A Morte de Maya

Essas palavras de Asita, num primeiro momento, agradaram Suddhodana, e ele as ponderou. “Então meu filho viverá, e viverá gloriosamente”, ele pensou, mas então tornou-se ansioso. Por ter sido dito que o príncipe renunciaria a realeza, que ele levaria a vida de um eremita, significaria então que por ocasião sua morte a família de Suddhodana se extinguiria?

Mas sua ansiedade durou pouco, porque desde o nascimento de Siddhartha, o rei não empreenderia nada mais que não prosperasse. Como um grande rio cujas águas são supridas por muitos tributários, a cada dia novas riquezas vertiam em seus tesouros; os estábulos tornaram-se muito pequenos para abrigar os cavalos e elefantes que lhe eram presenteados, e ele constantemente estava cercado por uma multidão de amigos leais. O reinado era rico em terras férteis, e elegante, o rebanho gordo pastava nos prados. Mulheres pariam seus filhos sem sofrimento; homens viviam em paz com seus vizinhos, e a felicidade e tranquilidade reinavam nos domínios de Kapilavastu.

Mas a alegria que adviera a Maya provou ser doce demais. Logo tornou-se insuportável. O mundo a conheceu como uma mãe, mas não por mais de sete dias; então ela morreu e ascendeu ao céu para ser recebida entre os Deuses.

A vida do Buda, tr. para o francês por A. Ferdinand Herold [1922], tr. para o inglês por Paul C. Blum [1927], rev. por Bruno Hare [2007], tr. para português brasileiro por Marcos U. C. Camargo [2011].

Fonte: Sacred-Texts em http://www.sacred-texts.com/bud/lob/index.htm

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