu’. Ele não tem incertezas ou dúvidas de que o estresse, quando surgindo, está a surgir; o estresse, quando passando, está a passar. Nisto, o seu conhecimento é independente dos outros. É nessa medida que, no Kaccayana, existe a visão correta.

“‘Todas as coisas existem’: Esse é um extremo. ‘Todas as coisas não existem’: Esse é o segundo extremo. Evitando esses dois extremos, o Tathagata ensina o Dharma do Caminho Médio”.

[Fonte: Kaccayanagotta Sutta: To Kaccayana Gotta (on Right View) – Via Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D

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Nagarjuna e Sunyata

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

A primeira contribuição de Nagarjuna para a filosofia Budista está no uso de um conceito de sunyata, ou “vacuidade”, que reúne outras doutrinas Budistas fundamentais, particularmente anātman (não-eu) e pratītyasamutpāda (surgimento dependente), para refutar a metafísica da Sarvastivāda e da Sautrāntika (escolas extintas não-Mahayana). Para Nagarjuna, bem como para o Buda nos textos mais antigos, não são meramente os seres sencientes que são “destituídos do eu” ou não-substanciais; todos os fenômenos são sem qualquer svabhāva, literalmente “natureza própria”, e assim, sem qualquer essência subjacente. Todos os fenômenos são vazios de um ser independentemente existente; e assim, as teorias heterodoxas do svabhāva circulantes naquela época foram refutadas com base nas doutrinas do Budismo primordial. Isto é assim porque todas as coisas surgem sempre de forma dependente: não pelo seu próprio poder, mas pela dependência de relações causais que levam a vir existir, em oposição à (ideia do) ser.

[Fonte: Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

Nagarjuna e suas Escrituras

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

Existe uma série de textos influentes atribuídos a Nagarjuna, mas como há muitas pseudoepígrafes atribuídas a ele, há controvérsias sobre quais são seus autênticos trabalhos. O único trabalho que todos os estudiosos concordam que é de Nagarjuna é o Mūlamadhyamakakārikā (Versos Fundamentais sobre o Caminho Médio), que contém a essência do seu pensamento em vinte e sete capítulos.

De acordo com o ponto de vista de Christian Lindtner, os trabalhos escritos por Nagarjuna são:

  • Mūlamadhyamaka-kārikā (Versos Fundamentais sobre o Caminho Médio)
  • Śūnyatāsaptati (Setenta Versos sobre a Vacuidade)
  • Vigrahavyāvartanī (O Fim das Controvérsias)
  • Vaidalyaprakaraṇa (Pulverização das Categorias)
  • Vyavahārasiddhi (Prova de Convenção)
  • Yuktiṣāṣṭika (Sessenta Versos sobre o Raciocínio)
  • Catuḥstava (Hino para a Realidade Absoluta)
  • Ratnāvalī (Guirlanda Preciosa)
  • Pratītyasamutpādahṝdayakārika (Constituintes do Surgimento Dependente)
  • Sūtrasamuccaya
  • Bodhicittavivaraṇa (Exposição da Mente Iluminada)
  • Suhṛllekha (Carta a um Bom Amigo)
  • Bodhisaṃbhāra (Requisitos da Iluminação)

Em adição aos citados acima, há muitos outros trabalhos atribuídos a Nagarjuna, e animadas controvérsias sobre quais são autênticos. Em particular, vários trabalhos importantes do Budismo esotérico (mais notavelmente o Pañcakrama ou “Cinco Estágios”) são atribuídos a Nagarjuna e seus discípulos. Pesquisas contemporâneas sugerem que esses trabalhos são datáveis de um período muito posterior na história Budista (fins do século 8 ou início do século 9), mas a tradição da qual eles fazem parte sustenta que eles são trabalho de Madhyamaka Nāgārjuna e sua escola. Historiadores tradicionais (por exemplo, o Tibetano Tāranātha do século 17), consciente das dificuldades cronológicas envolvidas, leva em conta esse anacronismo através de uma variedade de teorias, tais como a propagação de escritos posteriores via revelação mística.

Lindtner considera que o Māhaprajñāparamitopadeśa, um extenso comentário sobre o Grande Prajnaparamita, não seja um trabalho genuíno de Nagarjuna. Esse trabalho é somente atestado numa tradução Chinesa de Kumārajīva. Há muita discussão sobre se essa obra é de Nagarjuna, ou de outro alguém. Étienne Lamotte, que traduziu um terço do trabalho para o Francês, achava que fora o trabalho de um monge da escola Sarvāstivāda do Norte da Índia, e que mais tarde converteu-se para o Mahayana. O monge-erudito Chinês Yin Shun achava que fora o trabalho de um Sul Indiano, e que Nagarjuna muito possivelmente era o autor. De fato, essas duas visões não estão necessariamente em oposição, e o Sul Indiano Nagarjuna bem poderia ter estudado na escola Sarvāstivāda do Norte. Nenhum dos dois acha que foi composto por Kumarajiva, tal como sugerem outros.

[Fonte: Lindtner, C. (1982) Nagarjuniana – Via Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D

Tradução livre para português brasileiro por muccamargo.

Nagarjuna

Nagarjuna

Estátua de Ouro de Nagarjuna no Monastério de Samye Ling – Imagem Via Wikipedia

Nāgārjuna (Devanagari:नागार्जुन, Telugu: నాగార్జున, Tibetan: ཀླུ་སྒྲུབ་ klu sgrub, Chinese: 龍樹, Sinhalaනාගර්පුන), que viveu entre os anos de 150-250 da era cristã, foi um importante Mestre do Dharma e filósofo. Juntamente com seu discípulo Āryadeva, credita-se a ele a fundação da escola Madhyamaka do Budismo Mahāyāna. Credita-se também a Nagarjuna o desenvolvimento dos Sutras Prajñāpāramitā – e até, em algumas fontes, como (re) descobridor dessas escrituras no mundo, tendo-as resgatado do reino das nagas – e está também associado com a Universidade Budista de Nālandā.

Sabe-se muito pouco da vida de Nagarjuna, uma vez que os registros de sua existência foram escritos em Chinês e Tibetano, séculos após a sua morte. De acordo com alguns registros, Nagarjuna era natural do Sul da India. Alguns estudiosos acreditam que Nagarjuna foi um conselheiro de um rei da Dinastia de Sātavāhana. Evidências arqueológicas em Amarāvatī indicam que se isso for verdadeiro, o rei pode ter sido Yajña Śrī Śātakarni, que reinou entre 167 e 196 da era cristã. Com base nessa associação, Nagarjuna é convencionalmente colocado entre os anos de 150 e 250 da era cristã.

De acordo com uma biografia traduzida por Kumārajīva entre os séculos 4 e 5, Nagarjuna nasceu numa família Brâmane, e mais tarde tornou-se Budista.

Algumas fontes afirmam que Nagarjuna viveu seus últimos anos na montanha de Śrīparvata, próximo à cidade que mais tarde seria chamada de Nāgārjunakonḍa (“Montanha de Nāgārjuna”). Nagarjunakonda está localizada na atual Nalgonda/ distrito de Guntur de Andhra Pradesh.

[Fonte: Hirakawa, Akira. Groner, Paul. A History of Indian Buddhism: From Śākyamuni to Early Mahāyāna. 2007. p. 242 – Via Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Nagarjuna%5D

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