O Nirvana dos Dois Veículos

“Se os seres viventes ouvirem somente o Veículo do Buda, eles não desejarão ver o Buda ou aproximar-se dele. Ao invés disso, pensarão: ‘o caminho do Buda é longo e distante; ele pode ser seguido apenas após muito trabalho e sofrimento’. O Buda sabe que seus pensamentos são débeis e rebaixados. Quando eles estão no meio do caminho, o Buda usa o poder dos meios hábeis para pregar dois Nirvanas[1] com o intuito de prover-lhes um descanso. Se os seres viventes residirem nesses dois estados, o Tathagata então lhes diz: ‘Ainda não terminaram o seu trabalho. O estado no qual vocês estão residindo está próximo da sabedoria do Buda. Vocês devem observar e ponderar sobre isto: o Nirvana que vocês atingiram não é o verdadeiro Nirvana. O Tathagata utilizou-se do poder dos meios expedientes e, dentro do Veículo Único do Buda, discriminou e pregou como se fossem três’”.

 


[1] Correspondentes aos Nirvanas do Ouvinte e do Pratyekabuda, que são os dois veículos menores.

Extraído do CAP. 07: A Parábola da Cidade Fantasma.

Nirvana
Foto de Marcos Ubirajara. Local: Sítio da Dôra em 07/10/2007.

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