A Natureza da Nata

“Oh bom homem! Você diz que se não existe a natureza da nata no leite, ele não pode produzir a nata; se a semente da árvore nyagrodha não possuir a natureza de ter 50 pés de altura, não poderá ocorrer de esta alcançar os 50 pés. Uma pessoa ignorante bem pode dizer isto, mas não um sábio. Por quê? Porque não há natureza (própria em quaisquer fenômenos). Oh bom homem! Se existisse a natureza da nata, não haveria necessidade de evocar o poder das relações causais. Oh bom homem! Misture água ao leite, deixe-os assim por um mês, e nunca obteremos a nata. Se uma gota de essência de ‘phalgu’ [fícus oppositifolia: um pó vermelho usualmente feito de raiz de gengibre silvestre] é adicionada, obteremos a nata. Se [já] existisse o fenômeno da nata, por que necessitaríamos esperar pela combinação das relações causais? O mesmo é o caso com a Natureza de Buda de todos os seres. Amparados pelas várias relações causais, podemos vê-la; baseados nas várias relações causais, podemos alcançar a Iluminação Insuperável. Se as coisas surgem com base nas relações causais, isto nos diz que não existe natureza que possa ser chamada de si própria (própria dos fenômenos). Como não há natureza que possa ser nomeada, pode-se perfeitamente atingir a Iluminação Insuperável. Oh bom homem! Por essa razão, o Bodhisattva-Mahasattva sempre elogia o (que é) bom de uma pessoa e não fala mal daquilo que é deficiente. Isto é mente correta.”

Sutra do Nirvana, Capítulo 32, sobre o Bodhisattva Rei Altamente-Virtuoso 6.

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